'Achávamos que ele ia morrer', diz filho de Maduro sobre captura do pai pelos EUA
O deputado venezuelano Nicolás Maduro Guerra (à direita), filho do presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, em Caracas, em 30 de abril de 2026. JUAN ...
O deputado venezuelano Nicolás Maduro Guerra (à direita), filho do presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, em Caracas, em 30 de abril de 2026. JUAN BARRETO / AFP O filho de Nicolás Maduro disse que “todos achavam que ele ia morrer” ao relembrar a incursão militar dos Estados Unidos em 3 de janeiro, que depôs o então presidente venezuelano. A afirmação foi feita em entrevista ao jornal espanhol El País, publicada neste domingo (3). "Nico, estão bombardeando. Que a pátria siga lutando, vamos em frente", lembra Nicolás Maduro Guerra, filho mais velho do ditador venezuelano, ao relatar as palavras que seu pai lhe disse em um áudio enviado naquela madrugada, segundo o jornal. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "Ele pensou que morreria naquele dia", destacou o filho do presidente deposto, capturado e transferido para os EUA para enfrentar julgamento por narcotráfico. Os EUA bombardearam Caracas e outras regiões durante a operação de captura. Cerca de 100 pessoas morreram. A então vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu a Presidência interinamente. Veja os vídeos em alta no g1: Vídeos em alta no g1 O deputado Maduro Guerra, conhecido como "Nicolasito", afirma que grava as conversas que tem com o pai, que liga do presídio de segurança máxima no Brooklyn, onde está detido ao lado da esposa, Cilia Flores. Segundo o jornal, o presidente deposto tem lido a Bíblia "de forma obsessiva" na prisão. "Meu pai nunca tinha sido assim, mas agora, nas ligações, às vezes começa por aí: 'Você tem que ouvir Mateus 6:33. E Coríntios 3. E o Salmo 108'", diz o filho na entrevista. Maduro Guerra afirma que o pai pergunta pela família, pela Assembleia Nacional e pelo futebol. Como quando o Barcelona foi eliminado da Champions, em abril, e ele ficou irritado: "Pô, isso foi uma cagada". No fim de março, durante uma manifestação em Caracas em apoio ao presidente deposto, Maduro Guerra disse à AFP que esperava que "o julgamento continue ocorrendo dentro do marco da legalidade dos Estados Unidos" e que "as acusações sejam rejeitadas".