Altamente tóxico, mercúrio é encontrado em garimpo ilegal em rio de Goiás
Mercúrio é encontrado em garimpo ilegal em rio de Goiás Uma operação realizada pelo Batalhão de Polícia Ambiental no Rio Vermelho, na Cidade de Goiás, r...
Mercúrio é encontrado em garimpo ilegal em rio de Goiás Uma operação realizada pelo Batalhão de Polícia Ambiental no Rio Vermelho, na Cidade de Goiás, região noroeste do estado, apreendeu 800 gramas de mercúrio em um garimpo ilegal na quinta-feira (21). O produto, considerado altamente tóxico, foi encontrado em um laboratório de fundição improvisado dentro de uma propriedade rural onde era utilizado para separar o ouro de outros minerais, segundo a corporação. A ação foi realizada em conjunto com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente da Cidade de Goiás. O nome do proprietário do empreendimento não foi divulgado pela polícia e, por isso, o g1 não conseguiu contato com a defesa dele. De acordo com o major Bruno Portela, sete pessoas foram presas e três balsas utilizadas no garimpo acabaram apreendidas e inutilizadas. Ao g1, o militar, que coordenou a ação, explicou que o mercúrio estava armazenado próximo aos barcos, dentro da área de extração. “Tinha um laboratório de fundição do ouro que era extraído. Então lá era onde se fazia a utilização do mercúrio para separar o ouro dos outros metais, como a pirita, com todos os elementos que precisavam passar pela fundição”, explicou. Mércurio é encontrado em garimpo ilegal no Rio Vermelho. Divulgação/Batalhão Ambiental da Cidade de Goiás Trabalhadores em situação análoga à escravidão Segundo o major Bruno, seis das pessoas presas viviam em condições análogas à escravidão no local, sem estrutura adequada de higiene e acomodação. Os trabalhadores seriam de diversos estados, como Maranhão, Mato Grosso, Pará, Tocantins e Goiás. Um sétimo suspeito seria o gerente do empreendimento. “Eram pessoas que vieram de outros estados. Tinha gente de Goiás, Mato Grosso, Pará, Maranhão e Tocantins. Um outro era o preposto do dono do empreendimento, uma espécie de gerente. Esse ficava em uma acomodação diferente e todos os outros trabalhadores estavam em um alojamento totalmente insalubre. Não tinha higiene, não tinha local apropriado para armazenar os alimentos”, contou o major. Garimpo ilegal no rio Vermelho. Divulgação/Batalhão Ambiental da Cidade de Goiás Crimes investigados De acordo com o major Bruno, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente foi responsável pela aplicação das multas administrativas e pela guarda dos bens apreendidos como fiel depositária. Ele ressaltou ainda que os trabalhadores devem responder pelo crime de extração irregular de minério. Já o gerente e o proprietário devem responder, além da extração ilegal, por empreendimento potencialmente poluidor, devido ao vazamento de óleo diesel no rio, e também por posse irregular de arma de fogo. Segundo o major, o proprietário ainda poderá responder pelo crime de submeter trabalhadores a condições análogas à escravidão. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás