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Aos 15 anos, estudante do Amapá vira calouro de medicina na Unifap: 'esforço máximo’

Aos 15 anos, estudante do Amapá vira calouro de medicina na Unifap O adolescente Gabriel Silva de Souza, de 15 anos, é um dos aprovados no curso de medicina d...

Aos 15 anos, estudante do Amapá vira calouro de medicina na Unifap: 'esforço máximo’
Aos 15 anos, estudante do Amapá vira calouro de medicina na Unifap: 'esforço máximo’ (Foto: Reprodução)

Aos 15 anos, estudante do Amapá vira calouro de medicina na Unifap O adolescente Gabriel Silva de Souza, de 15 anos, é um dos aprovados no curso de medicina da Universidade Federal do Amapá (Unifap) em 2026. Diagnosticado como superdotado aos 7 anos, o estudante precisou cursar algumas séries paralelamente e iniciou o ensino médio aos 13 anos. Gabriel foi um dos nomes chamados durante a leitura da 1ª chamada publicada na última sexta-feira (20). O momento foi uma oportunidade para os candidatos que não foram aprovados na primeira convocação. Os classificados nessa fase iniciam as aulas ainda neste semestre. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AP no WhatsApp Início de uma trajetória Os estudos sempre estiveram presentes na vida do adolescente. Aos 3 anos, incentivado pelo pai, ele começou a ler e escrever e, posteriormente, fez o 1º e o 2º período da educação infantil em apenas um ano. A facilidade de aprendizado do menino chamou a atenção dos pais, principalmente ao perceberem que, em sala de aula, ele chegava a ficar 70 páginas à frente do que estava sendo apresentado pelo professor. Após a observação de diversos episódios, os pais de Gabriel resolveram procurar uma avaliação neuropsicológica, que atestou o que já desconfiavam: Gabriel apresentava altas habilidades. Com o laudo em mãos, reuniram-se na escola onde ele estudava com a professora do 4º ano, coordenadora, psicóloga e psicopedagoga. Na ocasião, a neuropsicóloga explicou o laudo e esclareceu que o melhor seria a "reclassificação" de Gabriel. Dessa forma, ele fez o 1º e 2º períodos no mesmo ano e, depois, o 4º e o 5º ano também no mesmo ano. Gabriel Silva de Souza, de 15 anos, calouro da Unifap Arquivo pessoal/divulgação Segundo Gabriel, apesar de desde criança estar inserido em turmas mais avançadas, a diferença de idade com as outras crianças nunca foi um problema. Ele relembra que aprendeu a conviver com a situação e administrar a rotina de estudos. “No começo, geralmente acaba sendo mais difícil, só que com o tempo a gente acaba se adaptando, unindo formas de suavizar o processo, de tornar as coisas mais dinâmicas, por meio das amizades, dos contatos que a gente tem, da dinâmica do jeito que a gente consegue levar o dia-a-dia, e acaba que como tem muito tempo que eu já estou imerso nesse meio, hoje não influencia tanto mais”, relembrou. LEIA MAIS: Primeira amapaense recebe Prêmio Jovem Cientista em Brasília com kit solar para castanheiros Após reclamações, iluminação de passarela em frente à Unifap passa por reparos em Macapá HU da Unifap recruta voluntários para estudo sobre tratamento natural da artrose no joelho Calouro de medicina O adolescente destaca que os estudos sempre foram sua prioridade e que a universidade federal sempre foi seu plano de vida. O sonho de cursar medicina veio da inspiração da mãe, Marinalva Silva, que também atua na área. “O estudo sempre foi a minha única via, realmente sempre o meu plano A de vida. A medicina é meu plano A, meu plano B, sempre foi. Eu nunca pensei em outra coisa porque realmente eu tenho essa paixão pela área”, descreveu Gabriel. Apesar das habilidades, Gabriel reconhece que teve que se esforçar ao máximo para ingressar na Unifap, principalmente porque o curso de medicina é um dos mais concorridos da instituição. “A facilidade não presta para você descansar, para você arrumar vias para fazer o sistema ser mais fácil. Realmente, o meu esforço, de todo mundo que eu conheço que realmente foi aprovado, é único, mas todos têm uma coisa em comum, que foi o esforço máximo”, afirmou. Ao relembrar o momento da aprovação, Gabriel diz que estava apreensivo, principalmente porque atualmente não existe mais a bonificação nas notas que beneficiava os alunos que concluíram o ensino médio no Amapá. “Essa realmente é uma sensação única, a chamada pública, porque primeiro que ela trabalha com a nossa ansiedade. Ainda mais porque os resultados agora, sem a bonificação, são muito fora da curva, são irreais. Não tínhamos nenhum parâmetro. Podia ser que desse certo, podia ser que não”, disse. O adolescente aliou os estudos do ensino médio, cursado em casa, com um curso preparatório para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Gabriel Silva de Souza, de 15 anos, calouro da Unifap Arquivo pessoal/divulgação Jales Ribeiro, pai de Gabriel, o descreve como um adolescente extremamente curioso, educado, culto, fluente em inglês e que sempre praticou esportes. Para ele, além do orgulho da aprovação, o resultado é a confirmação de uma trajetória de sucesso que iniciou ainda nos primeiros anos de vida do filho. “A nossa expectativa era muito grande. E, graças a Deus, isso se confirmou. Mas, independente disso, ele sempre teve apoio. Nós sempre procuramos apoiar e acreditar e dar as condições para ele ter bons resultados. O que aconteceu foi fruto de tudo isso. Do apoio, do incentivo e de sempre estar do lado dele, apoiando, orientando”, comentou Jales. Ribeiro brinca que, apesar de agora estar na faculdade, a supervisão de Gabriel continua, já que ele ainda é um adolescente inserido num ambiente com adultos. Para os pais, a universidade é a nova escola do filho. O curso de medicina da Unifap funciona na modalidade integral e é considerado um dos melhores da região Norte. Na foto estão Gabriel, seus pais e irmão Arquivo pessoal/divulgação Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá VÍDEOS com as notícias do Amapá: