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Após dois anos de seca severa, Amazonas ganha 87 mil hectares de superfície de água em 2025

Rio Negro durante cheia de 2026 em Manaus Jadson Lima/g1 AM O Amazonas registrou um aumento de 87 mil hectares na superfície de água em 2025, após dois anos ...

Após dois anos de seca severa, Amazonas ganha 87 mil hectares de superfície de água em 2025
Após dois anos de seca severa, Amazonas ganha 87 mil hectares de superfície de água em 2025 (Foto: Reprodução)

Rio Negro durante cheia de 2026 em Manaus Jadson Lima/g1 AM O Amazonas registrou um aumento de 87 mil hectares na superfície de água em 2025, após dois anos de seca severa na região. Os dados são do MapBiomas, divulgados nesta terça-feira (16), e mostram que o estado teve o terceiro maior ganho do país, atrás apenas do Pará e de Goiás. O crescimento ocorreu com o aumento das chuvas em comparação com 2024. Segundo o levantamento, o Pará ganhou 142 mil hectares de superfície de água, enquanto Goiás teve acréscimo de 91 mil hectares. A superfície de água representa áreas cobertas por rios, lagos, represas e outras formações de água monitoradas pelo estudo. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Apesar do aumento, a recuperação não ocorreu de forma uniforme em todo o bioma. A superfície de água da Amazônia ficou 2,6% acima da média histórica em 2025, mas 20 das 54 sub-bacias analisadas permaneceram abaixo desse padrão. Agora no g1 O pesquisador do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), Ives Brandão, explicou que a região tem uma grande reserva de água, mas sofre influência de eventos climáticos que alteram o regime dos rios. "Considerando que a gente nota eventos cada vez mais frequentes e a gente nota instabilidade do regime hídrico influenciado por mudanças climáticas, é possível que a gente esteja suscetível a maiores secas", afirmou. Segundo o pesquisador, essas mudanças afetam principalmente as comunidades ribeirinhas. Pelo menos metade delas está localizada a até 50 quilômetros dos 12 principais rios da Amazônia. Municípios ainda registram perda de água Mesmo com o aumento no estado, alguns municípios tiveram redução na superfície de água em comparação com a média histórica. Barcelos, no interior do Amazonas, apareceu entre os municípios brasileiros com maior queda em 2025. De acordo com o levantamento, o município perdeu 65 mil hectares de superfície de água, uma redução superior a 6%. Em todo o Brasil, 45% dos municípios, o equivalente a 2.511 cidades, registraram níveis de superfície de água abaixo da média histórica em 2025. Quase metade das cidades perderam água Arte/g1 O estudo aponta ainda que o país terminou 2025 com 18,2 milhões de hectares de superfície de água, aumento de 5,3% em relação aos 17,2 milhões de hectares registrados em 2024. Apesar da alta, o número ainda ficou abaixo da média histórica nacional, de 18,5 milhões de hectares. A análise histórica mostra uma redução gradual da superfície de água no Brasil desde 1985. Entre 1985 e 1994, a média era de 19,86 milhões de hectares. Já entre 2015 e 2024, o índice caiu para 17,28 milhões de hectares, uma redução média de 2,6 milhões de hectares em comparação com a primeira década analisada.