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Após questionamento, Assembleia Legislativa propõe nova lei para corrigir regra do salário dos deputados no AM

Sede da Aleam, em Manaus. Acervo Aleam. A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) apresentou um projeto de lei para corrigir a regra que define o salário d...

Após questionamento, Assembleia Legislativa propõe nova lei para corrigir regra do salário dos deputados no AM
Após questionamento, Assembleia Legislativa propõe nova lei para corrigir regra do salário dos deputados no AM (Foto: Reprodução)

Sede da Aleam, em Manaus. Acervo Aleam. A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) apresentou um projeto de lei para corrigir a regra que define o salário dos deputados estaduais. A medida surgiu após questionamentos do Comitê Amazonas de Combate à Corrupção (CACC) e investigação do Ministério Público do Estado (MPE-AM). No início de 2025, o CACC protocolou uma representação e uma Notícia de Fato no MPE-AM. O comitê apontou que os deputados poderiam estar recebendo acima do teto e questionou a legalidade dos pagamentos desde o começo da atual legislatura. Com base na denúncia, o Ministério Público abriu procedimentos para apurar possível inconstitucionalidade da Lei Estadual nº 4.729/2018. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp O problema está na forma como o salário é definido. A lei atual estabelece que os deputados estaduais recebam 75% do valor pago aos deputados federais. Dessa forma, sempre que o Congresso Nacional reajusta os próprios vencimentos, o aumento é aplicado automaticamente no Amazonas, sem nova votação na Aleam. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O Supremo Tribunal Federal (STF) já considerou esse mecanismo inconstitucional. O entendimento é que a vinculação automática fere a autonomia dos estados e a exigência de lei específica para cada reajuste. A decisão foi reforçada na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº. 6554. O CACC argumenta que pagamentos feitos com base em uma norma considerada inconstitucional podem configurar improbidade administrativa e causar prejuízo aos cofres públicos. Diante da pressão e da análise técnica do Ministério Público, a Mesa Diretora apresentou o Projeto de Lei nº 62/2026. A nova proposta revoga a lei de 2018 e acaba com a vinculação automática aos salários federais. O texto fixa o subsídio atual em R$ 34.774,64. Também determina que qualquer reajuste futuro só poderá ocorrer por meio de uma nova lei aprovada pela própria Assembleia. O projeto ainda prevê a convalidação dos valores já pagos, numa tentativa de encerrar o impasse jurídico. Mesmo assim, o debate pode continuar. Segundo o CACC, há questionamentos sobre o princípio da anterioridade. A regra determina que o salário de uma legislatura deve ser fixado pela legislatura anterior. Como essa lei não teria sido aprovada no período correto, o comitê entende que a remuneração atual pode ser alvo de novas denúncias e questionamentos na Justiça.