cover
Tocando Agora:

Bárbara Reis relata sinais ignorados por anos até descobrir lipedema; entenda condição confundida com obesidade

Bárbara Reis revela lipedema; entenda condição Em relato nas redes sociais, a atriz Bárbara Reis listou sinais com os quais conviveu por anos sem entender a...

Bárbara Reis relata sinais ignorados por anos até descobrir lipedema; entenda condição confundida com obesidade
Bárbara Reis relata sinais ignorados por anos até descobrir lipedema; entenda condição confundida com obesidade (Foto: Reprodução)

Bárbara Reis revela lipedema; entenda condição Em relato nas redes sociais, a atriz Bárbara Reis listou sinais com os quais conviveu por anos sem entender a causa. O diagnóstico só veio depois: lipedema. Entre eles, desproporção entre tronco e pernas, sensação constante de peso, hematomas frequentes e alterações na textura da pele. “Por muito tempo eu achei que o problema era eu”, afirmou. A condição, que afeta principalmente mulheres, é uma doença crônica do tecido adiposo e ainda é frequentemente confundida com obesidade — o que ajuda a explicar por que muitas pacientes levam anos até receber um diagnóstico correto. O que é lipedema O lipedema é caracterizado pelo acúmulo desproporcional e simétrico de gordura, principalmente nas pernas e, em alguns casos, nos braços. Diferentemente da obesidade, esse aumento não ocorre de forma generalizada pelo corpo. “No lipedema, a paciente pode ter medidas normais no tronco e aumento significativo nas pernas. Essa gordura é diferente, causa dor e sensibilidade ao toque”, afirma o cirurgião plástico Vitor Pagotto, membro da Câmara Técnica de Cirurgia Plástica do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo. Outro ponto importante é que essa gordura costuma ser resistente a dietas e exercícios, o que leva muitas mulheres a acreditarem, de forma equivocada, que o problema está relacionado a falta de esforço. Segundo especialistas, o lipedema é uma desordem do tecido adiposo com influência genética e hormonal — e não resultado de estilo de vida. Sinais citados pela atriz Os sinais descritos pela atriz estão entre os mais comuns da doença. Desproporção entre tronco e pernas. Sensação constante de peso nas pernas. Hematomas frequentes, sem causa aparente. Pele com aspecto de “casca de laranja”. Acúmulo de gordura que se interrompe no tornozelo (“sinal do garrote”). A dor é considerada um dos aspectos centrais do lipedema e pode ocorrer de forma espontânea ou ao toque. “É o que mais compromete a vida da paciente”, diz Pagotto. Além disso, é frequente a sensação de peso nas pernas — muitas pacientes descrevem como se estivessem carregando quilos extras — e a facilidade para desenvolver hematomas, mesmo sem traumas aparentes. Outro sinal característico é a mudança na textura da pele, que pode ganhar aspecto irregular, semelhante à chamada “casca de laranja”. Sinal do “garrote” ajuda a diferenciar a doença Mulher com lipedema ONG Movimento Lipedema Um dos sinais clínicos mais específicos do lipedema também apareceu no relato da atriz: o chamado “sinal do garrote”. Nesse caso, o acúmulo de gordura se interrompe na altura do tornozelo, poupando os pés — o que cria uma espécie de “degrau” entre a perna e o pé. Esse padrão ajuda a diferenciar o lipedema de outras condições, como obesidade e linfedema, nas quais os pés costumam ser afetados. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Diagnóstico ainda é clínico e pouco difundido Apesar de ter características bem definidas, o lipedema ainda é subdiagnosticado. Hoje, não existe exame específico para confirmar a doença. O diagnóstico é clínico, baseado na história da paciente e no exame físico. A falta de conhecimento sobre o tema (inclusive na formação médica) faz com que muitas mulheres passem anos em busca de respostas. Não tem cura, mas tem controle O lipedema não tem cura, mas pode ser controlado. O tratamento é individualizado e envolve uma abordagem multidisciplinar, com estratégias como alimentação com foco anti-inflamatório, uso de compressão, fisioterapia e, em casos selecionados, cirurgia. Aproximadamente 10% das mulheres em todo o mundo são afetadas pelo lipedema, uma condição que é significativamente mais comum no sexo feminino. No Brasil, esse número corresponde a mais de 10 milhões de pessoas Crédito: ONG Movimento Lipedema/Conheça Lipedema “A ciência prefere falar em controle e remissão. O lipedema é crônico”, resume Pagotto. Quando bem conduzido, o tratamento pode reduzir a dor, melhorar a mobilidade e devolver qualidade de vida às pacientes.