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Cão Orelha: polícia diz que não há indícios de que agressões foram motivadas por 'desafios criminosos' de redes sociais

O que diz a lei e quais as punições previstas para maus-tratos contra animais A Polícia Civil informou que não há indícios que as agressões ao cão comun...

Cão Orelha: polícia diz que não há indícios de que agressões foram motivadas por 'desafios criminosos' de redes sociais
Cão Orelha: polícia diz que não há indícios de que agressões foram motivadas por 'desafios criminosos' de redes sociais (Foto: Reprodução)

O que diz a lei e quais as punições previstas para maus-tratos contra animais A Polícia Civil informou que não há indícios que as agressões ao cão comunitário Orelha, que morreu em Florianópolis, tenham sido motivadas por grupos criminosos que usam as redes sociais para promover desafios criminosos para adolescentes. As investigações continuam e mais dois jovens devem ser ouvidos. Orelha morreu após ser agredido em 4 de janeiro. Ele era um cão comunitário que recebia cuidados de vários moradores na Praia Brava, bairro turístico de Florianópolis. A Polícia Civil investiga um grupo de quatro adolescentes suspeitos de ter agredido o cachorro. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp O delegado Renan Balbino, da Delegacia Especializada de Adolescentes em Conflito com a Lei (Deacle), informou que dois jovens já foram ouvidos e outros dois vão prestar depoimento em breve. A Polícia Civil não vai divulgar data, horário e local das oitivas. Outro adolescente, que havia tido a imagem divulgada como suspeito passou a ser testemunha do caso. A Polícia Civil afirmou que ele não aparece nos vídeos analisados pela equipe, apesar de ter sido mencionado inicialmente. Além disso, a família do adolescente apresentou provas de que ele não estava na Praia Brava no período relevante à investigação. A Polícia Civil destacou que segue com o trabalho de apuração de ato infracional envolvendo adolescentes suspeitos de maus-tratos, além de outros delitos. Polícia descarta que adolescentes suspeitos da morte do cão Orelha tenham tentado afogar cão Caramelo Quais os próximos passos da investigação após volta de adolescentes suspeitos ao Brasil Artista cria desenho de 40 metros em homenagem ao cão Orelha Cão Orelha Reprodução Quando os outros adolescentes serão ouvidos? Os outros adolescentes suspeitos devem ser ouvidos na próxima semana. As oitivas ainda não têm data definida, mas ocorrerão com a presença de um responsável legal, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A participação de um advogado é facultativa. Dois desses investigados estavam fora do país e retornaram ao Brasil na quinta-feira (29). No mesmo dia, a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão, recolhendo celulares e roupas dos jovens. No início da semana, outros mandados já haviam sido cumpridos em endereços de adolescentes que estavam no Brasil. Por determinação do ECA, os nomes, idades e localizações dos suspeitos não são divulgados, já que o procedimento corre sob sigilo absoluto. O que a polícia analisa agora? A Polícia Civil analisa cerca de mil horas de imagens de câmeras de segurança da região da Praia Brava, registradas no período em que as agressões teriam ocorrido. Um relatório complementar de investigação está em elaboração e deve ajudar a esclarecer o caso. Um dos principais desafios, segundo Balbino, é a falta de imagens diretas do momento do espancamento. Ainda assim, registros de outros episódios de vandalismo e confusão na mesma região e período, supostamente envolvendo adolescentes, estão sendo usados para cruzamento de informações. A Polícia Científica também trabalha no melhoramento das imagens para possibilitar uma eventual comparação facial entre os suspeitos e pessoas que aparecem nos vídeos. Além disso, a extração de dados dos celulares apreendidos pode ajudar a preencher lacunas da investigação. Outras apurações Os adolescentes também são investigados por possível envolvimento em outros atos ilícitos registrados neste mês na região, como furto de bebida alcoólica, danos ao patrimônio e perturbação do sossego. Cada caso será apurado separadamente, em autos próprios de apuração de ato infracional. “É um grupo muito grande de adolescentes. Aparecem muitas pessoas nos vídeos que a gente tem”, afirmou o delegado. Três adultos suspeitos de envolvimento em ações de coação no processo que investiga a morte do cão comunitário Orelha foram indiciados pela Polícia Civil. Os investigados são pais e um tio dos adolescentes. Dois deles são empresários, e o outro, advogado. Os nomes dos indiciados não foram revelados pelos delegados e a corporação informou que o crime foi cometido contra o vigilante de um condomínio que teria uma foto que poderia colaborar com a investigação da ocorrência. Infográfico - morte do cão Orelha Arte g1 VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias