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Caso Pedro Vilchez: família de idoso que sumiu há dois meses no AC reconhece roupa achada em ossada

Pedro Vilchez sumiu de casa no último dia 18 após sair para comprar refrigerante em Rio Branco Arquivo pessoal A família de Pedro Vilchez, de 87 anos, que de...

Caso Pedro Vilchez: família de idoso que sumiu há dois meses no AC reconhece roupa achada em ossada
Caso Pedro Vilchez: família de idoso que sumiu há dois meses no AC reconhece roupa achada em ossada (Foto: Reprodução)

Pedro Vilchez sumiu de casa no último dia 18 após sair para comprar refrigerante em Rio Branco Arquivo pessoal A família de Pedro Vilchez, de 87 anos, que desapareceu em 18 de janeiro, confirmou ao g1 que fez o reconhecimento do corpo achado nessa quinta-feira (19) em uma área de mata como do aposentado. Marcos Vilchez, filho do idoso, disse que as roupas achadas junto ao cadáver são semelhantes às vestimentas que o pai usava no dia que sumiu. 👉Contexto: Nesta quinta-feira (19), um caçador encontrou restos mortais em uma área de mata no Ramal Aquiles Peret, na região do bairro Jorge Lavocat, em Rio Branco. O corpo não estava enterrado e assim que a Polícia Civil chegou ao local, disse que as roupas localizadas eram semelhantes às vestimentas usadas pelo idoso: calça jeans, blusa e chapéu branco. ✅ Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Os restos mortais foram entregues aos familiares de Pedro Vilchez para velório e enterro. Devido à exposição do caso, Marcos contou que a família não pretende divulgar o local do velório. "Já foi confirmado [que o corpo era de Pedro], então, decidimos que o velório será fechado apenas para os familiares", afirmou ainda abalado. Caçador encontra corpo de homem em estado de decomposição no Acre LEIA MAIS: Caçador encontra corpo de homem em estado de decomposição no Acre Aposentado com problemas de audição desaparece ao sair para comprar refrigerante no AC Idoso que saiu para comprar refrigerante segue desaparecido após 2 meses no AC: 'Angústia' O diretor do Instituto Médico Legal (IML), Mário Sandro Martins, explicou que a identificação cadavérica deve ocorrer em até três meses. "A família fez a identificação inicial do corpo, apenas através das vestimentas achadas, contudo, eles ainda devem vir doar o material biológico para comparação com o DNA da vítima. O exame deve demorar no mínimo uns 90 dias para sair o resultado", confirmou. Os procedimentos periciais também devem buscar identificar se a morte ocorreu por causas naturais ou violentas, embora o estado avançado de decomposição dificulte a análise com precisão. Nesta sexta, o coordenador do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), delegado Pedro Paulo Buzolin, disse que a perícia deve confirmar qual foi a causa da morte da vítima encontrada no matagal. Polícia Civil disse que as roupas são semelhantes as vestimentas do aposentado Pedro Vilchez Rede Amazônica Versões do sumiço Questionado pelo g1 sobre a dinâmica do desaparecimento, Marcos explicou que o pai saiu para comprar o refrigerante em um comercio próximo de casa, mas no caminho encontrou um genro. "Para o marido da minha irmã ele falou que ia comprar uma terra. As duas versões são verdadeiras", garantiu. Preocupado com a sanidade de Pedro Vilchez, o homem foi ao encontro de Marcos e explicou o que o idoso tinha dito, momento em que os familiares foram atrás dele e já o encontraram mais. Idoso desaparecido Pedro Vilchez era aposentado, morava em Boca do Acre, no Amazonas, com a filha e veio para capital acreana em outubro do ano passado em tratamento de saúde. Contudo, em 18 de janeiro, ele saiu dizendo que ia até um comércio do bairro comprar refrigerante para o almoço da família. A polícia acredita que o idoso se perdeu e que, por isso, não soube como retornar para casa. Foram feitas oitivas e, como não há indícios de crime, o trabalho foi focado em obter informações para localizá-lo. Portanto, as oitivas geralmente são informais. À época, o delegado Pedro Paulo Buzolin disse à Rede Amazônica Acre que todos os relatos de pessoas que teriam avistado Vilchez acabaram não se confirmando. O major Ocimar Farias, do Corpo de Bombeiros, ressaltou, na época, que todos os esforços foram aplicados às buscas. "Usamos cães farejadores e um veículo aéreo não tripulado (Vant), que é uma aeronave utilizada em operações de monitoramento de áreas sensíveis", disse. Contudo, sem novas pistas, os bombeiros suspenderam as buscas nos ramais e estradas. No dia 4 de fevereiro, bombeiros voltaram à região do Ramal do Mutum para uma nova varredura a pedido da polícia, mas não acharam pistas. Além disto, na quarta (18), quando fez dois meses do sumiço do idoso, Tauane Vilchez falou sobre a angústia da família em não ter notícias do paradeiro do aposentado. VÍDEOS: g1