Caso Rhavy: padrasto é condenado a 50 anos de prisão e mãe a 2 anos por morte de menino em Maceió
Nicole Maria de Lima Braga e Manoel Pedro Tavares de Souza, mãe e padrastro de Rhavy Abraão Anderson Macena/MP-AL A mãe e o padrasto de Rhavy Abraão Alves d...
Nicole Maria de Lima Braga e Manoel Pedro Tavares de Souza, mãe e padrastro de Rhavy Abraão Anderson Macena/MP-AL A mãe e o padrasto de Rhavy Abraão Alves de Lima foram condenados, na noite de segunda-feira (19), pelo assassinato do menino, em maio de 2025, no bairro de Riacho Doce, em Maceió. 📱Participe do canal do g1 Alagoas De acordo com o Ministério Público do Estado de Alagoas (MP-AL), Manoel Pedro Tavares de Souza foi condenado a 50 anos de prisão, em regime inicialmente fechado, pela morte. Já Nicole Maria de Lima Braga recebeu uma pena de dois anos e 11 meses, em regime inicialmente aberto, por omissão. O corpo de Rhavy foi encontrado dentro da residência do casal em 13 de maio de 2025. Inicialmente, o caso foi tratado como morte clínica, mas exames cadavéricos identificaram lesões internas. Agora no g1 Um dia após a morte, o Instituto Médico Legal (IML) informou que a criança morreu após sofrer uma ruptura no fígado provocada por agressão. Segundo o órgão, o ferimento foi causado por uma pancada nas costas. Durante o julgamento, realizado no Fórum do Barro Duro, em Maceió, tanto a mãe quanto o padrasto negaram ter assassinado o menino. Agressões e cola nos olhos Rhavy Abraão Alves de Lima, de dois anos, foi assassinado em Maceió Reprodução Testemunhas informaram, durante o júri, que as agressões contra Rhavy eram frequentes. Segundo os relatos, Nicole Maria era quem agredia o menino e os outros dois filhos. A babá da criança, identificada apenas como Viviane, disse que, dias antes do crime, Rhavy se queixava de dor de cabeça. Ela também contou que já havia visto marcas de agressão no corpo do menino em outras ocasiões. As testemunhas relataram ainda um episódio em que Rhavy teve os olhos colados e precisou ser levado a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e, posteriormente, ao Hospital Geral do Estado (HGE), para retirar o material dos olhos. “Eles iam ao mercadinho e eu vi o olhinho dele [Rhavy] vermelho. Então eu perguntei o que foi e ela [a mãe] disse que ele mesmo tinha colado o olho. Questionei sobre não ter cola na mão dele e ele [o padrasto] disse que não sabia explicar, mas achava que ele mesmo tinha colado o olho”, afirmou Williams da Silva Braga. Williams, que afirmou ser usuário de drogas, disse que mantinha contato com a família porque comprava entorpecentes de Manoel Pedro. Tráfico de drogas e tentativa de homicídio Fórum do Barro Duro, na capital alagoana Jonathan Lins/G1 Durante o júri, Manoel Pedro Tavares de Souza afirmou que não trabalhava na época do crime e que atuava no tráfico de drogas na região de Riacho Doce. Ele também contou que, quando era adolescente, andava armado e foi acusado de tentativa de homicídio, mas acabou absolvido. “Eu era traficante, mas essas mãos aqui nunca matariam uma criança, até porque nesse meio não é perdoado. Quero que a Justiça seja feita, mas de verdade, e condene quem realmente fez isso com a criança”, declarou.