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Causa da morte de corretora de imóveis foi tiro na cabeça, aponta atestado de óbito

Entenda briga que pode ter sido motivo do assassinato da corretora em Goiás A corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, foi morta com um tiro na cabeça, de ac...

Causa da morte de corretora de imóveis foi tiro na cabeça, aponta atestado de óbito
Causa da morte de corretora de imóveis foi tiro na cabeça, aponta atestado de óbito (Foto: Reprodução)

Entenda briga que pode ter sido motivo do assassinato da corretora em Goiás A corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, foi morta com um tiro na cabeça, de acordo com a declaração de óbito. O corpo da corretora foi encontrado a 15 km de Caldas Novas, na região sul de Goiás, em estado de decomposição avançado. O síndico do prédio em que ela morava, Cleber Rosa de Oliveira, confessou o crime e está preso temporariamente. Corretora assassinada: o que o síndico, o filho do síndico e o porteiro do prédio disseram à polícia e qual o envolvimento deles no crime Em nota ao g1, a defesa de Cleber Rosa de Oliveira informou que a defesa técnica aguarda o fim das investigações, de modo que não se manifestará sobre as circunstâncias e demais elementos do caso até a conclusão do inquérito policial. Apesar disso, reiterou que Cleber permanece colaborando com a autoridade policial (leia a nota na íntegra ao fim do texto). Segundo a declaração de óbito, Daiane Alves Souza teve um traumatismo craniano encefálico causado por disparo de arma de fogo (veja: defesa diz que síndico confessou ter usado arma). ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Cléber Rosa de Oliveira confessou ter matado a corretora Daiane Alves em Caldas Novas, Goiás Diomício Gomes/O Popular e Arquivo pessoal/Georgiana dos Passos O documento foi enviado por Plínio Mendonça, advogado da família. De acordo com ele, a conclusão da declaração de óbito traz questionamentos que devem ser respondidos com os resultados dos laudos periciais. Daiane ficou desaparecida por mais de 40 dias após descer ao subsolo do prédio onde morava para checar as causas de uma queda de energia. O filho de Cleber, Maicon Douglas de Oliveira, também está preso suspeito de ajudar o pai a ocultar provas (veja onde eles estavam no momento da prisão). LEIA TAMBÉM: Mãe de corretora assassinada por síndico relata dor, revolta e alívio ao buscar corpo: 'Ela vai ser colocada num lugar de descanso' ARMA: Defesa diz que síndico confessou ter usado arma no crime DNA: Identificação do corpo de corretora morta será feita usando o DNA dos dentes, diz polícia Os advogados de Maicon Douglas Souza de Oliveira informaram que ele não possui qualquer envolvimento, direto ou indireto, com o crime em questão e que está adotando todas as medidas processuais cabíveis para restabelecer a liberdade de Maicon Douglas o mais breve possível (leia a nota na íntegra ao fim do texto). Nesta terça-feira (3), o corpo de Daiane foi liberado pelo Instituto Médico Legal (IML) de Goiânia após o resultado da identificação feita com DNA dentário. O velório será realizado nesta quarta-feira, às 13h, no Cemitério Parque dos Buritis, em Uberlândia. O sepultamento está marcado para às 17h, no mesmo local. Desaparecimento A corretora é natural de Minas Gerais, mas se mudou para Caldas Novas há dois anos para administrar a locação dos apartamentos da família no prédio onde desapareceu. No dia 17 de dezembro, Daiane enviou um vídeo para uma amiga mostrando que seu apartamento estava sem energia (veja abaixo). Corretora de imóveis enviou vídeo para amiga momentos antes de desaparecer em Caldas Novas Segundo a família, era muito comum que isso acontecesse nos imóveis deles e, por isso, Daiane sempre gravava para se resguardar. No último vídeo enviado por ela, é possível ver o apartamento sem luz e o momento em que a corretora entra no elevador para descer ao subsolo. Quedas de energia em apartamento eram provocadas intencionalmente, diz família Corretora morta por síndico havia enviado e-mail denunciando ameaças: ‘Tenho medo pela minha vida’ A partir do momento em que ela desembarca na garagem, não foi mais vista. Desde então, a polícia começou a investigar o caso e, por fim, chegou ao síndico Cleber Rosa de Oliveira, com quem Daiane tinha desavenças e brigas recorrentes. Pai e filho presos O síndico foi preso na madrugada do dia 28 de janeiro, dentro do apartamento onde morava, no mesmo prédio em que Daiane desapareceu. Segundo ele, o crime aconteceu no subsolo, depois que ele a corretora tiveram mais uma discussão. Após confessar o crime, Cleber levou a polícia até o local onde deixou o corpo de Daiane, em uma região de mata a cerca de 15 km de Caldas Novas, em Ipameri. De acordo com a polícia, o corpo foi encontrado em estado avançado de decomposição. O síndico Cleber Rosa de Oliveira e o filho, o analista de sistemas Maicon Douglas Souza de Oliveira, foram presos na madrugada de quarta-feira (28), em Caldas Novas Wildes Barbosa/ O Popular No mesmo dia, o filho de Cleber, Maicon Douglas de Oliveira, também foi preso. Segundo a polícia, ele teria comprado um celular novo para o pai, o que pode indicar ocultação de provas. Na última sexta-feira (31), a polícia fez uma perícia no local onde o síndico teria interceptado Daiane, próximo aos disjuntores dos apartamentos. O celular dela foi encontrado escondido em um vão e está sendo analisado, segundo a polícia. Briga por apartamentos Em coletiva de imprensa, a polícia informou que Cleber ainda não havia esclarecido como matou a corretora e nem qual foi a motivação do crime. Apesar disso, os investigadores suspeitam que o síndico matou Daiane pelos desentendimentos motivados pela administração dos seis apartamentos da família dela. “O síndico administrava [os apartamentos] e eles [família da vítima] passaram a administração para Daiane. Desde então, houve uma série de atritos. Ele foi denunciado por perseguição”, contou o delegado. Prédio onde corretora foi morta em Caldas Novas tem apartamentos residenciais, e só moradores têm livre acesso ao subsolo Câmera de segurança registrou discussão entre síndico e corretora, em Goiás Arquivo pessoal/Nilse Alves Pontes Segundo a família, são 12 processos na Justiça envolvendo Cleber e Daiane. Além disso, eles dizem que desligar a luz dos apartamentos era um comportamento recorrente do síndico, fato que foi confirmado pela polícia por meio de testemunhas. Após o desaparecimento, o síndico foi denunciado por perseguição (stalking) pelo Ministério Público de Goiânia (MP-GO). De acordo com a denúncia, Cléber teria utilizado a posição de síndico para criar obstáculos à rotina de Daiane, passando a vigiá-la por meio do sistema de câmeras do condomínio e a submetê-la a constrangimentos. Nilse Alves, mãe da corretora, disse que o sentimento agora é de revolta e alívio após encontrar a filha depois de mais de 40 dias de angústia. “O sentimento é de muita dor, muita revolta, mas, ao mesmo tempo, de alívio por saber que ela vai ser colocada num lugar de descanso e não no meio do mato onde o assassino a jogou. E com muito conforto vendo toda solidariedade e tanto apoio!”, escreveu Nilse. Corpo de corretora foi encontrado a cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas, em Goiás Arte/g1 Nota da defesa de Cleber O escritório Nestor Távora e Laudelina Inácio Advocacia Associada, representando os interesses do Sr. Cleber Rosa de Oliveira, vem informar que os fatos ocorridos em Caldas Novas/GO ainda estão sendo apurados, e o compromisso do Sr. Cléber em contribuir com as autoridades públicas. Ressalte-se que o Sr. Cleber ainda não foi ouvido pelo delegado responsável e aguarda a realização da audiência de custódia. Além disso, a defesa salienta que não há qualquer envolvimento do filho Maicon Douglas de Oliveira na morte da Sra. Daiane Alves de Souza. Nota da defesa de Maicon Douglas Na qualidade de defensores constituídos de Maicon Douglas Souza de Oliveira, os advogados subscritos vêm a público esclarecer os fatos relativos à sua prisão temporária, ocorrida no âmbito das investigações que apuram o falecimento de Daiane Alves. Inicialmente, é imperativo destacar que Maicon Douglas não possui qualquer envolvimento, direto ou indireto, com o crime em questão, cuja autoria já foi confessada exclusivamente por seu genitor, Cleber Rosa de Oliveira, em ato que não contou com o auxílio ou prévia ciência de Maicon. Na data de ontem (29/01/26), Maicon foi submetido à audiência de custódia e, posteriormente, prestou depoimento perante a autoridade policial. Durante o interrogatório, o investigado respondeu a todos os questionamentos de forma transparente e satisfatória, colaborando ativamente com a elucidação dos fatos e negando veementemente qualquer participação no trágico evento. A defesa técnica reitera sua confiança no Poder Judiciário e informa que já está adotando todas as medidas processuais cabíveis para restabelecer a liberdade de Maicon Douglas o mais breve possível, garantindo o respeito às garantias constitucionais e à verdade real. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás