cover
Tocando Agora:

Chanceler iraniano fala em desejo por desescalada, nega capacidade de atingir EUA e afirma que líder supremo está vivo

Estados Unidos e Israel atacam Irã em ataque coordenado; regime iraniano responde com mísseis O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, af...

Chanceler iraniano fala em desejo por desescalada, nega capacidade de atingir EUA e afirma que líder supremo está vivo
Chanceler iraniano fala em desejo por desescalada, nega capacidade de atingir EUA e afirma que líder supremo está vivo (Foto: Reprodução)

Estados Unidos e Israel atacam Irã em ataque coordenado; regime iraniano responde com mísseis O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que o líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei, está vivo — “até onde eu sei”, disse. E que o país está interessado em uma desescalada do conflito, mas que ainda não está em contato com os Estados Unidos. ACOMPANHE A COBERTURA DO CONFLITO AO VIVO Ataque mata 51 alunas de escola iraniana no sul do país, diz imprensa estatal MAPA mostra cidades iranianas atacadas e locais alvos da retaliação do Irã As declarações foram feitas em entrevista à NBC News, concedida em Teerã após os ataques conjuntos realizados pelos Estados Unidos e por Israel neste sábado (28). Explosões foram registradas na capital Teerã e em ao menos outras quatro cidades. Em resposta, o Irã disparou mísseis contra Israel e atacou bases americanas no Oriente Médio. Araghchi confirmou que dois comandantes morreram nos bombardeios, mas disse que os principais integrantes do regime sobreviveram, incluindo o chefe do Judiciário e o presidente do Parlamento. "Podemos ter perdido alguns comandantes, mas isso não é um grande problema”, afirmou. A Agência Reuters ouviu fontes militares que disseram que o ministro da Defesa do Irã, Amir Nasirzadeh, e o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammed Pakpour, morreram nos ataques israelenses deste sábado. O chanceler iraniano também declarou que vê a possibilidade de chegar a um acordo que garanta que o programa nuclear do Irã tenha fins pacíficos e que aguarda o fim dos ataques para começar as negociações. Além disso, criticou os Estados Unidos e Israel por realizarem os ataques apesar das negociações nucleares em andamento e afirmou que o país não construirá mísseis com capacidade de alcançar os Estados Unidos. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, fala durante coletiva de imprensa em Istambul, no dia 22 de junho de 2025. Ozan Kose/AFP O que se sabe do ataque de EUA e Israel Agências de notícias informaram que mísseis atingiram áreas próximas ao palácio presidencial e a instalações usadas pelo líder supremo em Teerã, capital do Irã. Segundo a agência estatal iraniana Fars, explosões também foram ouvidas nas cidades de Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah, todas em diferentes regiões do país. O espaço aéreo iraniano foi fechado. 40 estudantes de uma escola de meninas no sul do Irã morreram durante o ataque, segundo agências iranianas. Exército israelense afirma ter atingido "centenas de alvos militares iranianos", incluindo lançadores de mísseis. O que se sabe sobre a retaliação do Irã Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra o território israelense, onde sirenes de alerta foram acionadas. Diversas explosões foram ouvidas em outros países da região, como Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Emirados Árabes - países que têm bases norte-americanas. Em comunicado, os Emirados Árabes Unidos disseram ter interceptado vários mísseis iranianos e que uma pessoa morreu na capital Abu Dhabi. Uma explosão também foi ouvida em Dubai, segundo testemunhas.