Com impacto de R$ 12,4 milhões, contrato emergencial da Ricco é renovado por mais 6 meses em Rio Branco
Empresa que opera ônibus há 4 anos em Rio Branco tem contrato emergencial de 6 meses renovado Aline Nascimento/g1 A Empresa Ricco Transportes e Turismo teve o...
Empresa que opera ônibus há 4 anos em Rio Branco tem contrato emergencial de 6 meses renovado Aline Nascimento/g1 A Empresa Ricco Transportes e Turismo teve o contrato emergencial renovado por mais seis meses em Rio Branco. Com isso, a empresa segue como a única responsável pelo transporte coletivo na capital acreana. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (20) pela assessoria de comunicação da Prefeitura de Rio Branco. O acordo prevê para 2026 e 2027 um impacto anual de R$ 12,4 milhões, valor correspondente à diferença de R$ 1 por passageiro transportado ao longo do ano. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp A última renovação do contrato emergencial havia sido feita em agosto de 2025, até então, não tinha sido formalizada uma nova assinatura e o documento estava vencido desde o dia 10 de fevereiro. O valor projetado considera o aumento de 38% no subsídio aprovado pela Câmara Municipal em setembro de 2025. À época, os vereadores autorizaram que o repasse por passageiro passasse de R$ 2,63 para R$ 3,63, sob a justificativa de evitar reajuste na tarifa paga pelo usuário. Prefeitura vai prorrogar pelo quarto ano contrato com concessionária Há quatro anos que a Ricco opera o transporte coletivo da capital por meio de contratos emergenciais de seis meses. A empresa assumiu 31 das 42 linhas em fevereiro de 2022, após o abandono das rotas pela Empresa Auto Aviação Floresta. A renovação ocorre também em meio a mudanças na Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (RBTrans). No último dia 11, o ex-superintendente Clendes Vilas Boas foi exonerado após quase dois anos no cargo. Ele chegou a ser investigado por assédio moral a servidoras do órgão. Para o lugar dele, foi nomeado o coronel Marcos Roberto da Silva Coutinho. LEIA MAIS: Empresa que opera ônibus há 4 anos em Rio Branco está com contrato emergencial vencido Aumento de quase 40% no subsídio à empresa de transporte é aprovado em Rio Branco Superintendente de Trânsito é exonerado após quase dois anos no cargo em Rio Branco Em crise há seis anos A crise no transporte público na capital acreana se arrasta desde 2020. Assim que assumiu, o prefeito Tião Bocalom afirmou que não iria repassar nenhum valor extra para as empresas de ônibus que atuam na capital e que elas deveriam arcar com os prejuízos que tiveram durante a pandemia. Em dezembro de 2021, a prefeitura decretou situação de emergência no transporte público, publicou intervenção operacional e financeira no Sistema Integrado de Transporte Urbano (Siturb) e no Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo do Acre (Sindcol). A gestão municipal assumiu o controle do sistema após sucessivas falhas na prestação do serviço e aplicação de multas que ultrapassaram R$ 2,8 milhões. Naquele período, cerca de 30 mil passageiros por dia dependiam do transporte coletivo. Antes da pandemia, esse número chegava a 100 mil usuários diários. Com a saída das empresas que atuavam até então, a prefeitura convidou outras companhias para assumir as linhas. Apenas a Ricco aceitou a proposta e passou a operar inicialmente o chamado Lote I do sistema, que inclui bairros como Cidade do Povo, Taquari, Irineu Serra, Belo Jardim, Tancredo Neves, Aeroporto Velho, entre outros. Além disso, o valor repassado pela prefeitura em 2021 às empresas de ônibus, que somou mais de R$ 2,4 milhões, foi usado somente para pagar parte dos salários atrasados do ano de 2020 dos funcionários. Na época, os trabalhadores ainda seguiam com os salários de 2021 atrasados. Em outubro de 2021, o novo valor da passagem de ônibus foi para R$ 3,50. A tarifa foi reduzida após indicação do Conselho Municipal de Transportes Públicos do Município de Rio Branco e a sanção do prefeito Tião Bocalom. Reveja os telejornais do Acre