Criação de abelhas impulsiona renda e preservação ambiental no Noroeste Fluminense
Criação de abelhas impulsiona renda no Norte Fluminense Divulgação A criação de abelhas tem conquistado cada vez mais espaço no Noroeste Fluminense, fort...
Criação de abelhas impulsiona renda no Norte Fluminense Divulgação A criação de abelhas tem conquistado cada vez mais espaço no Noroeste Fluminense, fortalecendo a produção de mel e contribuindo para a polinização de lavouras e preservação da biodiversidade. A atividade tem atraído novos produtores rurais em municípios como Miracema, Itaocara e Laje do Muriaé. Em Miracema, apicultores destacam que a prática exige conhecimento técnico, planejamento e respeito ao ciclo natural das abelhas. A colheita do mel ocorre, em geral, entre novembro e maio, e um único enxame pode produzir até 30 quilos por safra, dependendo das condições climáticas. Em Itaocara, parte da produção abastece o mercado local e também é comercializada para outros municípios. Produtores ressaltam o papel das abelhas na polinização de culturas agrícolas, o que contribui para o aumento da produtividade no campo. 📱 Siga o canal do g1 Norte Fluminense no WhatsApp. Agora no g1 Já em Laje do Muriaé, a meliponicultura — criação de abelhas nativas sem ferrão — ganha destaque. Apesar de produzirem menor quantidade de mel, essas espécies desempenham papel fundamental na polinização da Mata Atlântica e na conservação dos ecossistemas. Segundo levantamento da Emater-Rio, o estado conta com 935 apicultores ativos, cerca de 18.664 colmeias e produção anual superior a 320 toneladas de mel, com faturamento estimado em R$ 13,5 milhões. Especialistas e produtores afirmam que preservar as abelhas significa proteger também a produção de alimentos e a biodiversidade. Seja pela apicultura tradicional ou pela criação de abelhas sem ferrão, a atividade representa um investimento em sustentabilidade e no futuro da agricultura.