Descarte de agulhas e seringas no lixo comum fere três trabalhadores da limpeza pública em Petrópolis, no RJ
Seringas e agulhas no lixo viram risco em Petrópolis Três funcionários da Companhia Municipal de Desenvolvimento de Petrópolis (Comdep), na Região Serrana ...
Seringas e agulhas no lixo viram risco em Petrópolis Três funcionários da Companhia Municipal de Desenvolvimento de Petrópolis (Comdep), na Região Serrana do Rio, se feriram nos últimos dez dias após o contato com seringas e agulhas descartadas de forma irregular em meio ao lixo comum e até mesmo junto a materiais recicláveis recolhidos nas rotas de Coleta Seletiva. A Prefeitura explica que as seringas, especialmente as de 30 UI (0,3 ml) e 50 UI (0,5 ml), são utilizadas para aplicação de insulina e Tizerpatida, medicamento injetável de uso semanal indicado para o tratamento do diabetes tipo 2 e o controle crônico de peso. Em janeiro deste ano, outro funcionário da Companhia também se feriu com as agulhas em meio aos resíduos. Diante da frequência com que esses materiais vêm sendo encontrados, a Prefeitura alerta a população sobre os riscos do descarte inadequado e orienta sobre a forma correta de armazenar e destinar esses materiais utilizados em casa. 📱 Siga o canal do g1 Região Serrana no WhatsApp. “Em apenas dez dias, três trabalhadores se feriram com essas agulhas. É uma situação preocupante e que pode ser evitada com um cuidado simples no momento do descarte. Precisamos da colaboração da população para proteger quem trabalha diariamente com o manejo dos resíduos”, afirmou a presidente da Comdep, Fernanda Ferreira. Trabalhadores se ferem com seringas e agulhas descartadas de forma irregular em Petrópolis Prefeitura de Petrópolis Ainda segundo a Comdep, as seringas e agulhas nunca devem ser descartadas soltas no lixo comum. Para evitar acidentes, o material deve ser armazenado em recipiente resistente e rígido, com tampa, de forma que não possa perfurar a embalagem, e posteriormente entregue em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) do município. Clínicas, consultórios e demais grandes geradores, por sua vez, devem contratar serviço especializado para a coleta e destinação dos resíduos de serviços de saúde. Quando ocorre um acidente com material perfuro cortante, o funcionário precisa passar por acompanhamento no setor de Doenças Infecto-Parasitárias (DIP), seguindo os protocolos indicados para esse tipo de exposição. O acompanhamento e o tratamento podem se estender por até seis meses. “A orientação é clara: agulhas e seringas não devem ser colocadas soltas entre os resíduos. Armazenar corretamente e entregar o material em locais adequados é uma atitude simples, mas essencial para prevenir acidentes e proteger trabalhadores”, conclui a presidente da Comdep.