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Dólar abre com foco na prévia da inflação no Brasil e na guerra no Oriente Médio

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar iniciou a sessão desta quinta-feira (26) em alta, avançando 0,48% por volta das 9h05, sendo negoci...

Dólar abre com foco na prévia da inflação no Brasil e na guerra no Oriente Médio
Dólar abre com foco na prévia da inflação no Brasil e na guerra no Oriente Médio (Foto: Reprodução)

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar iniciou a sessão desta quinta-feira (26) em alta, avançando 0,48% por volta das 9h05, sendo negociado a R$ 5,2477. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasieira, abre às 10h. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ No cenário internacional, a escalada do conflito no Oriente Médio voltou a afetar os mercados nesta quinta-feira. A incerteza sobre um possível fim da guerra levou à alta do preço do petróleo e pressionou bolsas de valores ao redor do mundo. Por volta das 8h49, o barril do petróleo Brent — referência internacional para os preços da commodity — subia 3,26%, a US$ 100,43. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, avançava 3,27%, negociado a US$ 93,27. ▶️ Apesar de sinais de negociação, EUA e Irã ainda não chegaram a um acordo para encerrar o conflito. Na quarta-feira (25), os dois países apresentaram propostas diferentes para pôr fim à guerra, que completa um mês no próximo sábado (28). ▶️ No Brasil, o principal destaque da agenda econômica desta quinta-feira é a divulgação do IPCA-15 de março, indicador considerado uma prévia da inflação oficial. O resultado do mês foi de 0,44%, acima da expectativa do mercado de alta de 0,29%. ▶️ Ainda pela manhã, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, concede entrevista sobre o Relatório de Política Monetária (RPM), ao lado do diretor de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos, Paulo Picchetti. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -1,67%; Acumulado do mês: +1,68%; Acumulado do ano: -4,89%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +5,22%; Acumulado do mês: -1,78%; Acumulado do ano: +15,08%. Petróleo volta a atingir US$ 100 A escalada da guerra no Oriente Médio voltou a mexer com os mercados internacionais nesta quinta-feira. O preço do petróleo subiu, enquanto bolsas de valores ao redor do mundo caem, refletindo a incerteza sobre quanto tempo o conflito pode durar e quais serão seus efeitos sobre a economia global. Por volta das 8h49, dois dos principais tipos de petróleo negociados no mundo registravam alta. O barril do tipo Brent — referência usada em grande parte das negociações internacionais — subia 3,26%, cotado a US$ 100,43. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência do mercado americano, avançava 3,27%, a US$ 93,27. A reação do mercado ocorre em meio a sinais ainda incertos de negociação entre EUA e Irã. Na quarta-feira (25), os dois países apresentaram propostas diferentes para encerrar o conflito, que completa um mês no próximo sábado (28), mas não chegaram a um entendimento. A Casa Branca enviou ao governo iraniano um plano de paz com 15 pontos. Entre eles estão a proibição do desenvolvimento de armas nucleares, limites para mísseis de longo alcance, o desmonte de instalações de enriquecimento de urânio e o fim do apoio a grupos como Hamas e Hezbollah. O Irã rejeitou a proposta, classificando o plano como “excessivo”, e apresentou uma contraproposta com cinco condições. Entre elas estão o fim das agressões, reparações por danos causados durante a guerra e o controle iraniano sobre o Estreito de Ormuz. Mesmo com a troca de propostas, autoridades iranianas sinalizaram alguma disposição para negociar. Ao mesmo tempo, os EUA intensificaram a pressão militar e diplomática na região. Prévia da inflação de março O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), indicador considerado uma prévia da inflação oficial do país, subiu 0,44% em março. No acumulado dos últimos 12 meses, o índice registra alta de 3,90%, abaixo dos 4,1% observados no período anterior. Mesmo assim, o resultado de março ficou acima do esperado por economistas. As projeções indicavam uma alta mensal de 0,29% e um avanço de 3,74% no acumulado de 12 meses. O levantamento do IBGE mostra que todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram aumento de preços em março. Veja a variação mensal dos preços: Alimentação e bebidas: 0,88% Habitação: 0,24% Artigos de residência: 0,37% Vestuário: 0,47% Transportes: 0,21% Saúde e cuidados pessoais: 0,36% Despesas pessoais: 0,82% Educação: 0,05% Comunicação: 0,03% Mercados globais Os mercados globais operaram em queda nesta quinta-feira, enquanto o preço do petróleo voltou a superar a marca de US$ 100 por barril. O movimento ocorre em meio à percepção de que uma redução das tensões na guerra envolvendo o Irã está mais distante, o que aumenta a cautela entre investidores. Nos EUA, os principais indicadores de Wall Street já apontavam perdas antes mesmo da abertura das bolsas. Os contratos futuros mostravam queda de 0,7% tanto para o S&P 500 quanto para o Dow Jones. Já o Nasdaq recuava 0,8%. Na Europa, o clima também era de baixa. Por volta das 9h (horário de Brasília), o índice STOXX 600, que reúne empresas de vários países do continente, caía 1,2%, aos 580,42 pontos. Entre os principais mercados, o FTSE 100, do Reino Unido, recuava 1,3%, enquanto o CAC 40, da França, tinha queda de 0,7%. Na Alemanha, o índice DAX perdia 1,2%. Na Ásia, o movimento também foi negativo. O índice de Xangai caiu 1,1%, enquanto o CSI300 — que reúne as maiores empresas listadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen — recuou 1,3%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng teve queda de 1,9%. No Japão, o Nikkei encerrou o pregão com baixa de 0,3%, aos 53.603,65 pontos. Já o Kospi, da Coreia do Sul, registrou uma queda mais intensa, de 3,2%, fechando em 5.460,46 pontos. Entre outras negociações relevantes do dia, os metais preciosos também registravam perdas. O ouro recuava 2,3%, sendo negociado a US$ 4.446 por onça, enquanto a prata caía 6,2%, para US$ 68 por onça. *Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar freepik