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Entenda por que a Igreja Presbiteriana orientou que fiéis não participem dos Legendários

Igreja Presbiteriana decide que fiéis não devem participar do movimento 'Legendários' A Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) recomendou que os fiéis não pa...

Entenda por que a Igreja Presbiteriana orientou que fiéis não participem dos Legendários
Entenda por que a Igreja Presbiteriana orientou que fiéis não participem dos Legendários (Foto: Reprodução)

Igreja Presbiteriana decide que fiéis não devem participar do movimento 'Legendários' A Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) recomendou que os fiéis não participem do movimento cristão Legendários. A decisão foi aprovada, na terça-feira (28), pelo Supremo Concílio da denominação, realizado em Manaus, após a liderança apontar questionamentos sobre práticas do grupo relacionadas à doutrina cristã, ao uso de técnicas de motivação e à forma de organização dos participantes. A orientação não representa uma proibição para que membros da igreja participem do movimento. Segundo o próprio Legendários, a decisão estabelece uma recomendação para que cada igreja local avalie como orientar seus fiéis sobre a participação no grupo. O posicionamento da IPB gerou repercussão entre cristãos no Amazonas. No parecer que embasou a decisão, a denominação apresentou os motivos teológicos, pastorais e comportamentais que levaram ao entendimento. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsAp O que é o Legendários? O Legendários é um movimento voltado exclusivamente para homens que promete "restaurar o potencial masculino". A organização atrai empresários, atletas e políticos para desafios de imersão. O grupo realiza encontros e desafios que envolvem atividades em equipe, momentos de reflexão e práticas de superação. A organização afirma ter como objetivo incentivar homens a melhorar seus relacionamentos, sua vida familiar e sua relação com Deus. Por que a Igreja Presbiteriana fez a recomendação? Segundo o parecer aprovado pelo Supremo Concílio da IPB, um dos principais questionamentos está relacionado ao uso de discursos motivacionais associados ao coaching e a estratégias de comunicação e engajamento. A liderança presbiteriana afirmou que as práticas representariam um afastamento da simplicidade e da centralidade do Evangelho de Cristo. O documento também cita como pontos de preocupação o uso de sigilo institucional, rituais fechados de pertencimento, juramentos, roupas padronizadas e identificação de participantes por números. Para a igreja, esses elementos não estariam alinhados com a tradição cristã reformada. Outro ponto mencionado no parecer foi o uso do termo "Legendário 001" para se referir a Jesus Cristo, considerado inadequado pela denominação. O que decidiu o Supremo Concílio? Votação ocorreu durante o 41º Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana, realizado em Manaus. Matheus Santos/Rede Amazônica A recomendação foi aprovada durante o 41º Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil, assembleia nacional que reúne representantes da denominação para discutir questões de doutrina e prática da igreja. Além da decisão sobre o Legendários, o encontro também definiu a nova presidência da instituição para os próximos quatro anos. O reverendo Juarez Marcondes Filho, de 66 anos, foi eleito presidente e substituirá o reverendo Roberto Brasileiro Silva, que liderava o Supremo Concílio desde 2002. A IPB é uma denominação cristã protestante de tradição reformada, baseada nos ensinamentos da Reforma Protestante do século XVI. O que diz o Legendários? Em nota, o movimento afirmou que respeita a decisão da Igreja Presbiteriana do Brasil e destacou que a recomendação não impede que membros da denominação participem do grupo. Segundo o Legendários, a decisão aprovada pelo Supremo Concílio apenas orienta que cada igreja local avalie, de forma independente, a participação de seus membros. A decisão muda algo para os participantes? Na prática, a orientação da IPB não determina o desligamento de membros que já participam do movimento nem cria uma punição automática. A recomendação serve como uma orientação interna para que líderes e comunidades da denominação avaliem a participação dos fiéis no Legendários conforme o entendimento da igreja sobre doutrina e práticas religiosas. Legendários fazem trilha no Tocantins Legendários Tocantins/Instagram/Divulgação