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Escola suspende aulas por suspeita de contaminação de água por dejetos humanos no interior de SP

Suspeita de contaminação em caixa d’água suspende aulas em escola no interior de SP As aulas da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Vereador Edmi...

Escola suspende aulas por suspeita de contaminação de água por dejetos humanos no interior de SP
Escola suspende aulas por suspeita de contaminação de água por dejetos humanos no interior de SP (Foto: Reprodução)

Suspeita de contaminação em caixa d’água suspende aulas em escola no interior de SP As aulas da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Vereador Edmilson de Nola Sá, no Vale Verde, Araraquara (SP), foram suspensas nesta terça-feira (1) após uma suspeita de contaminação da água da unidade por dejetos humanos. A suspeita de contaminação surgiu após uma invasão registrada no fim de semana. Uma foto flagrou uma pessoa no topo da caixa-d’água. A estrutura abastece os banheiros e também fornece água utilizada no preparo da merenda escolar. 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram A unidade atende 325 alunos do 1º ao 5º ano em período integral e conta com cerca de 60 funcionários. Segundo a prefeitura, as aulas devem ser retomadas nesta quarta-feira (2). Em nota, a Secretaria Municipal da Educação de Araraquara informou que o Departamento Autônomo de Água e Esgotos (Daae) realiza nesta terça a limpeza, a higienização e a inspeção na EME. Uma análise será feita até o fim do expediente para verificar se a água está própria para consumo. (Veja abaixo) Suspeita de contaminação na caixa-d´água suspende aulas em escola municipal de Araraquara Imagens cedidas Invasão e destruição Além da possível contaminação, a invasão provocou prejuízos na cozinha e na área destinada à merenda. Segundo a merendeira Cristiane Almeida, alimentos foram levados, danificados e equipamentos e geladeiras foram deixados abertos. Segundo ela, a invasão mais recente foi a pior registrada na unidade. “É triste. A gente chega para fazer a merenda e a cozinha está faltando requeijão, faltando mussarela. Já levaram biscoito, ovo, destruíram ovo. Além de levarem, eles estragam. Chegamos com a cozinha com cheiro de urina, geladeiras todas abertas e descongeladas. Estragou nhoque, tomate, muita coisa. Sem condições”, relatou a merendeira Cristiane Almeida. Segundo os funcionários, direção e pais de alunos, o problema da escola não se limita aos prejuízos provocados pela invasão, e inclui também a falta de segurança na unidade. Atividades na EMEF Vereador Edmilson de Nola Sá estão suspensas por tempo indeterminado em Araraquara Reprodução EPTV Mais notícias da região: PRISÃO: Mãe e padrasto são presos suspeitos de torturar bebê de 1 ano que sofreu traumatismo craniano SÃO JOÃO DA BOA VISTA: Morre paciente de ambulância envolvida em grave acidente no interior de SP PORTO FERREIRA: Cantor gospel morto a facadas: veja o que se sabe sobre crime em pesqueiro no interior de SP Insegurança De acordo com o diretor Carlos Eduardo da Silva Ferreira, que trabalha na escola há seis anos, a situação piorou após a retirada dos vigias. Até o dia 8 de julho deste ano, havia um profissional responsável pela vigilância durante o período das 18h às 6h. O diretor afirmou que as invasões são frequentes e que os episódios acabam expondo os alunos a situações de risco. Até facas foram encontradas pelos alunos. “Nossa escola já teve invasões de pessoas que a polícia estava perseguindo. Nós já tivemos cenas de pessoas pulando a escola com faca na mão. Isso tudo já foi presenciado pelas crianças. Nossos muros são muito baixos”, afirmou. Ainda segundo ele, em outras ocasiões, alunos encontraram objetos e materiais deixados dentro da escola após as invasões, como preservativos, cápsulas de drogas e de armamento. “É uma situação extremamente delicada para a gente ter esse processo de insegurança com as crianças aqui na escola”, disse. EMEF Vereador Edmilson de Nola Sá, de Araraquara, também sofreu vandalismo nos últimos dias Reprodução EPTV Preocupação dos pais A falta de segurança também preocupa os pais dos alunos. Durante a manhã, alguns responsáveis foram até a escola em busca de informações sobre a suspensão das atividades. Juliana Barbosa Chaves, mãe de um aluno do 2º ano, contou que a filha mais velha também estudou na unidade, do 1º ao 5º ano. Ela elogiou o acolhimento oferecido pela escola, mas afirmou estar preocupada com a segurança das crianças. “Está faltando muita segurança aqui, não só para o meu filho, mas para todas as crianças. A gente não sabe o que passa na cabeça dessas pessoas que entram aqui para fazer maldade”, afirmou. Apesar da preocupação, ela destacou a importância da escola para a família. Segundo Juliana, o filho, que está no 2º ano, recebeu apoio da equipe escolar durante o processo de identificação de uma necessidade específica. “Eles são muito acolhedores. Meu filho tem um problema de transtorno e foi a escola que ajudou muito no acolhimento para descobrir o que ele tinha. Eles dão um suporte muito bom, tanto para as crianças quanto para a família. É uma pena ver a situação”, finalizou. O que diz a Secretaria de Educação 'A Secretaria Municipal da Educação informa que o DAAE realiza nesta terça-feira trabalhos de limpeza, higienização e inspeção na EMEF Edmilson de Nola Sá, diante da suspeita de possível contaminação da água. Uma análise será realizada até o final do expediente para verificar as condições da água. Caso o resultado não fique pronto a tempo, a Secretaria enviará à unidade 20 galões de 20 litros de água potável para o preparo de alimentos e para consumo de estudantes e profissionais, garantindo o atendimento nesta quarta-feira. Em razão da falta de água nesta terça-feira, professores e funcionários foram dispensados e estão cientes de que o dia será reposto posteriormente, para cumprimento do calendário letivo. A Secretaria segue acompanhando a situação e adotando todas as medidas necessárias para garantir a segurança e o funcionamento adequado da unidade'. REVEJA VÍDEOS DA EPTV CENTRAL: Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara