EUA notificam Brasil em investigação de incidente envolvendo helicóptero com Trump; entenda
Trump risca nome de Lago Ontário em mapa e o 'renomeia' como Lago América O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos (NTSB) notifico...
Trump risca nome de Lago Ontário em mapa e o 'renomeia' como Lago América O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos (NTSB) notificou o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) para participar da investigação que apura um incidente envolvendo um helicóptero que transportava o presidente Donald Trump. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O caso foi registrado em 4 de agosto, quando o helicóptero presidencial Marine One passou a pouco mais de 1,5 quilômetro de um avião comercial que havia acabado de decolar do Aeroporto Ronald Reagan, em Washington. A distância entre as aeronaves ficou abaixo do padrão de separação previsto para esse tipo de operação. Desde o ano passado, a FAA proíbe operações simultâneas de helicópteros e aviões na região do aeroporto de Washington. No caso do incidente envolvendo Trump, o tráfego comercial deveria ter sido interrompido durante a decolagem do Marine One, mas isso não ocorreu. As duas aeronaves seguiram os trajetos normalmente e pousaram em segurança. A Casa Branca afirmou que o presidente não esteve em perigo em nenhum momento. Segundo o NTSB, o Brasil foi notificado para participar da investigação porque o avião envolvido no incidente é um Embraer E170, operado pela Envoy Air. A aeronave seguia de Washington para Pensacola, na Flórida. A medida segue um padrão estabelecido pela Organização da Aviação Civil Internacional (OACI). Pelas normas, o país responsável pelo projeto da aeronave deve ser notificado e pode participar da investigação. Neste caso, o Brasil foi comunicado já que a o avião comercial foi fabricado pela brasileira Embraer. Um relatório preliminar divulgado pela agência norte-americana nesta quinta-feira (27) aponta que a torre de controle do aeroporto não recebeu os avisos da equipe presidencial sobre a decolagem do helicóptero com Trump. A investigação indica que o helicóptero decolou de um ponto alternativo da Casa Branca por causa de uma obra na sede do governo dos EUA. O NTSB informou que a área enfrenta problemas na frequência usada para a comunicação com a torre de controle. Ainda de acordo com o relatório, o protocolo de segurança exige que a equipe presidencial avise a torre de controle do aeroporto três minutos antes da decolagem do Marine One. Com isso, pousos e decolagens são temporariamente interrompidos no aeroporto para permitir a passagem do helicóptero presidencial. O NTSB informou que os agentes da Casa Branca tentaram entrar em contato com a torre duas vezes. Na primeira, o aviso não chegou ao controlador. Na segunda, o sinal chegou cortado e "completamente inaudível". Sem receber o aviso obrigatório, a torre autorizou a decolagem do avião comercial. As duas aeronaves acabaram estabelecendo comunicação enquanto estavam em voo, e a tripulação do avião informou que tinha contato visual com o helicóptero. O presidente dos EUA, Donald Trump, embarca no helicóptero Marine One rumo a Los Angeles, Califórnia, em 4 de agosto de 2026 REUTERS/Eric Lee VÍDEOS: mais assistidos do g1 Agora no g1