Festa infantil... sem criança? Conheça o rodízio que viralizou no RS com banquete de doces e salgados
Conheça o rodízio que viralizou no RS com banquete de doces e salgados Imagine um lugar onde o único compromisso é se deliciar. Um banquete com tudo o que u...
Conheça o rodízio que viralizou no RS com banquete de doces e salgados Imagine um lugar onde o único compromisso é se deliciar. Um banquete com tudo o que uma boa festa de criança oferece: coxinhas quentinhas, enroladinhos, cachorro-quente no pão macio e uma mesa com mais de 25 tipos de brigadeiros. Agora, imagine essa festa sem ter que organizar ou ser convidado para uma festa, sem ter de cantar parabéns ou se preocupar com a hora de ir embora. Na Cidade Baixa, bairro boêmio de Porto Alegre, uma confeitaria transformou esse sonho em um negócio real, e o resultado foi um sucesso maior do que o esperado. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Por trás do fenômeno, está a jornada de uma empreendedora que trocou os cálculos da engenharia pela precisão das receitas. Natural de Santa Rosa, Liandra Winck se mudou para Porto Alegre para cursar o Ensino Médio. Para ajudar na renda da família, começou a vender docinhos na rua e na escola. A paixão virou negócio sério e, mesmo após ingressar no curso de Engenharia de Minas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), ela continuou com as vendas. O dilema surgiu quando as encomendas cresceram e ficou impossível conciliar os estudos com a produção. "O amor pelos docinhos ganhou", conta. O negócio se consolidou com um espaço físico há quase seis anos e explodiu no delivery durante a pandemia. Foi dessa necessidade de atrair o público que, em um dia comum na cozinha, surgiu a ideia que mudaria tudo. "Por que não fazer um rodízio de brigadeiro?", sugeriu às funcionárias. A reação imediata foi de dúvida. "Não, não vai dar certo", ouviram. Apesar do ceticismo, a ideia foi para a frente como um teste, inicialmente apenas com doces. Foram os próprios clientes, encantados com a possibilidade, que deram a dica de ouro: incluir também os salgadinhos. O que era para ser uma degustação de brigadeiros se transformou em uma experiência completa de aniversário. Conheça o rodízio que viralizou no RS com banquete de doces e salgados Duda Romagna/g1 RS A explosão de clientes O ponto de virada foi um vídeo. Uma postagem despretensiosa sobre o rodízio viralizou nas redes sociais, e o que se seguiu foi um número expressivo de clientes. "No outro final de semana, havia filas", relembra a proprietária. A pequena loja, que antes acomodava 20 pessoas e tinha o delivery como foco, não estava pronta para o impacto. Os bastidores dos primeiros dias de fama foram caóticos. "A gente não tinha preparação nenhuma", admite. Faltavam pratos para atender a todos. A estrutura elétrica não suportava a demanda: ligar todas as fritadeiras ao mesmo tempo derrubava a energia. Não havia freezers ou geladeiras suficientes para o volume de insumos. Foi uma corrida desesperada contra o tempo para adaptar a operação em questão de dias. A solução foi crescer, e rápido. A confeitaria se expandiu para o imóvel da esquina, triplicando a capacidade de 20 para 80 lugares sentados, além de inaugurar uma área externa. A cozinha, que antes tinha um ritmo controlado, virou quase uma linha de produção industrial. A dimensão da operação fica clara na equipe: o time, que durante a semana opera com cerca de quatro funcionários, salta para 25 pessoas para conseguir atender à demanda do rodízio nos fins de semana. Os números dão a dimensão do fenômeno: em um único domingo, o rodízio atendeu um recorde de 390 pessoas. Em um fim de semana, o consumo pode chegar a 40 quilos de batata frita. Em um dia de pico, foram quase 700 pães de cachorro-quente. Com menos de cinco meses de existência, o rodízio se tornou o carro-chefe absoluto do negócio, que já tem quase seis anos de história, e a fama da "festa sem criança" extrapolou as fronteiras do Rio Grande do Sul. A proprietária conta, ainda incrédula, sobre um grupo que viajou de carro de Santa Catarina apenas para a experiência. "Eu falei: 'não é possível que vocês vieram de lá só para o rodízio'. E eles vieram", diz. Diariamente, o telefone recebe mensagens de diferentes DDDs de todo o Brasil, com pedidos de abertura de filiais. "Calma, gente! Vamos devagar", responde a empreendedora, tentando manter os pés no chão diante do crescimento do negócio. A realidade do mercado também se impôs, e um reajuste de preço foi necessário para que "as contas fechassem". Para a dona, o rodízio ainda é um "bebê" em desenvolvimento. Cada fim de semana é um novo aprendizado, um ajuste fino na operação que nasceu do acaso e se provou ser o sonho de consumo de milhares de adultos. Serviço O que? Rodízio de doces e salgados de festa Quando? Nos finais de semana Onde? Brigadeiros da Li, na rua General Lima e Silva, 1345 - Porto Alegre Mais informações VÍDEOS: Tudo sobre o RS