Fotojornalistas desaparecem no mar ao seguir para cobrir erupção de vulcão na Indonésia
Foto divulgada pela Agência Nacional de Busca e Resgate da Indonésia (BASARNAS) de socorristas em um bote inflável durante as buscas por jornalistas desapare...
Foto divulgada pela Agência Nacional de Busca e Resgate da Indonésia (BASARNAS) de socorristas em um bote inflável durante as buscas por jornalistas desaparecidos enquanto cobriam a erupção do Monte Anak Krakatau. BASARNAS via AP Equipes de resgate da Indonésia procuravam nesta quarta-feira (9) oito pessoas desaparecidas no mar enquanto seguiam para a ilha de Anak Krakatau para cobrir uma erupção vulcânica, informaram autoridades. Uma lancha transportando cinco fotojornalistas, dois tripulantes e um guia perdeu contato após deixar Carita, cidade litorânea da província de Banten, com destino à ilha vulcânica localizada no estreito de Sunda, entre as ilhas de Java e Sumatra. Segundo Al Amrad, chefe do Escritório de Busca e Resgate de Banten, a última mensagem da embarcação foi recebida por familiares de um dos jornalistas às 18h13 de segunda-feira (7). O comunicado informava que o grupo havia chegado às águas próximas de Anak Krakatau. Desde então, não houve mais contato. Os cinco jornalistas indonésios trabalham para a agência estatal Antara, para a agência turca Anadolu e para outros veículos de comunicação locais e internacionais. Agora no g1 A última localização conhecida da embarcação ficava a cerca de 18,5 quilômetros da costa. As equipes de resgate, mobilizadas desde terça-feira, ainda não conseguiram estabelecer contato com o grupo nem determinar seu paradeiro, disse Amrad. A erupção inicial de Anak Krakatau terminou no domingo, mas o vulcão continua apresentando atividades intermitentes, com explosões que lançam lava, cinzas e material incandescente da cratera. A atividade vulcânica provocou o fechamento de aeroportos no domingo e na segunda-feira, afetando quase 2.961 voos, incluindo 622 internacionais, e cerca de 341 mil passageiros. O governo também autorizou escolas das áreas atingidas pelas cinzas vulcânicas a adotar temporariamente o ensino on-line para reduzir a exposição dos estudantes. VEJA MAIS: Vulcão 'filhote do Krakatoa' entra em erupção na Indonésia, afeta voos na Ásia e deixa 150 mil passageiros retidos Anak Krakatau, cujo nome significa "filho de Krakatoa", surgiu a partir dos remanescentes do vulcão Krakatoa, cuja gigantesca erupção em 1883 destruiu grande parte da estrutura vulcânica e provocou um período de resfriamento global. Uma erupção de Anak Krakatau em 2018 causou um tsunami que matou pelo menos 430 pessoas em Sumatra e Java. O vulcão está no segundo nível mais alto de alerta da Indonésia desde julho, e as autoridades orientam moradores, turistas e pescadores a permanecerem a pelo menos três quilômetros da cratera ativa. A Indonésia possui mais de 120 vulcões ativos e registra erupções com frequência por estar situada no chamado "Anel de Fogo do Pacífico", uma extensa zona de falhas geológicas ao redor do oceano Pacífico onde ocorre a maior parte da atividade sísmica do planeta.