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Gleisi diz que não vê problema em impeachment de ministro do STF, se houver crime

Meio-Dia Paraná entrevista Gleisi Hoffmann (PT) A candidata ao Senado pelo Paraná Gleisi Hoffmann (PT) afirmou que é favorável à abertura de processos de i...

Gleisi diz que não vê problema em impeachment de ministro do STF, se houver crime
Gleisi diz que não vê problema em impeachment de ministro do STF, se houver crime (Foto: Reprodução)

Meio-Dia Paraná entrevista Gleisi Hoffmann (PT) A candidata ao Senado pelo Paraná Gleisi Hoffmann (PT) afirmou que é favorável à abertura de processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), quando houver irregularidades que justifiquem a medida. Assista acima. "Eu não vejo problema nenhum em fazer o impeachment e o julgamento de ministro do Supremo. Até porque isso é função do Senado. Está no nosso regimento interno que é função do Senado julgar e processar ministros do Supremo, dos tribunais superiores e o presidente da República. Então, tendo um processo instaurado, eu tenho clareza e tranquilidade para sentar, discutir e julgar. Para mim, isso não é nenhum problema, nenhum tabu. Se tiver crime, tem que ter", falou. ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp A declaração da candidata foi feita nesta terça-feira (1º) durante entrevista ao telejornal Meio-Dia Paraná, da RPC, afiliada da TV Globo. Ao longo da semana, o jornal entrevistará os candidatos mais bem posicionados no cenário estimulado da última pesquisa Quaest. A ordem foi definida por sorteio, realizado na presença de representantes dos candidatos. O tempo estipulado para a entrevista é de 30 minutos. 🗓️ Na quarta-feira (2), Deltan Dallagnol (Novo) será o entrevistado. Na quinta-feira (3), Filipe Barros (PL). E a série de entrevistas com os candidatos ao Senado pelo Paraná se encerra na sexta (4), com Cristina Graeml (PSD). Alexandre Curi (Republicanos) foi o primeiro entrevistado. Durante a entrevista, Gleisi também respondeu a perguntas sobre: Escândalos de corrupção do PT ; Desvios no INSS; Foro privilegiado; Escala 6x1; Segurança nas rodovias; Exportações do setor agropecuário; Combate ao feminicídio. Gleisi, candidata ao Senado pelo Paraná Vitória Smarci/RPC Veja o que disse a candidata sobre cada tema Sobre os escândalos de corrupção que envolveram integrantes do PT, Gleisi foi questionada sobre a missão de convencer o eleitor preocupado com o tema a lhe dar um voto de confiança diante do histórico do partido. A candidata respondeu que os casos foram julgados e que o partido se explicou. Ela afirmou que a confiança do eleitor foi demonstrada pelas cinco vitórias do PT para a Presidência da República. Ainda sobre o histórico de casos de corrupção do PT, Gleisi foi questionada se o partido que ela representa não vai repetir o passado. Ela afirmou que todos os casos devem ser investigados e que, se houver comprovação de irregularidades, os envolvidos devem ser responsabilizados, independentemente de quem sejam. Sobre as investigações envolvendo o filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como "Lulinha", a candidata disse que ele também deve prestar esclarecimentos. Gleisi falou ainda sobre o caso do Banco Master, que envolve lideranças de diferentes partidos, incluindo o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). A candidata questionou sobre recursos recebidos por Flávio Bolsonaro (PL) para o filme sobre o pai, Jair Bolsonaro. Em relação ao escândalo dos descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS, que provocou prejuízos bilionários aos beneficiários, Gleisi foi questionada sobre o aumento dos valores durante os primeiros anos do governo Lula e sobre a responsabilidade da gestão federal na fiscalização das irregularidades. Ela afirmou que o esquema começou durante o governo anterior e que os descontos cresceram progressivamente. Disse ainda que pessoas ligadas ao escândalo do INSS foram afastadas e investigadas durante o atual governo, destacando que o presidente Lula tomou a decisão de devolver os valores aos aposentados. Sobre o foro privilegiado, que permite que autoridades sejam julgadas em tribunais específicos, Gleisi foi perguntada sobre uma declaração de 2017, quando se posicionou contra o foro privilegiado. Apesar disso, quando era senadora, ela recorreu ao foro no STF após uma operação cumprir mandados de busca e apreensão em seu apartamento funcional, em Brasília. A Corte anulou as provas e absolveu a então senadora. A candidata afirmou que agiu conforme estava previsto em lei, porque considerava a medida injusta. Gleisi defendeu uma mudança na legislação do foro privilegiado para que todos sejam tratados de forma igual e reafirmou que é contra o foro privilegiado. Na discussão sobre o fim da escala 6x1, proposta que prevê mudanças na jornada de trabalho, Gleisi afirmou que é favorável à medida, principalmente por causa do impacto sobre mulheres que enfrentam dupla ou tripla jornada. Ela disse que é preciso avaliar os efeitos da mudança e ter atenção especial às microempresas, mas afirmou não acreditar em grandes impactos para grandes empresas. Ao falar sobre a segurança nas rodovias federais do Paraná, Gleisi defendeu uma fiscalização mais eficiente e a revisão do Código de Trânsito. Ela citou a fiscalização por média de velocidade e disse que empresas também precisam ser responsabilizadas quando colocam excesso de carga nos caminhões. Sobre o agronegócio, Gleisi foi questionada sobre a proposta que apresentou como deputada, que prevê proibir a exportação de animais vivos destinados ao abate e à engorda. A candidata defendeu a medida e afirmou que o Paraná deve exportar carne processada, em vez de animais vivos, para agregar valor à produção e gerar empregos no estado. A respeito das chamadas "emendas Pix", mecanismo que permite a parlamentares destinar recursos diretamente para estados e municípios, criado a partir de um projeto de autoria de Gleisi, a candidata afirmou que não se arrepende de ter trabalhado pela criação da ferramenta. Ela disse que o mecanismo foi pensado inicialmente para obras menores e emergenciais, mas defendeu mudanças diante do crescimento das emendas parlamentares. Criticou ainda o volume atual de recursos destinados por meio delas. Sobre o combate ao feminicídio e à violência contra a mulher, Gleisi afirmou que pretende manter medidas adotadas pelo Governo Federal, como a Operação Mulher Segura e o uso de tornozeleiras eletrônicas por agressores. Ela também defendeu reduzir para 24 horas o prazo para concessão de medidas protetivas. Vídeos mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná