História do Crime Caso Pesseghini: Inquérito concluiu que menino de 13 anos matou os pais PMs
História do Crime Caso Pesseghini: o assassinato de toda uma família em São Paulo Cinco pessoas de uma mesma família foram encontradas mortas a tiros dentro...
História do Crime Caso Pesseghini: o assassinato de toda uma família em São Paulo Cinco pessoas de uma mesma família foram encontradas mortas a tiros dentro de duas casas na Brasilândia, na Zona Norte de São Paulo, em agosto de 2013. Entre as vítimas estavam um casal de policiais militares, o filho deles, de 13 anos, a avó e a tia-avó do adolescente. A investigação concluiu que o menino matou os familiares e depois cometeu suicídio — uma versão que, desde o início, foi contestada pelos parentes e provocou questionamentos fora da família. O "Caso Pesseghini" é o 13º episódio da série História do Crime, que está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o perfil do História do Crime para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop Relembre o caso Os corpos foram encontrados na tarde de 5 de agosto, na Rua Dom Sebastião. Numa das casas, estavam Benedita de Oliveira Bovo e Bernadete de Oliveira, mãe e tia de Andréia Regina Bovo Pesseghini. Na outra residência, foram encontrados o sargento da Rota Luís Marcelo Pesseghini, a cabo Andréia e o filho do casal, Marcelo, de 13 anos. O garoto tinha um ferimento à bala próximo ao ouvido esquerdo e segurava uma pistola calibre .40. Não havia sinais de arrombamento ou de que a casa tivesse sido revirada. Um dos carros da família, porém, não estava na garagem. O veículo de Andréia foi encontrado estacionado e trancado na rua da escola onde Marcelo estudava, a cerca de 5 quilômetros da residência. Imagens de câmeras de segurança mostraram o carro chegando ao local por volta de 1h21 da madrugada. Às 6h25, Marcelo saiu do veículo usando uniforme e mochila e caminhou em direção à escola. Segundo a investigação, o adolescente teria cometido os assassinatos antes de dirigir o carro da mãe até a escola. Naquela manhã, ele assistiu às aulas normalmente. Na saída, pegou carona com o pai de um colega, que o deixou na porta de casa. De acordo com o relato, Marcelo pediu que o homem não buzinasse para não acordar o pai, que estaria dormindo. Depois de entrar na residência, o adolescente cometeu suicídio. A polícia também ouviu colegas de escola que relataram comportamentos atribuídos ao adolescente. Um deles disse que Marcelo contou ter matado os pais e chegou a convidá-lo para fugir. Outro relatou brincadeiras em que o garoto simulava esfaquear amigos com uma régua, imitando personagens do jogo "Assassin's Creed". Um laudo psicológico anexado ao inquérito avaliou que, segundo a hipótese apresentada na investigação, o adolescente poderia ter tido um surto psicótico e confundido realidade e imaginação. A conclusão, no entanto, nunca foi aceita pelos avós paternos de Marcelo. A família contratou uma advogada e pediu a reabertura das investigações, alegando que havia pontos da apuração que precisavam ser esclarecidos. A Polícia Civil, no entanto, encerrou o inquérito mantendo a conclusão de que Marcelo matou os quatro familiares e depois se matou. O Ministério Público concordou com o arquivamento, e a Justiça de São Paulo negou o pedido de reabertura apresentado pela família. Mesmo com o arquivamento, a família continuou contestando a versão oficial. O caso também foi alvo de questionamentos públicos desde os primeiros dias da investigação, especialmente sobre a possibilidade de o adolescente ter sido o autor de todas as mortes. A conclusão oficial, porém, permaneceu a mesma: Marcelo Pesseghini foi apontado pela investigação como responsável pelas mortes dos pais, da avó e da tia-avó e pela própria morte.