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Hospital Irmãos Penteado suspende cirurgias com implantes após interdição em central de esterilização em Campinas

Imóvel do Hospital Irmãos Penteado, em Campinas Marcello Carvalho/g1 O Hospital Irmãos Penteado, em Campinas (SP), suspendeu nesta quinta-feira (16) as ciru...

Hospital Irmãos Penteado suspende cirurgias com implantes após interdição em central de esterilização em Campinas
Hospital Irmãos Penteado suspende cirurgias com implantes após interdição em central de esterilização em Campinas (Foto: Reprodução)

Imóvel do Hospital Irmãos Penteado, em Campinas Marcello Carvalho/g1 O Hospital Irmãos Penteado, em Campinas (SP), suspendeu nesta quinta-feira (16) as cirurgias eletivas com implantes ortopédicos, oftalmológicos, cardíacos e neurológicos. A medida foi tomada após a Vigilância Sanitária interditar parcialmente a Central de Material e Esterilização (CME) da unidade. A decisão foi publicada no Diário Oficial desta sexta-feira (17). Segundo o hospital, um plano de ação foi iniciado ainda na quinta para corrigir problemas no sistema de água purificada do setor. Os atendimentos de urgência e emergência seguem normalmente. De acordo com o Diário Oficial, um laudo de 26 de junho identificou excesso de bactérias heterotróficas na água purificada usada no enxágue final dos materiais esterilizados por osmose. 🔎 As bactérias heterotróficas são microrganismos presentes no meio ambiente que não produzem o próprio alimento. Elas incluem desde bactérias que ajudam na decomposição da matéria orgânica até as que podem causar doenças, como estafilococos, estreptococos e pseudomonas. Uma especialista ouvida pelo g1 explicou que a presença dessas bactérias não significa, por si só, que a água esteja contaminada. Elas funcionam como um indicador da qualidade da água, e uma quantidade acima do limite pode apontar falhas em alguma etapa do sistema de proteção. Leia mais abaixo. Em nota, a direção do hospital informou que as cirurgias com implantes permanecerão suspensas até que um novo laudo comprove a qualidade da água. Ainda não há previsão para a emissão desse documento. O hospital informou ainda que uma nova amostra será coletada nesta sexta-feira (17), após a manutenção mensal do sistema de água. A empresa responsável pelo equipamento também fez uma inspeção técnica no local. "A Irmandade reforça que todas as providências foram adotadas de forma imediata, priorizando a segurança dos pacientes e o cumprimento dos mais rigorosos protocolos de qualidade e assistência", afirmou a unidade. O g1 também perguntou à Prefeitura de Campinas se o hospital foi multado em razão da interdição. Até a última atualização desta reportagem, o município não havia respondido. Agora no g1 Segundo caso em Campinas Esta é a segunda interdição de uma central de esterilização em Campinas divulgada nesta semana. Na segunda-feira (13), o Diário Oficial publicou a interdição de um equipamento de limpeza da Unidade Pediátrica Mário Gattinho. Segundo a Prefeitura, a Vigilância Sanitária coletou amostras de água no dia 10 de junho. O resultado saiu em 1º de julho e também apontou excesso de bactérias. O equipamento deixou de ser usado no mesmo dia em que o laudo foi entregue. Desde então, os materiais são esterilizados no Hospital Municipal Dr. Mário Gatti. A administração municipal garantiu que a mudança não afetou os atendimentos e que não houve registro de infecções em pacientes. O que significa o excesso de bactérias? A infectologista Ana Rachel de Seni Rodrigues explica que a alta concentração dessas bactérias não significa, necessariamente, que a água tenha microrganismos capazes de causar doenças. "Na verdade, as bactérias heterotróficas funcionam principalmente como indicador da qualidade global da água. Quando o número delas sobe além do limite, alguma barreira de proteção da água falhou", afirma. Segundo a especialista, a água fora dos padrões pode comprometer a qualidade da esterilização dos materiais médicos. "Caso a água utilizada esteja com os padrões microbiológicos fora dos parâmetros determinados pela legislação brasileira, pode ocorrer contaminação dos materiais e esse processo não ser realizado conforme a finalidade dessa máquina", explica. A médica ressalta, porém, que o exame alterado não comprova que os materiais usados anteriormente estavam contaminados. Ela destaca que os hospitais fazem análises periódicas justamente para identificar essas alterações antes que representem risco aos pacientes. VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas