Irã rejeita acusações de Trump em discurso do 'Estado da União': 'Grandes mentiras'
Trump diz preferir diplomacia, mas volta a ameaçar o Irã O Ministério das Relações Exteriores do Irã rejeitou nesta quarta-feira (25) acusações feitas p...
Trump diz preferir diplomacia, mas volta a ameaçar o Irã O Ministério das Relações Exteriores do Irã rejeitou nesta quarta-feira (25) acusações feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o país busca conseguir uma arma nuclear e mísseis capazes de atingir o país norte-americano. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Em resposta a Trump, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, afirmou que o governo Trump realiza uma "campanha sinistra de desinformação" com inspirações nazistas contra o Irã. “'Repita uma mentira com frequência suficiente e ela se tornará verdade' é uma lei da propaganda atribuída ao nazista Joseph Goebbels. Isso agora é utilizado de forma sistemática pelo governo dos Estados Unidos. (...) Tudo o que estão alegando a respeito do programa nuclear do Irã, dos mísseis balísticos iranianos e do número de vítimas durante os distúrbios de janeiro é simplesmente a repetição de ‘grandes mentiras’”, escreveu Baghaei no X. As acusações de Trump ocorreram durante seu discurso anual do "Estado da União" perante o Congresso norte-americano. Em sua fala, ele também relembrou os ataques feitos pelos EUA contra o Irã em junho de 2025 e disse que o Irã “voltou a perseguir suas ambições nucleares” mesmo tendo sido avisado de que não deveria retomar seu programa nuclear após os bombardeios. “Eles já desenvolveram mísseis capazes de ameaçar a Europa e nossas bases no exterior e trabalham para construir mísseis que em breve poderão alcançar os Estados Unidos. Minha preferência é resolver esse problema por meio da diplomacia, mas uma coisa é certa: jamais permitirei que o maior patrocinador do terrorismo no mundo tenha uma arma nuclear”, afirmou Trump. Os dois países vivem um aumento de tensões em meio às negociações para um acordo que busca limitar o programa nuclear iraniano. A troca de acusações ocorre às vésperas do 3º encontro entre negociadores norte-americanos e iranianos para discutir o assunto, marcado para quinta-feira em Genebra, na Suíça. Discurso do 'Estado da União' Trump diz que 'EUA estão de volta' e faz críticas ao governo Biden Trump fez na terça-feira (24) o tradicional discurso do “Estado da União”. Em tom de ameaça, ele mandou um recado ao Irã, defendeu o domínio americano no hemisfério ocidental e um bate-boca sobre imigração. Com cerca de 1 hora 48 minutos de duração, a fala foi a mais longa já registrada nessa tradição. Leia como foi abaixo. Imigração Ainda no discurso, Trump defendeu políticas anti-imigratórias e voltou a adotar um discurso duro sobre segurança nas fronteiras. Ao mesmo tempo, fez um aceno a estrangeiros que queiram viver legalmente nos Estados Unidos. “Sempre permitiremos a entrada legal de pessoas que amem nosso país e trabalhem duro para mantê-lo”, disse. Economia Trump usou os primeiros 40 minutos do discurso para falar sobre dados da economia. Logo na abertura, o presidente criticou a gestão anterior, de Joe Biden, afirmando que tinha assumido o país em uma crise. “Posso dizer, com dignidade e orgulho, que alcançamos uma transformação como ninguém jamais viu antes, uma virada que ficará para a história”, declarou. “É, de fato, uma virada histórica.” O presidente também destacou indicadores econômicos. Segundo ele, a inflação está em queda, a renda em alta e a economia em recuperação. O presidente afirmou ainda que a produção de energia bate recordes. Ele elogiou um megapacote aprovado em julho que reduz impostos, mas aumentou a dívida nacional. O presidente também criticou os democratas, que votaram contra o projeto. Segundo ele, a oposição quer "machucar as pessoas" com impostos altos. Trump também usou o discurso para criticar a decisão da Suprema Corte que derrubou tarifas impostas a outros países — entre eles o Brasil — com base em uma lei de emergência da década de 1970. Ele classificou a decisão como “frustrante”. Os ministros acompanharam a fala no plenário. Após a decisão da Suprema Corte que derrubou as tarifas, Trump anunciou uma nova taxa global de 15% sobre produtos importados. No discurso, o presidente afirmou acreditar que a medida poderá substituir o atual sistema de imposto de renda e aliviar a carga tributária dos americanos. Ele defendeu ainda que tarifas ajudaram a evitar conflitos internacionais. Já era esperado que a economia ocupasse um espaço central no discurso, já que os americanos continuam preocupados com o custo de vida. Pesquisa divulgada pela Associated Press aponta que apenas 39% dos eleitores aprovam as políticas econômicas de Trump. O presidente dos EUA, Donald Trump, faz o discurso do Estado da União no plenário da Câmara do Capitólio dos Estados Unidos Kevin Lamarque/Reuters VÍDEOS: mais assistidos do g1