Israel encontra navio que naufragou há 78 anos e quase provocou guerra civil
Altalena pega foto após ser atacado por forças israelenses em 1948 Pinn Hans/GPO/Governo de Israel Israel anunciou nesta segunda-feira (24) ter encontrado o A...
Altalena pega foto após ser atacado por forças israelenses em 1948 Pinn Hans/GPO/Governo de Israel Israel anunciou nesta segunda-feira (24) ter encontrado o Altalena, navio que transportava armas para o Irgun, grupo armado judeu clandestino, e que foi afundado pelo Exército israelense em junho de 1948, na costa de Tel Aviv. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O episódio, um dos mais controversos dos primeiros anos do Estado de Israel, provocou confrontos entre forças israelenses e integrantes do Irgun, deixando o país à beira de uma guerra civil. "Às 00h30, a uma profundidade de 503 metros, em frente à costa israelense, o Altalena foi encontrado intacto, 78 anos após o doloroso e transcendental acontecimento que abalou o jovem Estado de Israel", informou no Facebook o ministro do Patrimônio, Amichai Eliahu. O episódio colocou em lados opostos os dois blocos que dominavam a política israelense após a fundação do Estado, em maio de 1948: o Mapai, partido de David Ben-Gurion; e a direita nacionalista, então liderada por Menachem Begin, chefe do Irgun. Agora no g1 Fretado pelo Irgun, o Altalena transportava armas e combatentes para Israel. Ben-Gurion, então primeiro-ministro, queria impor a autoridade do novo Exército e impedir a manutenção de forças paramilitares independentes. Quando o navio chegou à costa de Tel Aviv, em 22 de junho de 1948, Ben-Gurion ordenou que as forças israelenses abrissem fogo. O Altalena foi atingido e pegou fogo. Dezesseis integrantes do Irgun e três militares israelenses morreram no episódio. A operação tirou a vida de 16 membros do Irgun e de três militares israelenses, provocando uma divisão na classe política do país. Diante do risco de que o confronto se transformasse em uma guerra civil, Begin decidiu se render e impediu que integrantes do Irgun reagissem ao ataque. "Foi um poderoso símbolo de um país que estava à beira da desintegração", afirmou o historiador Derek Penslar sobre o episódio, em entrevista à BBC em 2023. *Com informações da AFP. VÍDEOS: mais assistidos do g1