Junho teve o maior número de civis mortos na Ucrânia desde o início da guerra com a Rússia; troca de ataques continua
A ONU registrou em junho o maior número mensal de mortes de civis na Ucrânia desde abril de 2022, dois meses após o início da guerra, segundo relatório pub...
A ONU registrou em junho o maior número mensal de mortes de civis na Ucrânia desde abril de 2022, dois meses após o início da guerra, segundo relatório publicado nesta terça-feira (14). De acordo com a missão de monitoramento de direitos humanos da ONU na Ucrânia, pelo menos 293 ucranianos morreram em meio à intensificação dos ataques russos, que passou a usar mísseis de longo alcance. Ataque russo a Kiev A Rússia lançou uma série de drones e mísseis balísticos contra Kiev na madrugada desta terça-feira, o quinto ataque desse tipo contra a capital ucraniana neste mês, à medida que Moscou intensifica seus ataques aéreos contra a Ucrânia. O presidente Volodymyr Zelenskiy afirmou que os ataques causaram danos a 16 locais na capital, incluindo uma escola e uma empresa, enquanto autoridades municipais relataram vários incêndios por toda a cidade. A Rússia também atacou infraestruturas essenciais no centro e no sul da Ucrânia, disse Zelenskiy, acrescentando que os ataques feriram sete pessoas na região de Kharkiv, no leste do país, e três na região de Chernihiv, no norte. “Ontem à noite, os russos lançaram 135 drones e 10 mísseis de vários tipos, a maioria deles balísticos, contra nossas cidades e comunidades”, declarou Zelenskiy em uma postagem no X. “É preciso exercer maior pressão sobre a Rússia”, disse ele, exortando os aliados europeus a aprovarem seu mais recente pacote de sanções ainda esta semana. Neste verão do hemisfério norte, a Rússia intensificou seus ataques aéreos contra a Ucrânia, bombardeando suas cidades e infraestrutura energética quase todas as noites, enquanto Kiev fica sem munições de defesa aérea para repelir mísseis balísticos. A Força Aérea da Ucrânia informou que as unidades de defesa aérea abateram cinco dos oito mísseis balísticos que a Rússia disparou durante a madrugada — uma taxa de interceptação maior do que nos ataques no início deste mês — e 108 dos 135 drones. Enquanto isso, Kiev intensificou seus ataques com drones dentro da Rússia, visando instalações de produção de armas e instalações petrolíferas, na tentativa de reduzir a capacidade econômica da Rússia de prosseguir com a guerra, que já está em seu quinto ano. Autoridades russas relataram um incêndio na refinaria de petróleo de Afipsky, na região de Krasnodar, no sul da Rússia, e a queda de destroços de drones em uma área industrial em Salavat, na região dos Urais, no Bashkortostão. O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou nesta semana que Moscou responderia aos ataques ucranianos em seu território com ataques retaliatórios que seriam “várias vezes mais poderosos” e aumentariam em escala. (Reportagem de Ron Popeski e Anna Pruchnicka)