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Justiça manda PF investigar existência de cartazes que acusavam Raquel Lyra de matar marido para ganhar eleição

Raquel Lyra e João Campos reagem a cartazes que acusam candidata de ter matado marido A Justiça Eleitoral proferiu duas decisões determinando a abertura de i...

Justiça manda PF investigar existência de cartazes que acusavam Raquel Lyra de matar marido para ganhar eleição
Justiça manda PF investigar existência de cartazes que acusavam Raquel Lyra de matar marido para ganhar eleição (Foto: Reprodução)

Raquel Lyra e João Campos reagem a cartazes que acusam candidata de ter matado marido A Justiça Eleitoral proferiu duas decisões determinando a abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) para investigar a existência de cartazes apócrifos contra a governadora Raquel Lyra (PSD), candidata à reeleição (veja vídeo acima). No material, ela é acusada de, para ser eleita em 2022, ter matado o marido, o empresário Fernando Lucena. Ele sofreu um mal súbito no dia do 1º turno da última eleição estadual. A investigação foi pedida inicialmente pela coligação Pernambuco de Coração, de Raquel Lyra. Posteriormente, a Frente Popular de Pernambuco, do também candidato ao governo João Campos (PSB), também acionou a Justiça e pediu a ampliação do inquérito, o que também foi deferido. ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE Fotos dos cartazes foram publicadas pelo blog e perfil no Instagram Bastidor.PE. Um deles traz a foto de Raquel Lyra e a frase "ela matou o marido para ganhar a eleição". Outro, conforme a postagem, traz a expressão "matadoras de maridos", com uma montagem de Raquel Lyra ao lado de Elize Matsunaga, condenada por esquartejar o marido em 2012, e da ex-deputada federal Flordelis, sentenciada em 2022 por ser a mandante do assassinato do esposo. Os cartazes teriam sido vistos no Bairro do Recife. O caso, que tramitava inicialmente na 8ª Zona Eleitoral do Recife, foi encaminhado para o Juízo das Garantias da Justiça Eleitoral de Pernambuco, devido à competência funcional sobre a fase pré-processual. A primeira decisão foi na terça-feira (1º), pedindo a abertura do inquérito a pedido de Raquel Lyra e de sua coligação. Nela, a juíza eleitoral Anamaria de Farias Borba Lima Silva acolheu os pedidos de urgência pedindo a preservação de provas físicas e digitais cruciais para a investigação. A magistrada também determinou que a Polícia Federal fizesse apreensão imediata de cartazes remanescentes e os submetesse a perícias gráficas e documentoscópicas para identificar o processo de impressão, tipo de papel, tinta, equipamentos empregados e impressões digitais. Além disso, a Secretaria de Defesa Social (SDS), a CTTU e a prefeitura do Recife foram oficiadas para extrair e manter a integridade de gravações de câmeras de segurança no Bairro do Recife e imediações. Nessa decisão, também foi intimada a empresa LTX Segurança Privada Ltda, que opera câmeras numa das ruas, para conservar as gravações e os registros de leitura de placas de veículos. A investigação tomou novos rumos na sexta-feira (4), após a Justiça acatar uma petição da Frente Popular de Pernambuco pondo em dúvida a existência do cartaz. Segundo o grupo de João Campos, não há provas de que o material tenha realmente sido afixado em vias públicas, já que havia apenas uma imagem de cada um dos cartazes, publicadas inicialmente pelo Bastidor.PE. A investigação deverá esclarecer se o cartaz realmente foi produzido e colocado em um espaço público ou se a fotografia é resultado de montagem, manipulação ou fabricação digital. A Frente Popular também afirmou que há indícios de que integrantes do portal Bastidor.PE teriam vínculos com a campanha de Raquel Lyra à reeleição. Um deles é Léo Malafaia, que constava como parte da equipe do portal e que, após a divulgação desses vínculos, teve o nome retirado do expediente de autores do site. Ele atua como videomaker da campanha da governadora. Os outros integrantes do site, Fillipe Vilar e Rodrigo Ambrósio, seguem na lista de colaboradores do portal. Léo Malafaia, por sua vez, teve o nome retirado do expediente e matérias ligadas a ele excluídas na noite de quarta-feira (2), o que a Justiça considerou "risco concreto de perecimento ou alteração de elementos probatórios armazenados em ambiente digital". Com base no risco de volatilidade das provas, a Justiça Eleitoral deu 48 horas para que os administradores do Bastidor.PE entreguem à PF o arquivo digital original da foto, em seu formato nativo (sem compressões), com metadados completos como data, horário, coordenadas geográficas e equipamentos usados. Além disso, determinou que o portal, seu provedor de hospedagem e a Meta, dona do Instagram, preservem integralmente logs de acesso, endereços de IP, históricos de alteração e todo o conteúdo excluído ou modificado a partir de 2 de setembro de 2026, mantendo sigilo para evitar a supressão ou destruição de registros. Sobre o pedido da Frente Popular de Pernambuco, a Coligação Pernambuco de Coração, de Raquel Lyra, afirmou que o processo foi aberto pelo grupo da governadora e que a nova decisão "trata de um pedido complementar feito por outras partes, dentro deste mesmo processo, que é de nossa autoria". "Seguimos confiando na atuação das instituições do judiciário e nas Polícias Civil e Federal para elucidar a situação, encontrar e punir os culpados. É do interesse de todos e fundamental para a manutenção do processo democrático que estas práticas não sejam toleradas sob nenhum aspecto", informou a coligação. O g1 também entrou em contato com a Polícia Federal, para saber se o inquérito já havia sido aberto, já que, na segunda-feira (31), Raquel Lyra afirmou ter acionado a corporação para investigar o caso. Também acionou o blog Bastidor.PE, para saber se o portal já cumpriu a decisão judicial, e com Léo Malafaia, para saber se gostaria de se pronunciar sobre a saída da equipe do site. Até a última atualização desta reportagem, o g1 não havia recebido as respostas. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias