Justiça Militar aceita denúncia contra médico da Marinha suspeito de envolvimento em esquema de propina em hospital naval
Fachada do Hospital Naval Marcílio Dias, no Lins de Vasconcelos, na Zona Norte do Rio de Janeiro Divulgação/ Marinha do Brasil A Justiça Militar aceitou a d...
Fachada do Hospital Naval Marcílio Dias, no Lins de Vasconcelos, na Zona Norte do Rio de Janeiro Divulgação/ Marinha do Brasil A Justiça Militar aceitou a denúncia do Ministério Público Militar (MPM) contra um capitão de Mar e Guerra da Marinha e três representantes de uma empresa fornecedora de materiais hospitalares por suposto envolvimento em um esquema de corrupção no Hospital Naval Marcílio Dias (HNMD), no Lins de Vasconcelos, na Zona Norte do Rio. O local é uma das principais unidades de saúde da Marinha no país. A justiça ainda bloqueou mais de meio milhão de reais das contas do oficial. A ação penal é um desdobramento de um Inquérito Policial Militar (IPM) que investigou irregularidades em contratos e no fornecimento de materiais para o Serviço de Hemodinâmica, especializada no diagnóstico e tratamento de doenças cardiovasculares e vasculares, da unidade de saúde. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Segundo a denúncia apresentada pela 4ª Procuradoria de Justiça Militar no Rio de Janeiro, entre junho de 2010 e abril de 2018, representantes da empresa teriam pago propina ao então chefe do Serviço de Cirurgia Vascular do hospital para garantir a preferência na utilização de produtos da fornecedora em procedimentos realizados na unidade. Agora no g1 De acordo com o Ministério Público Militar, os pagamentos ilegais correspondiam a 10% do valor das notas de empenho emitidas em favor da empresa. Ao longo de 28 episódios investigados, o total das vantagens indevidas teria chegado a quase R$ 290 mil. Os promotores apontam que o esquema era coordenado pelo empresário responsável pela fornecedora. A denúncia sustenta que ele organizava os pagamentos e, em alguns casos, fazia pessoalmente a entrega dos valores. A sócia da empresa e uma vendedora também teriam participado da operacionalização e da entrega do dinheiro ao militar. Já o oficial da Marinha é acusado de utilizar o cargo de chefia para favorecer a empresa nos processos de aquisição e utilização dos materiais hospitalares. O empresário foi denunciado por 28 crimes de corrupção ativa e por organização criminosa. A sócia e a vendedora responderão pelos mesmos delitos. O médico militar foi denunciado por 28 crimes de corrupção passiva e também por integrar organização criminosa. Bens bloqueados Além do recebimento da denúncia, a 4ª Auditoria da 1ª Circunscrição Judiciária Militar autorizou o bloqueio de bens e ativos financeiros do oficial investigado. Hospital Marcílio Dias, no Lins de Vasconcelos, na Zona Norte do Rio de Janeiro Reprodução/ TV Globo A medida atende a um pedido do Ministério Público Militar para garantir eventual ressarcimento aos cofres públicos e a devolução de valores relacionados ao suposto enriquecimento ilícito apurado durante as investigações. O MPM solicitou o bloqueio de R$ 579.445,08, valor calculado com base no montante apontado na investigação e em pedido de reparação por danos morais coletivos. A decisão prevê o bloqueio de contas e, caso os valores encontrados sejam insuficientes, autoriza outras medidas patrimoniais, como restrições sobre imóveis, veículos e participações societárias. O g1 tenta contato com os envolvidos. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop.