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Justiça proíbe gestão da saúde indígena em RR de pegar celulares de servidores em reuniões

O Dsei-Leste é uma unidade do Ministério da Saúde, vinculada à Secretaria de Saúde Indígena (Sesai). g1 RR A Justiça do Trabalho determinou que gestores ...

Justiça proíbe gestão da saúde indígena em RR de pegar celulares de servidores em reuniões
Justiça proíbe gestão da saúde indígena em RR de pegar celulares de servidores em reuniões (Foto: Reprodução)

O Dsei-Leste é uma unidade do Ministério da Saúde, vinculada à Secretaria de Saúde Indígena (Sesai). g1 RR A Justiça do Trabalho determinou que gestores da saúde indígena de Roraima parem de dificultar o trabalho do sindicato da categoria. A decisão, em caráter de urgência, ocorreu após denúncias de que os profissionais eram obrigados a entregar os celulares para participar de reuniões e impedidos de acessar as comunidades para fiscalizar as condições de trabalho. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp A medida é do dia 23 de junho e afeta a União, a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (Agsus) e a coordenadora do Distrito Sanitário Especial Indígena Leste (Dsei Leste), Lindinalva Lopes Marques. Foi estipulada uma multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento. Esse valor deverá ser revertido para os próprios trabalhadores prejudicados. O g1 solicitou os posicionamentos da Advocacia-Geral da União (AGU), da AgSUS e da coordenadora do Dsei-Leste, Lindinalva Lopes Marques, mas não teve retorno até a última atualização. A ação foi movida pelo Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Privados de Serviços de Saúde do Estado de Roraima (Siemesp-RR). A entidade relatou que a gestão impedia o acesso aos locais de atuação e a fiscalização das condições de trabalho nas comunidades. O juiz do trabalho substituto Gleydson Ney Silva da Rocha, responsável pelo caso, destacou que o ambiente nas áreas indígenas é tenso, perigoso e insalubre. Ele relembrou um processo anterior que já havia denunciado a falta de água potável nos locais de atuação dos profissionais de saúde. "Tudo está a demonstrar, sob os olhos aparentemente passivos e indiferentes da União, [...] mais uma via de conflito, agora com novas práticas antissindicais", afirmou o magistrado na decisão. O juiz também citou que houve retaliações no passado, como a demissão da presidente do sindicato, Joana Gouveia Mendes e classificou o ato como uma "tendenciosa conduta antissindical". Reivindicações e histórico Antes de acionar a Justiça, o sindicato afirma que tentou dialogar com a coordenação do Dsei-Leste. No dia 8 de junho de 2026, a entidade enviou um ofício pedindo uma reunião oficial com a gestão. Dias depois, em 17 de junho, o Siemesp-RR protocolou outro documento com cobranças urgentes. Os profissionais exigiram o retorno da antiga escala de trabalho. Segundo eles, a mudança feita sem diálogo "tem gerado sobrecarga, absenteísmo e adoecimento dos profissionais". O documento também cobrou a reforma imediata de postos de saúde e casas de apoio. Além disso, o sindicato pediu a compra de equipamentos de proteção, bombas para o combate à malária, contratação de novos agentes e veículos para um transporte logístico seguro. Veja reportagem sobre demissões no Dsei-Leste em 2025: Sindicato impede demissão de cerca de 70 trabalhadores do DSEI-Leste em Roraima Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.