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Kassab aposta em Caiado por perfil mais combativo e governo já prepara estratégia contra candidatura

Dirigentes do PSD e integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acompanham com atenção a oficialização da pré-candidatura do gover...

Kassab aposta em Caiado por perfil mais combativo e governo já prepara estratégia contra candidatura
Kassab aposta em Caiado por perfil mais combativo e governo já prepara estratégia contra candidatura (Foto: Reprodução)

Dirigentes do PSD e integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acompanham com atenção a oficialização da pré-candidatura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), prevista para esta segunda-feira (30), e já traçam cenários sobre o impacto da entrada do goiano na disputa presidencial. Nos bastidores, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, tem dito a interlocutores que optou por apoiar Caiado por avaliá-lo como um nome de perfil mais combativo, capaz de disputar votos hoje concentrados em Flávio Bolsonaro (PL-RJ) entre eleitores de centro e da direita não alinhada. Segundo essas mesmas fontes, Kassab avalia que a estratégia de Caiado estará apoiada em três eixos principais: a defesa de uma agenda dura na segurança pública, responsabilidade fiscal com viés liberal na economia e ênfase em políticas sociais. Essa última pauta ganha maior força por conta da formação de Caiado, que é médico. Kassab também contava com o apoio público de outros governadores para fortalecer o projeto, como Ratinho Junior (PSD), que já se alinhou a Caiado, e Eduardo Leite (PSDB), que frustrou essa expectativa ao sinalizar que não deve entrar na campanha do governador goiano (entenda mais abaixo). Veja os vídeos que estão em alta no g1 Nesta segunda, Leite publicou um vídeo em suas redes sociais onde afirmou estar desencantado e que escolha do PDS mantém radicalização polarizada no Brasil. Estratégia do governo No Palácio do Planalto, interlocutores afirmam que a entrada de Caiado no jogo não altera de forma significativa a estratégia que o governo já desenhava. Segundo eles, na campanha pela reeleição de Lula, vão usar "as mesmas armas" que já usariam para enfrentar uma candidatura de Flávio Bolsonaro (PL). Contudo, o novo cenário exigirá ajustes no discurso. A avaliação é que Caiado deve reforçar o debate sobre segurança pública, tema que já está no radar do governo, que prepara uma reação a esse movimento — entre elas, a criação de um ministério específico para a área. Auxiliares do presidente Lula dizem que a linha de ataque deve explorar a associação do governador de Goiás a um perfil considerado mais duro e conservador, com tentativas de vinculá-lo aos apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ainda de acordo com fontes, há também a leitura de que, caso Caiado não consiga crescer nas pesquisas à medida que a eleição se aproxima, ele pode acabar atuando como uma espécie de linha auxiliar do bolsonarismo na reta final da campanha, algo que, na avaliação desses interlocutores, Eduardo Leite tenderia a fazer com menos intensidade. No diagnóstico do governo, o cenário ainda é visto como bastante polarizado, mas o nome do governador gaúcho era considerado aquele com maior potencial para atrair eleitores cansados da disputa entre campos políticos opostos — motivo pelo qual, nesse caso, a estratégia de enfrentamento teria de ser diferente. Nesta segunda, a ministra Gleisi Hoffmann, reforçou essa avaliação. Segundo ela, embora Caiado seja uma figura mais agressiva, a polarização está bastante consolidada, o que faz a candidatura do então governador de Goiás para a Presidência ficar mais periférica. O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, e o governador do Goiás, Ronaldo Caiado, em encontro do partido em São Paulo. Divulgação/PSD