Lula discursa em convenção que oficializa sua candidatura
Lula discursa em convenção Arthur Stabile/g1 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva candidato à reeleição pelo Partido dos Trabalhadores (PT) discursa na ...
Lula discursa em convenção Arthur Stabile/g1 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva candidato à reeleição pelo Partido dos Trabalhadores (PT) discursa na convenção partidária que oficializou sua candidatura neste domingo (2). 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Ao longo do discurso, Lula defendeu a soberania nacional, reforçou o combate à violência contra a mulher, afirmou que, aos 80 anos, está em plenas condições físicas para disputar a reeleição e disse que pretende fazer um quarto mandato voltado para mudanças no país. Além disso, Lula listou cinco compromissos de sua campanha: Educação; Programa para idosos; Fortalecer a indústria da defesa; Terras raras e minerais críticos como patrimônio para os brasileiros; Transição energética No início da fala, Lula comparou suas candidaturas presidenciais à participação de jogadores em Copas do Mundo. Disse que, se for eleito, pretende encerrar a carreira política ao fim do mandato, após "entregar o Brasil" à população. Também agradeceu aos partidos aliados, à militância e a lideranças políticas presentes na convenção. Ao defender a campanha à reeleição, Lula afirmou que sua candidatura não precisa "contar uma mentira" nem "inventar nada", por ser sustentada pelo legado do atual governo. Segundo ele, "quem fez pode prometer mais; quem não fez não tem o que prometer". "Nós vamos para uma campanha em que qualquer assunto, em qualquer estado, com qualquer governador, vocês podem ter orgulho de defender o que o governo federal fez naquele estado", disse Lula. Lula elogiou ministros como Geraldo Alckmin e Fernando Haddad, afirmando que a campanha deve destacar as entregas da gestão federal aos estados e municípios. Também disse que o governo tem "autoridade moral" para pedir votos por causa das ações realizadas. O combate à violência contra a mulher também foi pontuado por Lula. "Deus levou sete dias para fazer o mundo e ainda não acabou, porque só vai acabar o dia que a gente acabar com gente ruim no mundo, sobretudo com a violência de homem contra a mulher", disse. Em seguida, disse que o PT e o governo precisam ter coragem de defender essa pauta e declarou: "O cara vai ter que escolher: ou ele vota em mim ou ele bate uma mulher. Quem bate numa mulher não precisa votar em mim". Mais a frente em sua fala, Lula relembrou quando foi candidato e pontuava pouco nas pesquisas. "Por isso, eu quero dizer a todo mundo não fique preocupado com pesquisa. Nem se tiver bom e nem se não tiver bom. A guerra não começou o campeonato não começou", afirmou. Em seguida, comentou o episódio que ocorreu na Bahia neste sábado (1º). Na data, na convenção que oficializou o governador Jerônimo Rodrigues como candidato à reeleição pelo PT, o presidente Lula afirmou: "Depois que vocês votarem em deputado estadual e deputada estadual, votar em deputado federal e deputada federal, votar em senador da República e votar no Jerônimo, se sobrar um pouquinho de voto, vote em mim, que eu agradeço a todos vocês a lembrança" Neste domingo (2), em seu discurso, disse: "Eu falei na Bahia, eu vou ser multado, porque eu pedi voto para você'", afirmou Lula, direcionado a Rodrigues. Ainda em sua fala, Lula comentou sobre o fundo partidário e sobre as emendas parlamentares. "Esse negócio de fundo partidário não me agrada, esta levando os partidos à promiscuidade. Fez todos nós iguais", disse. "Minha quarta presidência é pra mudar muita coisa. Vai ter briga com emenda parlamentar", afirmou. Em diferentes pontos, Lula falou sobre a própria idade e afirmou que pretende disputar a reeleição em plenas condições físicas. Em um momento, o presidente disse que, aos 80 anos, está "infinitamente melhor do que quando tinha 57 anos", atribuiu isso à rotina de exercícios e afirmou que quer "brigar com a velhice". "Eu tô inteiraço", declarou. A convenção O evento, que acontece no Expo Center Norte, na Zona Norte da cidade de São Paulo, teve início às 10h. Lula subiu ao palco por volta das 11h40 e começou a falar com o público às 12h22. Contudo, antes de discursar, Lula deu o microfone á primeira-dama Janja Lula da Silva. "Agora, antes de eu falar, eu quero fazer uma crítica a mim uma crítica porque não é possível que a gente tenha esquecido do principal evento da nossa campanha não ter colocado uma mulher para falar", disse Lula antes de conceedera palavra a Janja. Também antes de sua fala, houve a execução do hino nacional e discursos do presidente do PT, Edinho Silva, do candidado ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, e do candidato a vice, Geraldo Alckmin. Fernando Haddad discursa em convenção que oicializa candidatura de Lula Arthur Stabile/g1 A cerimônia teve início com uma entrevista com a deputada federal Benedita da Silva (PT), e também contou com a presença, desde o início, do presidente do partido no estado e coordenador da campanha de Fernando Haddad ao governo de SP, Kiko Celeguim. Simone Tebet (PSB), candidata ao Senado por São Paulo; Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência; Marina Silva, candidata ao Senado por São paulo; Aloizio Mercadante, ex-senador pelo PT; a ministra das Mulheres, Márcia Lopes; e o senador Rogério Carvalho (PT) também estão na convenção. PT lança candidatura de Lula à presidência Enquanto aguardava o discurso do presidente, o evento focou em citar propostas e medidas implementadas por Lula durante o terceiro mandato. A cerimônia também destacou o papel das mulheres na sociedade. Aos 80 anos, Lula vai em busca de seu quarto mandato presidencial: foi eleito em 2002, reeleito em 2006 e novamente escolhido como presidente em 2022. O presidente também disputou as eleições de 1989, 1994 e 1998, quando saiu derrotado: primeiro, por Fernando Collor e, depois, por Fernando Henrique Cardoso duas vezes. Se vencer neste ano, chegará a 16 anos como presidente e ficará atrás somente de Getúlio Vargas, que governou o Brasil por pouco mais de 18 anos, mas só foi eleito pelo voto direto uma vez.