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Membros da Otan se dizem surpresos com decisão de Trump de enviar tropas à Polônia

EUA vão enviar 5 mil soldados à Polônia Membros da Otan e autoridades de Defesa expressaram perplexidade nesta sexta-feira (22) com a decisão do presidente ...

Membros da Otan se dizem surpresos com decisão de Trump de enviar tropas à Polônia
Membros da Otan se dizem surpresos com decisão de Trump de enviar tropas à Polônia (Foto: Reprodução)

EUA vão enviar 5 mil soldados à Polônia Membros da Otan e autoridades de Defesa expressaram perplexidade nesta sexta-feira (22) com a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de enviar 5 mil soldados americanos para a Polônia. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 O anúncio, feito por Trump em uma rede social nesta quinta-feira (21), pegou aliados de surpresa, já que, há apenas algumas semanas, ele havia dito que iria reduzir a presença de tropas dos EUA em território europeu e ordenou a saída de 5 mil militares do continente. “É realmente confuso e nem sempre fácil de navegar”, disse a ministra das Relações Exteriores da Suécia, Maria Malmer Stenergard, a repórteres em uma reunião que ela estava organizando com seus homólogos da OTAN, incluindo o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. A ministra das Relações Exteriores da Suécia, Maria Malmer Stenergard Johan Nilsson/TT News Agency via AP Ministros da Holanda e da Noruega se mostraram otimistas, mas ressaltaram que essas questões devem ser tratadas de forma “estruturada”. A ministra das Relações Exteriores da Letônia, Baiba Braže, afirmou que os aliados sabiam que a postura das tropas americanas estava sendo reconsiderada, e que agora não há mudança de postura. A ministra das Relações Exteriores da Finlândia, Elina Valtonen, ressaltou que os EUA são "o mais significativo e o mais importante" membro da Otan: "Os Estados Unidos não estão se retirando, pelo contrário". Autoridades de Defesa dos EUA, que falaram sob condição de anonimato com a agência de notícias Associated Press, também se disseram confusas. "Passamos quase duas semanas reagindo ao primeiro anúncio. Também não sabemos o que isso significa", disse uma das duas autoridades que falaram à agência. Na quarta-feira (20), o chefe militar da Otan, o tenente-general americano Alex Grynkewich, afirmou que “centenas” de soldados adicionais seriam transferidos para outros locais, sem dar mais detalhes. "Vamos manter uma boa sincronia com nossos aliados daqui para frente", prometeu. O anúncio de Trump O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (21) o envio de 5 mil soldados americanos para a Polônia. Em uma rede social, Trump afirmou que a decisão é baseada na forte relação entre os dois países. O anúncio ocorreu após críticas frequentes de Trump a aliados europeus, principalmente pela avaliação do governo americano de que alguns países da Otan têm dado apoio insuficiente à ofensiva dos EUA contra o Irã. “Com base na bem-sucedida eleição do agora presidente da Polônia, Karol Nawrocki, que tive orgulho de apoiar, e em nossa relação com ele, tenho o prazer de anunciar que os Estados Unidos enviarão mais 5 mil soldados para a Polônia”, publicou Trump. A decisão também foi divulgada um dia depois de o primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, afirmar que a guerra da Rússia na Ucrânia pode levar a uma situação em que a Otan terá de “reagir com firmeza”. Nesta sexta-feira (22), em um post na rede social X, Tusk comemorou a decisão do presidente norte-americano: "Agradeço a todos os envolvidos nesta questão, ao Presidente (da Polónia) Nawrocki, aos ministros, aos congressistas e aos amigos da Polónia nos EUA pela sua eficácia e unidade de ação". Soldados dos EUA são vistos antes da cerimônia oficial de boas-vindas das tropas da OTAN em Orzysz, na Polônia, em 2017 Wojtek Radwanski/AFP Na terça-feira (19), o vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, havia dito a jornalistas que o envio de tropas americanas para a Polônia tinha sido adiado. A afirmação gerou um alerta dentro do governo polonês. No dia seguinte, o vice-primeiro-ministro e ministro da Defesa da Polônia, Wladyslaw Kosiniak-Kamysz, se reuniu com uma autoridade americana. Após o encontro, ele afirmou que os EUA não pretendiam reduzir a presença militar no território polonês. A Polônia diz que se tornou alvo de espionagem e sabotagem russas por causa do papel central no envio de armas e suprimentos militares para a Ucrânia desde o início da invasão em larga escala promovida pela Rússia O governo polonês planeja destinar 4,8% do PIB para defesa neste ano — o maior percentual entre os países da Otan — e costuma destacar que é um aliado fiel dos Estados Unidos. Um funcionário americano ouvido pela Reuters sob condição de anonimato afirmou que a decisão sobre a Polônia pode fazer parte de uma solução temporária para permitir a redução do contingente militar dos EUA na Alemanha, onde há atualmente cerca de 35 mil soldados americanos. No fim do ano passado, havia cerca de 85 mil soldados americanos posicionados em toda a Europa. VÍDEOS: mais assistidos do g1