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Mendonça desbloqueia 23 imóveis recebidos pelo BRB como garantia em títulos do Banco Master

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça Reprodução/TV Globo O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça determinou nes...

Mendonça desbloqueia 23 imóveis recebidos pelo BRB como garantia em títulos do Banco Master
Mendonça desbloqueia 23 imóveis recebidos pelo BRB como garantia em títulos do Banco Master (Foto: Reprodução)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça Reprodução/TV Globo O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça determinou nesta sexta-feira (28) o desbloqueio de 23 imóveis em São Paulo repassados ao Banco de Brasília (BRB) em uma negociação com o Banco Master. Os imóveis constam como garantia em seis Cédulas de Crédito Bancário (CCBs) que o Banco Master cedeu ao BRB em junho de 2025 – meses antes de a operação Compliance Zero revelar uma série de suspeitas sobre as relações entre os dois bancos. Com a decisão, o BRB fica autorizado, inclusive, a "resgatar" e negociar esses títulos e esses imóveis. O valor desses bens não foi divulgado, e a decisão não trata do mérito das possíveis irregularidades nessa transação entre os bancos. Em nota, o BRB classificou a decisão como uma "importante vitória" e disse reafirmar seu "compromisso permanente com a legalidade, a governança, a transparência e a colaboração com as autoridades competentes. "A decisão representa um resultado relevante para o BRB, reforçando a solidez de sua atuação, a confiança do mercado e a continuidade de sua estratégia de crescimento com responsabilidade e transparência", afirmou o presidente do BRB, Nelson de Souza, em material divulgado pelo banco. Miriam Leitão: BRB é o caso mais concreto de corrupção no Master Bloqueio e desbloqueio Em junho de 2025, o Master cedeu ao BRB seis Cédulas de Crédito Bancário (CCBs), que tinham como garantia 23 imóveis ligados à Esfera Aquisições Imobiliárias Ltda. O BRB recebeu, inclusive, o direito de executar essas garantias, caso necessário. O problema é que, ao longo das investigações da Compliance Zero, vários bens e direitos ligados ao Banco Master e aos ex-gestores do Master e do BRB foram bloqueados na Justiça Federal de Brasília para garantir o ressarcimento dos cofres públicos e dos próprios bancos. Esses CCBs, assim como os imóveis, entraram na lista de bloqueios. Em novembro do ano passado, o BRB acabou excluído dos bloqueios patrimoniais.  Meses depois, a Justiça chegou a liberar o BRB para negociar os CCBs e os imóveis – mas, ao longo dessas tratativas, o BRB identificou que ainda havia restrições registradas na Central Nacional de Indisponibilidade de Bens (CNIB). E, por isso, era impossível transferir as escrituras dos imóveis aos novos titulares, por exemplo. O despacho de Mendonça retira essas restrições que ainda existiam nos sistemas. Com isso, libera o BRB para concluir a negociação dos títulos e das garantias. A decisão é mantida em sigilo. A TV Globo apurou que, no documento, Mendonça afirma que os bloqueios de bens determinados em momentos anteriores eram voltados apenas aos ex-gestores do BRB envolvidos nas transações com o Banco Master, e não aos bens sob titularidade do próprio BRB. No texto, segundo apurou a TV Globo, Mendonça afirma que a liberação dos bens não significa "imunidade patrimonial" ao BRB, e nem impede que a cessão desses CCBs seja investigada em busca de outras irregularidades. Após reunião no STF, acordo entre GDF e órgãos federais fica mantido para tentar salvar BRB Ministério Público foi contra Nas duas vezes em que foi chamado a opinar sobre esses bens, o Ministério Público Federal defendeu que os títulos cedidos pelo Master e os imóveis listados como garantia seguissem bloqueados. Na visão do MP, essa negociação faz parte de um "contexto investigativo mais amplo" e compõe o cenário de possíveis fraudes contra o sistema financeiro e lavagem de capitais que teriam marcado as transações entre o Master e o BRB. O Ministério Público citou, ainda, riscos de que o desbloqueio e a negociação desses títulos pudessem representar "dissipação de bens e ativos" do BRB – e, ao fim das investigações, complicar a aplicação de punições contra o banco e seus ex-gestores. Mendonça discordou dessa argumentação. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.