Michelle Bolsonaro posta vídeo e diz ter sido 'apunhalada' e humilhada por Flávio: 'Entendi que não queria meu apoio'
Michelle publicou vídeo em suas redes sociais Reprodução A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) publicou um vídeo em suas redes sociais em que diz ter s...
Michelle publicou vídeo em suas redes sociais Reprodução A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) publicou um vídeo em suas redes sociais em que diz ter sido "apunhalada" e humilhada por Flávio Bolsonaro, escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro como candidato à Presidência nas eleições de outubro. Em depoimento dividido em dois vídeos, Michelle expõe uma briga com Flávio e diz que eles não se falam. Michelle detalhou um telefonema que teve com Flávio em que, segundo ela, o senador foi "muito ríspido, me desrespeitou e maltratou ao telefone". "Ele disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia de política. Diante dessa humilhação, eu disse a ele que estava tudo bem. Entendi que ele não queria o meu apoio ou que este era insignificante", relatou Michelle sobre as falas do filho do ex-presidente. O episódio aconteceu, segundo Michelle, após evento em que participou no Ceará, no fim do ano passado. À época, Michelle criticou a negociação de palanque no Ceará em que o PL estava em busca do apoio de Ciro Gomes (PSDB), que havia criticado Jair Bolsonaro à época em que ele era presidente. Initial plugin text e Gomes é pré-candidato ao governo do Ceará. Pesquisa Quaest divulgada em abril sobre as eleições locais indicam Ciro Gomes na liderança das intenções de voto, com 41%, e Elmano de Freitas (PT) com 32%. Eduardo Girão (Novo) é o terceiro, com 4%. A aliança do PL previa o apoio de Gomes à candidatura presidencial de Flávio com palanque no estado. "Vi as postagens do Flávio contra mim nas redes sociais. Palavras duras, tom agressivo defendendo o André Fernandes (articulador do PL no estado) e, em consequência, apoiando o homem que chamou a ele, a mãe e a seus irmãos de corruptos e de ovos de serpentes nazistóides", disse Michelle. Segundo Michelle, Ciro Gomes foi o principal responsável "pelo processo que levou à inelegibilidade do meu marido", e citou que o ex-governador do Ceará havia chamado Bolsonaro e seus filhos, incluindo Flávio, de corruptos e bandidos. Michelle cita publicações com ataques 'premeditados' A ex-primeira-dama afirmou no vídeo que, depois de Flávio, os outros filhos de Jair Bolsonaro fizeram postagens similares em resposta ao seu posicionamento no Ceará. Para ela, a reação pareceu algo "premeditado". "Para ele e alguns que o cercam, eu não entendo de política. Tudo bem, eu me recolhi. E desde esse dia, ele não me procurou mais. Eu também não procurei, porque estou respeitando o que ele falou e é só isso", disse Michelle, ao dizer que o vídeo serve para "desmentir as narrativas e notícias que circulam na imprensa" "Eu sei quem as planta. Eu sei quem são as fontes. Eles me tratam como se eu fosse idiota, como se eu fosse alguém que chegou ontem, mas eu não sou. Eu sei mais do que eles pensam", afirmou Michelle em trecho do seu pronunciamento. Atuação na pré-campanha de Flávio Parte dos aliados de Bolsonaro pressionam que a ex-primeira-dama contribua para a pré-campanha de Flávio e alegam que ela não tem se esforçado nessa missão. No vídeo, a ex-primeira-dama nega que tenha exigido um pedido de desculpas de Flávio para anunciar apoio à candidatura. "Eu nunca pedi, cobrei ou condicionei desculpas públicas de ninguém. Não preciso disso. Eu já liberei o perdão faz muito tempo", afirmou. Initial plugin text Vi as postagens do Flávio contra mim nas redes sociais. Palavras duras, tom agressivo defendendo o André Fernandes e, em consequência, apoiando o homem que chamou a ele, a mãe e a seus irmãos de corruptose Em outro momento dos vídeos, sem citar nomes, Michelle afirma que sofre ataques diários de um grupo que está no exterior, que "alguns deles" aparecem em fotos com Flávio e que a filha adolescente, Laura, sofre com isso, porque "acompanha tudo". Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde o ano passado. "Fazem postagens e vídeos retirando do meu nome o sobrenome Bolsonaro, na tentativa de me atingir. Não me atingem, eu sei quem eu e o meu marido somos. Mas será que eles pensam no que estão provocando na vida da minha filha? Ela é uma adolescente que acompanha tudo, que lê tudo e que sente tudo", diz. "Eles não se importam. Para eles tudo é política, e uma política que não existe em função do ser humano. Esse tipo de política não serve para nada além de egoísmo", afirma. Ex-primeira-dama relata que não se fala com Flávio No vídeo, Michelle contou que ela e Flávio não se falam, embora o senador vá à sua casa com frequência. "Flávio vai à minha casa toda semana, mais de uma vez. Se ele realmente quisesse falar comigo, já teria falado." Michelle também voltou a criticar a aliança com Ciro Gomes no Ceará e afirmou que isso deveria acontecer apenas no segundo turno. Segundo ela, "Ciro Gomes já provou inúmeras vezes não ser confiável". "Não estou exigindo que se desfaça nenhuma aliança no Ceará, mas que adiem para o segundo turno. Eu sou contra ela, mas essa é apenas a minha convicção. Se a direita quer se unir para derrotar o PT, tudo bem", disse. "Mas a coerência obriga que isso aconteça apenas no segundo turno. É preciso dar chance ao candidato que verdadeiramente se enquadra e defende os nossos valores." [Esta matéria está em atualização]