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MP apura superlotação no Hospital Regional de Presidente Prudente após pacientes serem atendidos em corredores

Ministério Público investiga superlotação no Hospital Regional de Presidente Prudente A superlotação no Hospital Regional (HR) de Presidente Prudente (SP)...

MP apura superlotação no Hospital Regional de Presidente Prudente após pacientes serem atendidos em corredores
MP apura superlotação no Hospital Regional de Presidente Prudente após pacientes serem atendidos em corredores (Foto: Reprodução)

Ministério Público investiga superlotação no Hospital Regional de Presidente Prudente A superlotação no Hospital Regional (HR) de Presidente Prudente (SP) é apurada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) por meio da Promotoria Regional de Saúde. Isso porque pacientes estão sendo atendidos nos corredores da unidade. A situação foi denunciada à TV TEM e confirmada pelo Departamento Regional de Saúde (DRS) no último sábado (25), que atribui a alta ocupação ao aumento de casos de doenças respiratórias. 📲 Participe do canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp O caso chegou ao Ministério Público, que informou ter o objetivo de atuar junto à Secretaria de Estado da Saúde para abrir leitos nos demais hospitais. No caso do Hospital Regional de Prudente, a unidade é referência em alta e média complexidades para os 45 municípios que compõem a região. Em nota, o Hospital Regional de Presidente Prudente informou que acolhe todos os pacientes que procuram a unidade, realizando o atendimento conforme critérios assistenciais e classificação de risco. Dessa forma, os casos de maior gravidade têm prioridade no atendimento e são encaminhados aos leitos de acordo com sua necessidade clínica. Além disso, a unidade informou que implantou o sistema de triagem fast track, que permite identificar com maior agilidade os pacientes de demanda espontânea, especialmente aqueles com quadros de menor complexidade e baixo risco. O Departamento Regional de Saúde (DRS) de Presidente Prudente reforçou que mantém diálogo constante com os municípios e as unidades de referência que compõem a região, a fim de garantir os devidos encaminhamentos para os casos de baixa complexidade. “Atualmente, em decorrência da sazonalidade dos vírus respiratórios, entre os meses de março e julho, há aumento da demanda por atendimento nos serviços de urgência e emergência, o que pode ocasionar, pontualmente, maior ocupação da unidade”, descreve a nota. O DRS orienta que, nos casos leves, a população procure os serviços de atenção básica e as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), conforme a necessidade assistencial. LEIA TAMBÉM: Com meta de R$ 300 mil para reformar quartos do SUS, Santa Casa firma parceria com a Expo Prudente 2026 IBGE faz pesquisa de saúde em Dracena; saiba como identificar agentes Hospital Regional de Presidente Prudente Google Maps/Reprodução Já o Conselho Municipal de Saúde (CMS) informou que recebeu reclamações recentes sobre a lotação na unidade. “A orientação do Conselho aos pacientes é procurar o Ministério Público e informar que uma manifestação também foi protocolada junto ao Departamento Regional de Saúde (DRS), recentemente.” A situação é alvo de cobranças "há muitos anos" e, inclusive, o CMS já levou a demanda ao governo estadual em diversas ocasiões e ressalta que o órgão não tem poder para fiscalizar diretamente a gestão do Hospital Regional, segundo a nota. Também disse que tem dificuldades de acesso ao hospital, já que o órgão é municipal e o HR é de administração estadual. Atendimento nas UPAs de Prudente Como o Hospital Regional é a principal referência para a região, a falta de leitos impacta as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da cidade. Até esta segunda-feira (27), 24 pacientes aguardavam transferência nas duas UPAs de Prudente, segundo o Consórcio Intermunicipal do Oeste Paulista (CIOP), que realiza a gestão compartilhada das unidades com a Secretaria Municipal de Saúde. Desses pacientes, seis já tiveram as vagas disponibilizadas e serão transferidos em breve. O tempo de espera para a liberação de leitos tem variado entre um e sete dias. Ressaltou também que a função principal das UPAs é o atendimento de urgência e emergência, com foco na estabilização inicial do paciente e no seu posterior encaminhamento a unidades de média e alta complexidades, quando necessário. “Durante todo o período em que aguardam a regulação pelo sistema Cross, os pacientes continuam recebendo assistência integral e acompanhamento contínuo da equipe multiprofissional, que emprega todos os recursos disponíveis para garantir a segurança e o bem-estar de todos”, completou a nota. Hospital Regional de Presidente Prudente opera acima da capacidade máxima Relato dos pacientes Uma denúncia encaminhada à TV TEM apontou que pacientes estão acomodados em macas nos corredores do hospital, sem condições consideradas adequadas de internação. A família de um paciente afirma que, apesar de ele ter sido transferido do corredor para um quarto na última sexta-feira (24), a unidade continua operando acima da capacidade, com pacientes acomodados nos corredores e dificuldades para a realização de exames. Segundo os familiares, o paciente realizou uma ressonância magnética, mas ainda aguarda uma endoscopia com biópsia para investigar um possível tumor e um segundo exame, indicado para o tratamento de cálculos na vesícula biliar. De acordo com o relato, a demora ocorre em razão da fila de espera e, eventualmente, de problemas nos equipamentos utilizados para os procedimentos. A denúncia também relata falta de profissionais de enfermagem. Conforme a família, em um dos plantões no setor onde o paciente está internado, teriam faltado vários auxiliares e técnicos de enfermagem, deixando poucos profissionais responsáveis por um grande número de pacientes. 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