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Mulher que esfaqueou cabeleireiro em SP fez ameaças por WhatsApp semanas antes do ataque: 'Tacar fogo'

Cliente esfaqueia cabeleireiro por não gostar de corte de franja A mulher de 27 anos que foi detida após esfaquear um cabeleireiro dentro de um salão de bele...

Mulher que esfaqueou cabeleireiro em SP fez ameaças por WhatsApp semanas antes do ataque: 'Tacar fogo'
Mulher que esfaqueou cabeleireiro em SP fez ameaças por WhatsApp semanas antes do ataque: 'Tacar fogo' (Foto: Reprodução)

Cliente esfaqueia cabeleireiro por não gostar de corte de franja A mulher de 27 anos que foi detida após esfaquear um cabeleireiro dentro de um salão de beleza na Barra Funda, Zona Oeste de São Paulo, já havia feito ameaças ao profissional semanas antes do ataque, segundo depoimentos registrados pela Polícia Civil no boletim de ocorrência do caso. De acordo com testemunhas ouvidas no 91º Distrito Policial (Ceasa), Laís Gabriela Barbosa da Cunha enviou mensagens ao WhatsApp do salão reclamando do resultado de um procedimento capilar e chegou a afirmar que gostaria de “tacar fogo” no cabeleireiro responsável pelo atendimento. O caso aconteceu na tarde de terça-feira (5), na Avenida Marquês de São Vicente. Câmeras de segurança gravaram o momento em que Laís tira uma faca de dentro da bolsa e golpeia pelas costas o cabeleireiro Walmir Eduardo dos Santos Paranhos, conhecido como Eduardo Ferrari, enquanto ele atendia outra cliente. As imagens mostram que o profissional conversava com a mulher e estava de costas quando foi atacado. Logo após a facada, funcionários e seguranças do estabelecimento conseguiram conter a agressora (veja acima). Mulher é detida por agredir cabeleireiro com faca por não gostar de corte de cabelo na Barra Funda, em São Paulo. Reprodução/Redes Sociais Segundo o boletim de ocorrência, policiais militares foram acionados por volta das 13h12 para atender a ocorrência de um homem esfaqueado dentro do salão Casa Ferrare. Quando chegaram ao local, encontraram Laís já imobilizada por funcionários e seguranças. A vítima sofreu um ferimento superficial nas costas e passou por exame de corpo de delito. A faca usada no ataque foi apreendida pela polícia. O caso foi registrado como lesão corporal e ameaça. Por se tratar de crimes de menor potencial ofensivo, a polícia elaborou um termo circunstanciado, que será encaminhado ao Juizado Especial Criminal (Jecrim). Ameaças por mensagem Segundo depoimento de um funcionário responsável pela área administrativa do salão, Laís havia realizado um procedimento de mechas e texturização no cabelo em 7 de abril. Cerca de uma semana depois, passou a enviar mensagens ao WhatsApp do estabelecimento dizendo estar insatisfeita com o resultado. Ainda segundo esse funcionário, a cliente mencionou nas mensagens que gostaria de “tacar fogo” no profissional. O funcionário afirmou que demorou cerca de um dia e meio para responder às mensagens porque estava de folga. Quando respondeu, informou que o serviço havia sido realizado “conforme previamente combinado” e que não havia motivo para devolução do dinheiro. Segundo ele, a cliente insistiu nas reclamações e foi orientada a procurar “as vias legais” caso quisesse contestar o procedimento. O próprio cabeleireiro confirmou à polícia que a mulher deixou o salão aparentemente satisfeita após o atendimento e chegou a publicar elogios ao resultado nas redes sociais. Dias depois, porém, passou a reclamar do cabelo e exigir reparação ou devolução do valor pago. Laís Gabriela Barbosa Da Cunha é detida por agredir cabeleireiro com faca por não gostar de procedimento no cabelo. Arquivo pessoal Ataque dentro do salão Segundo testemunhas, Laís voltou ao salão sem agendamento na terça (5) e exigiu uma solução imediata para o problema no cabelo. O porteiro do local contou à polícia que foi chamado para ajudar a retirar a mulher do local porque ela estava exaltada, discutindo e exigindo o dinheiro de volta. Ainda de acordo com ele, a cliente se recusou a sair do estabelecimento e, em determinado momento, sacou uma faca da bolsa e tentou atingir o cabeleireiro pelas costas enquanto ele estava distraído. O funcionário afirmou que conseguiu empurrar a mulher e, com ajuda de outro colaborador, retirar a faca da mão dela. Mesmo assim, Eduardo acabou ferido superficialmente. Após ser contida, Laís ainda teria feito novas ameaças. Segundo o boletim de ocorrência, ela afirmou que o cabeleireiro “morreria de qualquer jeito” caso o dinheiro não fosse devolvido e disse que poderia mandar terceiros praticarem o crime. Outra testemunha afirmou que a mulher disse que Eduardo “estava marcado para morrer, nem que tivesse que trabalhar para pagar por isso”. VÍDEO: mulher que esfaqueou cabeleireiro em SP explica porque cometeu o ataque O que disse a cliente O g1 tenta localizar o cabeleireiro e a defesa de Laís Gabriela, mas até a última atualização desta reportagem não havia obtido retorno. Em vídeos gravados após a agressão, Laís aparece reclamando do corte de cabelo e dizendo que a franja ficou “parecendo o Cebolinha”, personagem da Turma da Mônica. “Ele pegou o meu cabelo e foi picotando com uma tesoura-navalha. Se vocês conseguem ver, a minha franja está parecendo o Cebolinha, porque ele cortou todo o meu cabelo. Eu mandei mensagem do Whatsapp e eles ficaram dois dias sem me responder”, afirmou a moça detida, em referência ao personagem da Turma da Mônica. No mesmo vídeo, ela conta que fez uma ofensa homofóbica antes de agredir fisicamente o funcionário. “Aí sabe o que eu fiz? Ofendi ele e falei: 'seu viado desgraçado, arruma o meu cabelo. Aí na hora ele respondeu. Tive corte químico [não é um corte com tesoura, mas sim uma quebra causada por reação química] e tenho prova do meu cabelo antes e depois”, afirmou Laís. Segundo a Polícia Civil, Laís confessou ter dado a facada após discutir sobre a devolução do dinheiro pago pelo procedimento capilar. O caso foi registrado como lesão corporal e ameaça. Por se tratar de crimes de menor potencial ofensivo, a polícia elaborou um termo circunstanciado, que será encaminhado ao Juizado Especial Criminal (Jecrim).