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Multicampeão de jiu-jitsu Mica Galvão se pronuncia após prisão do pai por suspeita de abuso: 'difícil encontrar palavras'

Mica Galvão e seu pai, Melqui Galvão. Montagem/g1/Reprodução/Redes sociais O multicampeão de jiu-jitsu Mica Galvão, de 22 anos, se manifestou nas redes so...

Multicampeão de jiu-jitsu Mica Galvão se pronuncia após prisão do pai por suspeita de abuso: 'difícil encontrar palavras'
Multicampeão de jiu-jitsu Mica Galvão se pronuncia após prisão do pai por suspeita de abuso: 'difícil encontrar palavras' (Foto: Reprodução)

Mica Galvão e seu pai, Melqui Galvão. Montagem/g1/Reprodução/Redes sociais O multicampeão de jiu-jitsu Mica Galvão, de 22 anos, se manifestou nas redes sociais, nesta terça-feira (28), após a prisão do pai, o professor e policial civil amazonense Melqui Galvão, investigado por suspeita de crimes sexuais contra alunas. Em uma publicação, o jovem afirmou que vive um momento difícil, destacou a relação com o pai e defendeu que o caso seja apurado com rigor pelas autoridades. “É difícil encontrar palavras para um momento como esse. Meu pai, Melqui Galvão, foi quem me colocou no tatame pela primeira vez ainda criança. Foi ele quem me ensinou a lutar, a competir, a respeitar o adversário e a ter caráter”, escreveu. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Apesar da declaração de afeto, Mica afirmou que espera que a Justiça cumpra seu papel. “Ao mesmo tempo, me sinto na obrigação de ser honesto: que os fatos sejam investigados com seriedade e que a Justiça cumpra seu papel”, disse. Na publicação, o atleta também repudiou qualquer tipo de violência. “Como pessoa, repudio qualquer forma de assédio ou violência contra mulheres e crianças — esse é um valor que carrego e que não abre exceção”, afirmou. Mica Galvão disse ainda que não tem todas as respostas neste momento e que está “processando” a situação como filho e como atleta. Segundo ele, o foco agora é seguir com as responsabilidades profissionais e com a equipe que representa. “Estou processando isso como filho, como atleta e como ser humano. O que sei é que tenho responsabilidades com as pessoas que acreditam em mim, com a equipe que representa tanto para tantos atletas. Sigo em frente, com o mesmo respeito e dedicação de sempre”, concluiu. LEIA TAMBÉM: Faixa-preta, pai de campeão e policial civil: quem é Melqui Galvão, preso por suspeita de abuso sexual contra alunas Investigação e prisão A prisão temporária foi decretada após denúncias reunidas pela 8ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), que apura relatos de abusos envolvendo ao menos três vítimas. Segundo a investigação, o caso veio à tona após uma adolescente de 17 anos, ex-aluna do treinador, denunciar a prática de atos libidinosos não consentidos durante uma competição esportiva realizada fora do país. A vítima está atualmente nos Estados Unidos e foi ouvida pelas autoridades, junto com familiares. De acordo com a polícia, os denunciantes apresentaram uma gravação na qual o investigado admite indiretamente o ocorrido e tenta evitar que o caso seja levado adiante, com a promessa de compensação financeira. Durante a apuração, outras duas possíveis vítimas foram identificadas em diferentes estados do país. No depoimento, elas relataram episódios semelhantes. Em um dos casos, a vítima afirmou ter 12 anos na época dos fatos. Segundo a polícia, Melqui Galvão havia viajado menos de 24 horas antes para o estado do Amazonas, onde também atua como policial civil. Após contato entre as corporações, ele se apresentou às autoridades em Manaus, onde teve a prisão cumprida. Além da prisão temporária, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em endereços ligados a ele em Jundiaí, no interior paulista. O caso tem gerado forte repercussão na comunidade do jiu-jitsu. A Polícia Civil segue com as investigações para apurar a extensão dos crimes e identificar possíveis novas vítimas. O g1 não localizou, até a última atualização desta reportagem, a defesa de Melqui Galvão. Professor de jiu-jítsu, Melqui Galvão é preso por suspeita de abuso sexual contra alunas; Montagem/g1/Reprodução/Redes sociais Violência e abuso sexual infantil: veja os sinais e saiba como proteger as crianças