Nível de Furnas sobe um metro em janeiro, mas ainda é o menor do período nos últimos cinco anos
Nível de Furnas sobe 1 metro em janeiro, mas ainda é o menor do período nos últimos 5 anos O nível do reservatório de Furnas subiu 1,06 metro em janeiro, ...
Nível de Furnas sobe 1 metro em janeiro, mas ainda é o menor do período nos últimos 5 anos O nível do reservatório de Furnas subiu 1,06 metro em janeiro, devido às chuvas intensas e chegou a 757,71 m. Mas, ainda assim, é o menor para o período nos últimos cinco anos (veja gráfico abaixo) e segue abaixo da cota mínima considerada ideal, que é 762 metros. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram De acordo com o professor Carlos Martinez, chefe do laboratório de termo-hidrelétrico da Universidade Federal de Itajubá (Unifei), o volume do lago não depende apenas das chuvas, mas também da gestão do reservatório para a produção de energia. “Nós gastamos a água do reservatório de Furnas para gerar energia durante o ano passado, porque isso era conveniente para o Sistema [Nacional de Energia Elétrica]. Isso fez com que o reservatório naturalmente abaixasse um pouco e esse rebaixamento do está sendo visto agora", explicou. Volume útil Lago de Furnas está com nível abaixo do considerado ideal Anna Lúcia Silva/g1 Com o baixo nível do reservatório, o volume útil (volume de água armazenada acima do "volume morto" e que pode ser utilizado para a geração de energia elétrica) está em 36,81% nesta sexta-feira, bem longe dos 80% considerados ideais. De acordo com Martinez o baixo volume pode representar uma conta de energia mais alta. “O Operador Nacional do Sistema vai avaliar se vale a pena ou não elevar o nível do reservatório e recuperar a capacidade de armazenamento. Hoje, está entrando mais ou menos 1,2 mil m³/s de água no reservatório e deve estar saindo uns 800 m³/s. Então, está recuperando lentamente. A tentativa vai ser fazer com que esse reservatório chegue o mais próximo possível de uma cota histórica no final do período de chuvas. Caso o reservatório não chegue naqueles níveis históricos, nós vamos ter que entrar em bandeira vermelha no ano que vem.” Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas