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Nome de chefe de esquema familiar de tráfico de drogas era usado para intimidar desafetos, diz PF

Pai e filhas são investigados por tráfico internacional e lavagem de dinheiro Mensagens analisadas pela Polícia Federal (PF) na investigação contra a organ...

Nome de chefe de esquema familiar de tráfico de drogas era usado para intimidar desafetos, diz PF
Nome de chefe de esquema familiar de tráfico de drogas era usado para intimidar desafetos, diz PF (Foto: Reprodução)

Pai e filhas são investigados por tráfico internacional e lavagem de dinheiro Mensagens analisadas pela Polícia Federal (PF) na investigação contra a organização criminosa liderada por Mario Sergio Nunes, conhecido como "Serjão do PCC", indicam que o nome dele era usado para intimidar outras pessoas. Ainda segundo os investigadores, há indícios de que Serjão integra a alta cúpula da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Conversas atribuídas às filhas de Mario Sergio, Bruna e Brenda Nunes, sugerem que elas usavam a reputação do pai para intimidar pessoas com quem tinham desavenças. Segundo a PF, as mensagens também indicam que as duas tinham conhecimento das atividades criminosas atribuídas ao investigado. Veja abaixo. No documento, a polícia afirma ainda que uma conversa entre as irmãs indica que elas sabiam da posição de destaque ocupada pelo pai dentro da facção. A análise também aponta que o nome de Mario Sergio, citado nas mensagens como "Serjão do Tráfico" e "Serjão do PCC", era usado para amedrontar pessoas envolvidas em conflitos com o grupo. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp Conversa que mostra que o nome de Serjão era usado para intimidar desafetos PF/Divulgação Para a Polícia Federal (PF), as conversas reforçam a suspeita de que as filhas não apenas sabiam das atividades criminosas atribuídas ao pai, mas também participavam da estrutura da organização. Segundo a investigação, Bruna e Brenda atuavam principalmente no controle financeiro do grupo e na movimentação de recursos considerados suspeitos. Mario Sergio Nunes é apontado pela PF como líder de uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas no Triângulo Mineiro. Segundo as investigações, o grupo usava motoristas, empresas de fachada e contas bancárias de terceiros para ocultar a origem dos recursos e viabilizar o transporte de grandes carregamentos de cocaína entre estados brasileiros. A estrutura logística incluía caminhões e carretas utilizados no esquema. Também em nota, o advogado da família Nunes, José Carlos de Oliveira Campos, afirmou que ainda não teve acesso completo ao processo, que corre sob sigilo. Ele disse ainda que a família confia nas instituições e está à disposição das autoridades para prestar os esclarecimentos necessários. Veja a íntegra abaixo. Segundo a PF, Mario Sergio Nunes lidera grupo criminoso de tráfico de drogas no Triângulo Mineiro. Redes Sociais/Reprodução 'Empresa do tráfico' A investigação da Polícia Federal (PF) revelou que a organização criminosa liderada por "Serjão do PCC" mantinha uma estrutura semelhante à de uma empresa para transportar cocaína e movimentar dinheiro do tráfico. Segundo a PF, o grupo utilizava caminhões, carretas, transportadoras, motoristas recrutados, contas bancárias de terceiros e empresas de fachada para sustentar a operação criminosa. O grupo usava laranjas para ocultar patrimônio e escondia drogas em compartimentos falsos instalados em caminhões e em seus pneus. Alguns dos veículos usados por uma das empresas de fachada da família PF/Divulgação A organização também mantinha uma rota de transporte que ligava Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rondônia a Minas Gerais. A PF também identificou a participação de familiares e aliados na movimentação financeira do esquema. Segundo as investigações, Uberlândia era o principal centro de recebimento, armazenamento e distribuição de drogas da organização criminosa. Quem é quem no esquema Membros da família investigada pela Polícia Federal Reprodução/Redes Sociais Segundo a Polícia Federal (PF), o grupo investigado por tráfico internacional de cocaína e lavagem de dinheiro movimentou cerca de R$ 70 milhões sem comprovação de origem nos últimos cinco anos. Durante a operação, os agentes apreenderam bens valiosos, entre eles veículos importados, embarcações, motos aquáticas, propriedades rurais, um motorhome avaliado em R$ 1,2 milhão e um cavalo de competição estimado entre R$ 50 mil e R$ 100 mil. A PF também localizou um segundo flutuante motorizado atribuído à família Nunes. Para os investigadores, os suspeitos mantinham um padrão de vida incompatível com a renda declarada. De acordo com a investigação, Mario Sergio Nunes, conhecido como "Serjão do PCC", liderava a organização criminosa e era responsável por coordenar a logística e as finanças do tráfico. A esposa dele, Maria Lourdetis Ferreira Silva Nunes, e as filhas, Bruna e Brenda Silva Nunes, são apontadas pela PF como participantes da movimentação de recursos e da ocultação de patrimônio. Mario Sergio e Brenda foram presos em um hotel de Uberaba na terça-feira (2). Bruna se entregou à PF na quinta-feira (4). Apesar de ser investigada, Maria Lourdetis não foi alvo de mandado de prisão. Já o ex-genro Rhanniery Nunes Graciano é apontado pela PF como um dos laranjas usados para ocultar bens ligados ao esquema criminoso. Em nota, o advogado da família Nunes, José Carlos de Oliveira Campos, afirmou que ainda não teve acesso completo ao processo, que corre sob sigilo. Ele disse ainda que a família confia nas instituições e está à disposição das autoridades para prestar os esclarecimentos necessários. Veja a íntegra abaixo. Em nota, o advogado de Rhanniery, Sérgio Luiz da Silva, afirmou que acompanha todos os desdobramentos do caso, mas que não fará comentários sobre aspectos específicos neste momento. Entendo como funcionava o esquema da família investigada por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em Uberlândia g1 LEIA TAMBÉM: Você viu? Família suspeita de tráfico, morte em shopping e mulher e ex encontrados mortos Pâmela Volp é absolvida de acusação de venda de maconha por R$ 500 em presídio Homem é preso ao ser identificado em reconhecimento facial na Fenamilho Suspeita de lavagem de dinheiro A Polícia Federal suspeita que os recursos obtidos com o tráfico eram ocultados por meio de empresas de fachada e da aquisição de bens de alto valor. "Eles não tinham renda fixa declarada, então foram vários veículos de luxo, alguns já estavam colocados à venda. Eles já estavam tentando desfazer dos bens, provavelmente pelas recentes apreensões que ocorreram no mês passado e no mês retrasado, e são veículos de alto valor, alto padrão", concluiu Garcia. Família de Uberlândia adquiria ranchos com dinheiro do tráfico internacional, segundo a PF PF/Divulgação O que disse a defesa da família Nunes "A defesa da Família Nunes informa que, até o presente momento, ainda não teve acesso integral aos autos, os quais tramitam sob sigilo, razão pela qual qualquer manifestação sobre o mérito dos fatos seria prematura. A Família Nunes reafirma sua confiança nas instituições, no devido processo legal, no contraditório e na ampla defesa, colocando-se à disposição das autoridades competentes para todos os esclarecimentos necessários. A defesa destaca, ainda, que eventuais responsabilidades somente podem ser apuradas no âmbito do processo judicial, com respeito à presunção de inocência e às garantias constitucionais. Por fim, a Família Nunes manifesta serenidade e confiança de que os fatos serão devidamente esclarecidos no momento oportuno." O que disse a defesa de Rhanniery "A defesa de Rhanniery Nunes Graciano recebeu com serenidade as informações relacionadas à denominada Operação Mens Occulta e acompanha atentamente todos os desdobramentos do caso. Neste momento, é importante destacar que toda pessoa submetida à investigação ou processo judicial goza da garantia constitucional da presunção de inocência, princípio fundamental do Estado Democrático de Direito. A defesa reafirma a absoluta confiança nas instituições, no trabalho das autoridades competentes e no sistema de justiça brasileiro, certos de que os fatos serão devidamente esclarecidos no curso regular do procedimento, com pleno respeito ao contraditório e à ampla defesa. Em respeito às investigações em andamento, não serão realizados comentários sobre aspectos específicos do caso neste momento. Temos convicção de que, ao final da apuração, a verdade dos fatos prevalecerá e todas as circunstâncias serão adequadamente esclarecidas perante as autoridades competentes." Apreensões durante a operação Mens Occulta da PF Uberlândia VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas