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‘O RJ chegou ao fundo do poço e descobriu que ainda havia uma caixa de gordura’, diz juiz que mandou presidente de autarquia

Na decisão em que expediu os mandados da Operação Ouroboros, deflagrada nesta quinta-feira (9) pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), o juiz Mar...

‘O RJ chegou ao fundo do poço e descobriu que ainda havia uma caixa de gordura’, diz juiz que mandou presidente de autarquia
‘O RJ chegou ao fundo do poço e descobriu que ainda havia uma caixa de gordura’, diz juiz que mandou presidente de autarquia (Foto: Reprodução)

Na decisão em que expediu os mandados da Operação Ouroboros, deflagrada nesta quinta-feira (9) pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), o juiz Marcello Rubioli, da 1ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa, escreveu ser essencial que “todas as instituições se alinhem” para “dedetizar e sanitizar o Estado do Rio de Janeiro”. “O que se vê é um cenário de total aparelhamento espúrio do estado, sangria das verbas públicas, apadrinhamentos e toda sorte de ações que levaram o mesmo à bancarrota”, declarou. “É dizer que o Estado do Rio de Janeiro chegou ao fundo do poço e descobriu que ainda havia uma caixa de gordura.” O MPRJ prendeu 6 pessoas nesta quinta: Amanda Íthala Santos da Paschoa: nora de Maurício Knoploch e gestora de contratos do IRM, depois da saída de Caroline; Caroline Soares Barros, a “Mulher da Mala”: ex-fiscal do IRM e fundadora do Instituto Bio, empresa subcontratada da autarquia; Davi Perini Vermelho, o Didê: presidente do IRM; Franquis Dias Nepomuceno: delegado e diretor do IRM, apontado como dono da empresa de vigilância Rioforte; Marcelo Lopes da Silva: procurador do estado e ex-procurador-geral do IRM; Mauricio Silva Knoploch dos Santos: pai do deputado estadual Alexandre Knoploch (PL) e diretor de Planejamento e Projetos do IRM.