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Os 10 vinhos mais icônicos da Itália para provar ao menos uma vez na vida

Maior produtor mundial, a Itália possui uma riqueza de estilos de vinhos e uvas de dar inveja. Produz alguns dos rótulos mais icônicos do mundo, como Barolo,...

Os 10 vinhos mais icônicos da Itália para provar ao menos uma vez na vida
Os 10 vinhos mais icônicos da Itália para provar ao menos uma vez na vida (Foto: Reprodução)

Maior produtor mundial, a Itália possui uma riqueza de estilos de vinhos e uvas de dar inveja. Produz alguns dos rótulos mais icônicos do mundo, como Barolo, Chianti, Prosecco e Brunello di Montalcino e muitas uvas são encontradas apenas no país da Bota. Se você é um apreciador de vinhos, esses são os 10 rótulos que você precisa tomar ao menos uma vez na vida. Amarone della Valpolicella Amarone della Valpolicella Clássico DOC Bertani. Divulgação. É um dos vinhos tintos mais imponentes da Itália, produzido na região do Vêneto a partir das uvas Corvina, Corvinone e Rondinella, que passam por um processo chamado appassimento: os cachos são secos por semanas ou meses em ambientes arejados antes da fermentação. Isso concentra açúcares, aromas e sabores, resultando em um vinho encorpado, com alto teor alcoólico (frequentemente acima de 15%), textura aveludada e notas de cereja madura, ameixa seca, chocolate, especiarias e figo. Ou seja, é um vinho icônico, elaborado por uma técnica ancestral. É considerado um vinho de meditação, de longa guarda e grande prestígio internacional. O Amarone della Valpolicella Clássico DOC Bertani, safra 2015, foi eleito melhor vinho do mundo em 2024 e recebeu 100 pontos por James Suckling. Barbaresco Michele Chiarlo Barbaresco DOCG Palás. Divulgação. É frequentemente chamado de "irmão mais novo" do Barolo (são produzidos com a mesma uva, Nebbiolo) e nasce no Piemonte, perto da cidade de Alba. Diferente do Barolo que precisa de longo amadurecimento, o Barbaresco pode ser tomado um pouco mais jovem. Apresenta taninos firmes, porém refinados, acidez vibrante e aromas de rosas, cereja, alcaçuz, trufa e sous-bois (chão de floresta). Combina sutileza, complexidade e capacidade de envelhecimento, sendo uma das grandes expressões da Nebbiolo no mundo. O Michele Chiarlo Barbaresco DOCG Palás é um vinho de alta gama assinado por uma das vinícolas mais importantes do Piemonte. Barolo Barolo DOCG Truffle Hunter Leda. Divulgação. É conhecido como "o rei dos vinhos e o vinho dos reis", e é talvez o maior símbolo do Piemonte. Produzido com uva Nebbiolo nas colinas do Langhe, é um tinto de cor relativamente clara, mas de estrutura poderosa: taninos marcantes, acidez elevada e perfil aromático que mistura rosas, alcatrão, cereja, trufa, tabaco e especiarias. Exige anos de envelhecimento, tanto obrigatório quanto na garrafa, e sua importância se deve à extrema expressão do terroir, com diferentes vinhedos e comunas gerando estilos distintos, o que o torna referência de nobreza e longevidade na enologia italiana. O Barolo DOCG Truffle Hunter Leda é um vinho de excelente custo-benefício para quem conhecer o estilo do Barolo. Brunello di Montalcino Brunello di Montalcino DOCG Camigliano. Divulgação. É o grande tinto da Toscana, elaborado 100% com a uva Sangiovese que na cidade de Montalcino é chamada de Brunello. A legislação exige longo estágio em madeira e em garrafa antes do lançamento, o que resulta em um vinho estruturado, de taninos firmes e grande profundidade, com aromas de cereja escura, couro, tabaco, ervas, terra e especiarias. Possui qualidade e capacidade de evolução por décadas. O Brunello di Montalcino DOCG Camigliano é um rótulo de qualidade ímpar com amadurecimento de 24 meses em barricas de carvalho e mais 24 meses em garrafa antes da comercialização. Chianti Terre Natuzzi Chianti DOCG Riserva. Divulgação. Talvez seja o vinho italiano mais reconhecido do mundo, símbolo da Toscana e de sua cultura rural. É elaborado majoritariamente com a uva Sangiovese, em uma área entre Florença e Siena. A sub-região Chianti Classico, com seu famoso galo negro no selo, é a versão mais prestigiada. Apresenta acidez marcante, taninos de média intensidade e aromas de cereja ácida, violeta, ervas secas, tomate e notas terrosas, o que o torna extremamente gastronômico. O Terre Natuzzi Chianti DOCG Riserva amadureceu 9 meses em barrica e mais 5 na garrafa. É macio, maduro e representa muito bem o terroir de Chianti. Montepulciano d'Abruzzo Caldora Montepulciano d’Abruzzo DOC. Divulgação. É um tinto da região de Abruzzo, na costa adriática, no leste do país, elaborado com a uva Montepulciano (não confunda com a cidade toscana de Montepulciano, que dá nome ao Vino Nobile). É famoso por oferecer ótima relação entre qualidade e preço: tem cor intensa, corpo médio a pleno, taninos macios e aromas de ameixa, amora, cereja negra, pimenta e um toque rústico. Acompanha muito bem carnes grelhadas e massas com ragu. O Caldora Montepulciano d’Abruzzo DOC é um rótulo encorpado, com taninos macios, que não pode faltar na sua adega. Nero d'Avola Corbelli Nero d’Avola. Divulgação. É a uva tinta mais emblemática da Sicília, ilha do sul da Itália, onde o clima é quente e ensolarado. Produz vinhos de cor profunda, corpo robusto, taninos presentes e muita fruta madura, como amora, ameixa, cereja preta, além de notas de especiarias, chocolate e ervas mediterrâneas. O Corbelli Nero d’Avola é um vinho redondo e macio, perfeito para o dia a dia. Primitivo Luccarelli Primitivo IGP Puglia. Divulgação. É o grande tinto da Puglia, região no salto da Bota, e seu nome vem da tendência de amadurecer precocemente. Cultivado sob sol intenso, rende vinhos de teor alcoólico mais elevado, cor escura, corpo cheio e sabores de frutas vermelhas e negras muito maduras, geleia, figo, especiarias doces e um toque de tabaco. A denominação Primitivo di Manduria é a mais prestigiada. O Luccarelli Primitivo IGP Puglia é um rótulo de excelente custo-benefício que é também muito gastronômico. Prosecco Bottega Gold Prosecco DOC. Divulgação. É o espumante italiano mais popular do mundo, produzido no nordeste do país, principalmente nas regiões de Vêneto e Friuli-Venezia Giulia, a partir da uva Glera. Diferentemente do Champagne, é elaborado pelo método Charmat (segunda fermentação em tanques de aço), o que preserva seus aromas frutados e florais. É leve, fresco, de bolhas delicadas, com notas de maçã verde, pera, flor de acácia, pêssego e cítricos. É versátil, de preço acessível e virou sinônimo de celebração e aperitivo à italiana, como no famoso Spritz. O Bottega Gold Prosecco DOC é um dos rótulos mais icônicos da região. Valpolicella Valpolicella DOC Bertani. Divulgação. Valpolicella indica tanto o vinho quanto a sub-região do Vêneto, perto de Verona, onde nasce. Elaborado com as uvas Corvina, Rondinella e Molinara, o Valpolicella é um vinho tinto fresco e fácil de beber, com aromas de cereja, morango, amêndoa amarga e um toque de especiarias. Na versão Superiore possui teor alcoólico mais elevado e mais corpo, já na versão Ripasso é deixado em contato com as cascas das uvas usadas para fazer o Amarone, de modo a ganhar mais corpo e profundidade. O Valpolicella DOC Bertani é um rótulo imperdível, assinado por uma das vinícolas mais prestigiadas da região. Vin Santo É o tradicional vinho de sobremesa da Toscana, feito com uvas brancas, principalmente Trebbiano e Malvasia, que são secas em esteiras ou penduradas em ripas antes da prensagem. O mosto fermenta e envelhece lentamente por anos em pequenos barris chamados caratelli, o que lhe confere uma cor âmbar e sabores de damasco seco, mel, avelã, caramelo, figos e frutas cristalizadas. Pode ser doce ou mais seco, e é tradicionalmente servido com cantucci, os biscoitos de amêndoas, mergulhados no vinho. Com 4 anos de amadurecimento em carvalho, o Poderi del Paradiso Vin Santo é um vinho complexo produzido por uma pequena vinícola no vilarejo medieval de San Gimignano. BEBA MENOS, BEBA MELHOR.