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Parceria do Mercosul com a União Europeia amplia mercados e integra estratégia comercial do Brasil, diz governo

Líderes comemoram acordo entre União Europeia e Mercosul O governo federal afirmou neste sábado (17), em nota conjunta de ministérios, que a assinatura do a...

Parceria do Mercosul com a União Europeia amplia mercados e integra estratégia comercial do Brasil, diz governo
Parceria do Mercosul com a União Europeia amplia mercados e integra estratégia comercial do Brasil, diz governo (Foto: Reprodução)

Líderes comemoram acordo entre União Europeia e Mercosul O governo federal afirmou neste sábado (17), em nota conjunta de ministérios, que a assinatura do acordo de parceria entre o Mercosul e a União Europeia está inserida na estratégia de ampliar e diversificar mercados externos para produtos brasileiros. O posicionamento foi divulgado pelos ministérios das Relações Exteriores; do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e da Agricultura após a assinatura do acordo, realizada em Assunção, no Paraguai, sem a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na nota, os ministérios também destacam que a política de acordos comerciais não se limita à parceria com a União Europeia. Desde 2023, o Brasil concluiu negociações com Singapura e com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), formada por Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça. O governo afirma ainda que há negociações em andamento com países fora da América Latina, como Emirados Árabes Unidos, Canadá e Vietnã, além de tratativas para ampliar o acordo de preferências tarifárias com a Índia. Também estão em curso diálogos comerciais com outros parceiros considerados estratégicos, entre eles o Japão, com o qual foi estabelecido recentemente um marco de parceria estratégica. Lula durante conversa com jornalistas em Brasília Adriano Machado/Reuters Lula não esteve presente O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi o único chefe de Estado sul-americano que não esteve presente. Em seu lugar, o ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, representou o Brasil. Além da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e do presidente do Conselho Europeu, António Costa, também participaram os presidentes da Argentina, do Uruguai, da Bolívia e do Paraguai. De acordo com dados da Comissão Europeia, o Brasil responde por mais de 82% de todas as importações europeias originadas no Mercosul e por cerca de 79% das exportações do bloco sul-americano destinadas ao velho continente. Lula recebeu von der Leyen na sexta-feira (16), no Rio de Janeiro. Na ocasião, classificou a demora para concluir o acordo como “25 anos de sofrimento e tentativa de acordo”, reiterando que o tratado reúne cerca de 720 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 22 trilhões (R$ 118,4 trilhões). "Essa é uma parceria baseada no multilateralismo", afirmou Lula. "Esse acordo de parceria vai além da dimensão econômica. A UE e o Mercosul compartilham valores como respeito à democracia, ao Estado de Direito e aos direitos humanos. Mais diálogo político e mais cooperação vão garantir padrões elevados aos direitos trabalhistas e à defesa do meio ambiente", prosseguiu. A assinatura do acordo O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia foi assinado neste sábado pelos líderes dos Estados-membros dos dois blocos, após mais de 25 anos de negociações. O tratado marca um passo decisivo para a criação da maior zona de livre comércio do mundo. A expectativa é que o acordo comercial passe a integrar melhor os mercados dos dois blocos, reduza tarifas e amplie o fluxo de bens e investimentos entre a América do Sul e a zona do euro. 🔍 O acordo prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas de importação e exportação, que chegam a mais de 90% do comércio total entre os blocos. O texto também estabelece regras comuns para áreas como bens industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios. A assinatura, no entanto, não encerra o processo: para que o tratado entre em vigor, o texto ainda precisará ser ratificado pelos parlamentos dos países envolvidos — um caminho que tende a ser longo e politicamente sensível, sobretudo dentro da UE. Entenda quando o tratado entra em vigor.