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Polícia investiga se sequestro de mulheres foi encomendado por ex-marido por dívida de R$ 50 mil

Veículo e arma apreendidos. Divulgação. A Polícia Civil investiga se o sequestro de duas mulheres em Campo Grande foi encomendado pelo ex de uma das vítima...

Polícia investiga se sequestro de mulheres foi encomendado por ex-marido por dívida de R$ 50 mil
Polícia investiga se sequestro de mulheres foi encomendado por ex-marido por dívida de R$ 50 mil (Foto: Reprodução)

Veículo e arma apreendidos. Divulgação. A Polícia Civil investiga se o sequestro de duas mulheres em Campo Grande foi encomendado pelo ex de uma das vítimas por causa de uma dívida de cerca de R$ 50 mil. Segundo depoimento registrado no caso, um dos presos afirmou que o homem teria encomendado a ação e seria responsável por dar destino ao Jeep Renegade levado pelos criminosos. Mulheres são rendidas e mantidas em carro durante roubo em Campo Grande; 3 são presos O caso aconteceu na noite de segunda-feira (14). As duas mulheres foram rendidas por três homens armados, obrigadas a permanecer no próprio carro e agredidas com coronhadas. Durante o trajeto, os criminosos fizeram videochamadas com uma terceira pessoa, que, segundo as vítimas, chegou a determinar que elas fossem mortas. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Três homens foram presos: Ryan Soares Freire, Gabriel Bottencourt Ramires e José Fernando Jacinto Oliveira. Eles foram autuados por roubo com agravantes pelo uso de arma de fogo, participação de mais de uma pessoa e restrição da liberdade das vítimas. O g1 não conseguiu localizar a defesa de Ryan e Gabriel. Agora no g1 Crime teria sido encomendado A suspeita de que o crime tenha sido planejado aparece nos depoimentos colhidos depois das prisões. Conforme registro oficial, Ryan teria contado a policiais que o roubo foi encomendado pelo ex-marido de uma das vítimas por causa de uma dívida de aproximadamente R$ 50 mil. Em depoimento gravado, um dos policiais que participou da ocorrência detalhou que Ryan teria dito que o dinheiro havia “sumido” depois de ser entregue à vítima e que, por isso, o ex teria encomendado o crime. Ainda segundo o relato registrado, os suspeitos aguardariam uma nova ligação do suposto mandante, que seria responsável por decidir o destino do Jeep roubado. Ryan não teria informado o nome do suposto mandante. Também não ficou esclarecido de qual das duas vítimas ele seria ex. Outro depoimento reforça a suspeita de que a ação tenha sido encomendada. José Fernando afirmou ter ouvido conversas entre Ryan e uma terceira pessoa e disse que o crime teria sido encomendado por um suposto ex-marido da proprietária do veículo, ligado a um cidadão boliviano e a uma dívida. Segundo ele, teriam sido prometidos R$ 5 mil pela ação. Os relatos ainda são investigados pela Polícia Civil. Videochamada e ordem para matar Enquanto mantinham as mulheres dentro do carro, os criminosos também conversavam por videochamada com uma terceira pessoa. Segundo o registro policial, os homens perguntavam o que deveriam fazer e essa pessoa teria determinado que as vítimas fossem mortas. As mulheres também relataram ter recebido golpes de coronha durante o período em que permaneceram sob poder do grupo. Até o momento, não há nos autos analisados pelo g1 confirmação de que a pessoa que teria dado a ordem para matar as mulheres seja o mesmo ex apontado como possível mandante do crime. O Ministério Público também cita que, durante cerca de 25 minutos, as vítimas sofreram agressões e ameaças de morte enquanto os suspeitos mantinham contato por vídeo com um “suposto mandante”. Depois, as mulheres foram deixadas na região central de Campo Grande e os criminosos fugiram com o Jeep. Polícia apura participação de outras pessoas O carro foi encontrado horas depois no quintal de uma casa. A partir das informações obtidas no local, policiais chegaram a um hotel, onde encontraram os suspeitos. Um revólver calibre .38 usado no crime também foi apreendido. A investigação agora tenta esclarecer quem teria planejado e encomendado a ação, além da possível participação de outras pessoas. Ao analisar o caso, a Justiça afirmou que a dinâmica indica, em princípio, uma ação previamente planejada e que há elementos apontando para a possível participação de pessoas próximas às vítimas na preparação ou execução do crime. Segundo a decisão, essas circunstâncias ainda precisam ser esclarecidas durante a investigação. Veja mais vídeos do Mato Grosso do Sul