Preço do aluguel residencial sobe 9,44% em 2025, mais que o dobro da inflação; veja cidades mais caras
Novos contratos de aluguéis residenciais ficaram, em média, 9,44% mais caros em 2025. Diogo Moreira/Divulgação Governo de São Paulo Os novos contratos de a...
Novos contratos de aluguéis residenciais ficaram, em média, 9,44% mais caros em 2025. Diogo Moreira/Divulgação Governo de São Paulo Os novos contratos de aluguéis residenciais ficaram, em média, 9,44% mais caros em 2025, segundo dados do Índice FipeZAP divulgados nesta quinta-feira (15). O resultado ficou 4,06 pontos percentuais (p.p.) abaixo do registrado em 2024, quando o avanço foi de 13,50%. Ainda assim, o aumento anual foi mais que o dobro do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, que avançou 4,26% no ano. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Com isso, a alta real dos novos aluguéis (descontada a inflação) foi de 4,97%. Paula Reis, economista do Grupo OLX, explica que o aumento acima da inflação está relacionado ao desempenho da economia brasileira — em especial ao mercado de trabalho, que segue forte. "A depreciação do valor real dos aluguéis, que ocorreu durante a pandemia, já foi compensada. Contudo, a vitalidade da economia e, em particular, o mercado de trabalho, mantiveram o poder aquisitivo da população, viabilizando a continuidade de reajustes superiores à inflação", diz. A taxa de desemprego no Brasil foi de 5,2% no trimestre terminado em novembro, mostrou a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua. Essa é a menor taxa de desocupação da série histórica, iniciada em 2012. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo Paula Reis, o cenário de reajustes de aluguéis acima da inflação deve se manter no primeiro semestre de 2026, mas em um ritmo cada vez menor. Ela explica que o setor continuará aquecido, principalmente, por dois fatores: O aumento do salário mínimo acima da inflação — o que pode representar um alívio adicional no orçamento das famílias; As mudanças no Imposto de Renda, que preveem isenção para quem ganha até R$ 5 mil por mês e desconto progressivamente menor para quem recebe até R$ 7.350. LEIA MAIS CASA PRÓPRIA: Preço de imóveis dispara 6,52% em 2025 MINHA CASA, MINHA VIDA: compra de usados dispara e preocupa setor de construção INFLAÇÃO x VIDA REAL: por que os preços do dia a dia podem subir muito mais do que o IPCA Alta nas cidades O FipeZAP acompanha o preço médio de locação de apartamentos prontos em 36 cidades brasileiras, com base em anúncios veiculados na internet. De acordo com o levantamento, apenas dois municípios monitorados registraram queda no preço médio do aluguel: Campo Grande (MS), com recuo de 4,36%, e São José (SC), com redução de 3,10%. Quando observadas apenas as capitais monitoradas, as maiores altas no ano foram em Teresina (21,81%), Belém (17,62%), Aracaju (16,73%) e Vitória (15,46%). Com os números, a capital piauiense também lidera o ranking geral. Veja na arte abaixo. Avanço no preço do aluguel residencial em 2025 Arte/g1 Preço do aluguel O preço médio dos novos contratos de aluguel, calculado para as 36 cidades, é de R$ 50,98/m², segundo dados de dezembro. Considerando essa base, o aluguel de um apartamento de 50 metros quadrados custa, em média, R$ 2.549 — R$ 143 acima do ano anterior (R$ 2.406). A cidade mais cara da lista é Barueri (SP), onde o aluguel custa, em média, R$ 70,35/m². No caso de uma residência de 50 metros, o valor mensal no município é de, aproximadamente, R$ 3.517,50. Quando consideradas as 22 capitais brasileiras medidas pelo índice, Belém (PA) lidera: R$ 63,69/m². Em seguida, estão São Paulo (R$ 62,56/m²) e Recife (R$ 60,89/m²). Entre os 36 municípios monitorados, a capital paraense é a segunda cidade mais cara, logo atrás de Barueri. Enquanto isso, a cidade com o metro quadrado mais barato é Pelotas (RS), custando R$ 22,42, em média. Veja o preço médio do aluguel por cidade (m²), conforme dados de dezembro: