Presidente de Câmara no PR foge durante tentativa de prisão por descumprir medida protetiva contra ex-mulher
Polícia procura presidente da Câmara de Xambrê após fuga durante cumprimento de mandado Ademir Leite da Silva (PL), presidente da Câmara de Xambrê, no nor...
Polícia procura presidente da Câmara de Xambrê após fuga durante cumprimento de mandado Ademir Leite da Silva (PL), presidente da Câmara de Xambrê, no noroeste do Paraná, é considerado foragido há uma semana. Em 7 de maio, ele fugiu enquanto policiais tentavam prendê-lo por descumprir uma medida protetiva contra a ex-mulher. Na ocasião, o vereador chegou a gravar um vídeo para o advogado dele em que mostra a chegada e a abordagem dos policiais. Nas imagens, ele diz que iria até o interior da casa para colocar o tênis, mas desapareceu logo depois. Assista acima. ✅ Siga o g1 Maringá e Região no WhatsApp O descumprimento da medida protetiva contra a ex-esposa, de 27 anos, aconteceu no dia 1º de maio, segundo a Policia Civil (PC-PR). O g1 entrou em contato com o delegado Antônio Romeiro, que disse não poder informar de que forma Ademir descumpriu a ordem judicial porque o caso está sob sigilo. A defesa de Ademir disse que "não pretende impedir a apuração dos fatos", mas "busca garantir que ele possa exercer sua defesa dentro da legalidade". Contudo, não respondeu se o vereador vai ou não se entregar. Veja abaixo a nota na íntegra. Presidente da Câmara de Xambrê, Ademir Leite da Silva, está foragido. Reprodução/ Câmara de Xambrê Segundo a Polícia Civil, Ademir, que tem 53 anos, fugiu pelos fundos da casa. As equipes estão realizando diligências para encontrar o vereador. Ademir foi eleito a vereador com 262 votos nas eleições municipais de 2024. Na segunda-feira (11), a Câmara de Xambrê disse que não foi notificada oficialmente sobre o mandado de prisão contra o vereador. Também informou que Ademir não compareceu à sessão na data. Nesta quinta-feira (14), o g1 tentou contato novamente com a Câmara, que não atendeu às ligações. O partido PL foi procurado pelo g1, mas não retornou até a última atualização desta reportagem. Leia também: Investigação: música sobre traição causou 'clima de tensão' com marido antes de mãe e filha morrerem Veja quando: onda de frio no Paraná começa a perder força e tem data para acabar Primas desaparecidas no Paraná: duplo homicídio é a principal linha de investigação do caso, diz delegado Posicionamento da defesa A defesa de Ademir Leite da Silva esclarece que acompanha o caso com absoluta responsabilidade, respeito às instituições, à vítima, ao Poder Judiciário e à autoridade policial. Desde o primeiro momento em que tomou conhecimento da existência de uma possível ordem de prisão, a defesa buscou atuar exclusivamente pelos meios legais, com a finalidade de ter acesso aos autos, compreender os fundamentos da decisão e adotar as providências jurídicas cabíveis. É importante registrar que a tentativa de cumprimento do mandado ocorreu em período noturno, próximo da meia-noite, na residência do investigado. Na manhã seguinte, sexta-feira, a defesa compareceu à Delegacia de Polícia a fim de entender o ocorrido e foi informada de que havia oitiva designada para o mesmo dia, às 14h. Contudo, até aquele momento, os advogados ainda não tinham acesso integral ao procedimento, o que inviabilizava qualquer orientação técnica adequada ao investigado, especialmente diante da existência de notícia de mandado de prisão preventiva. Por essa razão, a defesa requereu formalmente o acesso aos autos e a redesignação da oitiva, a fim de preservar o direito de defesa, o contraditório, o direito ao silêncio e a assistência técnica efetiva. Inicialmente, foi franqueado acesso apenas ao inquérito policial, sem disponibilização da cautelar em que foi decretada a prisão preventiva e sem acesso à própria decisão que fundamentou a ordem prisional. A defesa somente conseguiu acesso mais amplo após atuação e intervenção da Comissão de Prerrogativas da OAB/PR – Subseção de Umuarama, circunstância que demonstra a dificuldade concreta enfrentada para o exercício regular da defesa técnica. O acesso à decisão que decretou a prisão preventiva e às peças da cautelar somente foi liberado no final da tarde de sexta-feira, por volta das 17h45, quando já não havia tempo útil para análise integral do caso e formulação de medida defensiva durante o expediente forense regular. A defesa reforça que não atua como órgão de captura. O dever do advogado é assegurar que qualquer medida adotada contra o investigado observe a Constituição Federal, o Código de Processo Penal, as prerrogativas da advocacia e as garantias fundamentais de todo cidadão submetido a uma investigação criminal. Também é necessário pontuar que o caso possui elementos processuais relevantes que devem ser analisados tecnicamente pelo Poder Judiciário, sem prejulgamentos e sem exposição indevida das pessoas envolvidas. Há informações públicas, inclusive já mencionadas pela representante da vítima, sobre pedido relacionado à retirada da medida protetiva, tema que deve ser tratado com cautela nos autos e não por julgamento antecipado pela imprensa. A defesa não pretende impedir a apuração dos fatos. Ao contrário, busca apenas garantir que o Sr. Ademir possa exercer sua defesa dentro da legalidade, com acesso aos autos, assistência técnica adequada e preservação de seus direitos constitucionais. Por fim, a defesa reafirma seu respeito ao Poder Judiciário, à Polícia Civil, ao Ministério Público, à vítima e à sociedade, mas ressalta que a gravidade de qualquer acusação não afasta a necessidade de observância do devido processo legal. O caso deve ser apurado com seriedade, responsabilidade e equilíbrio, sem espetacularização e sem antecipação de culpa. Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Leia mais notícias em g1 Norte e Noroeste.