Primeiro restaurante da história do Parque Trianon divide opinião de frequentadores em SP; obra exigiu corte de quatro árvores
Primeiro restaurante da história do Parque Trianon divide opinião de frequentadores em SP; obra exigiu corte de quatro árvores A construção do primeiro res...
Primeiro restaurante da história do Parque Trianon divide opinião de frequentadores em SP; obra exigiu corte de quatro árvores A construção do primeiro restaurante da história do Parque Trianon, na Avenida Paulista, tem dividido a opinião de frequentadores sobre o futuro de uma das principais áreas de Mata Atlântica preservadas no Centro de São Paulo. A obra está sendo realizada ao lado da antiga Casa do Administrador e integra o projeto de requalificação previsto no contrato de concessão do parque, administrado pelo Consórcio Borboletas desde 2022. O restaurante terá pouco mais de 400 metros quadrados, capacidade para até 150 pessoas e deve ser inaugurado nos próximos meses. Para viabilizar a construção, quatro árvores foram cortadas com autorização dos órgãos ambientais. Entre elas estava uma canelinha de aproximadamente 18 metros de altura, a maior das árvores removidas. Segundo a concessionária e a Prefeitura de São Paulo, a compensação ambiental prevê o plantio de 40 mudas de espécies nativas. A administração municipal afirma ainda que a área ocupada pela nova estrutura representa menos de 1% dos quase 50 mil metros quadrados do parque. Parque Trianon tem 125 anos e preserva remanescente de Mata Atlântica Marcelo Brandt/G1 Considerado um dos últimos remanescentes de Mata Atlântica na região central da capital, o Parque Trianon abriga milhares de árvores e centenas de espécies vegetais. Além do restaurante, a antiga Casa do Administrador passa por restauração. A expectativa é que essa etapa da obra seja concluída até o fim de agosto. Opiniões divididas As intervenções no parque despertam reações diferentes entre os visitantes. O analista de sistemas Daniel Candoti afirma que vê benefícios na novidade, mas lamenta a retirada de árvores. "O parque para a região ele é bem-vindo, muitas árvores, só não agradou muito que eles cortaram um pouco das árvores para fazer o restaurante, mas imagino que seja para expandir. Acho que vai ser bom também, de alguma forma", disse. A família França, que visitava o parque pela primeira vez, também se dividiu sobre a obra. Para a pasteleira Janete França, o restaurante pode agregar ao passeio. "Eu acho legal porque você já passeia, já se diverte, já come, já faz tudo. E se conservar a construção, vai ser maravilhoso", afirmou. Já o autônomo Regivan França é contrário à instalação do restaurante. "Exatamente o oposto dela. Respeito, mas exatamente o oposto. Tem que ser um lugar de contemplação, preservação, um lugar mais silencioso. A gente sabe que o restaurante traz barulho, traz bagunça, sujeira. Se preservar, ok, mas eu não acredito que isso aconteça", disse. A estudante Sophie França avalia que é possível conciliar preservação e modernização. "Eu sou uma mistura das duas opiniões. Acho importante ter sempre mudanças, mas também tem que conservar sempre. Não pode ser muito exagerado, mas também é sempre bom mudanças", afirmou. O que diz a prefeitura Em nota, a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) informou que a construção do restaurante faz parte de um projeto mais amplo de revitalização do Parque Trianon. Segundo a pasta, as intervenções incluem a reforma dos parques infantis e da academia ao ar livre, além da restauração dos sanitários, da fonte, das esculturas, das luminárias e dos caminhos internos. A secretaria informou ainda que o projeto foi aprovado pelos órgãos responsáveis pela preservação do patrimônio histórico.