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Procissão de Pentecostes da Festa do Divino de Mogi deve reunir 10 mil pessoas

Rezadeiras na Procissão de Pentecostes em Mogi das Cruzes Yasmin Castro/g1 A Procissão de Pentecostes da Festa do Divino Espírito Santo de Mogi das Cruzes se...

Procissão de Pentecostes da Festa do Divino de Mogi deve reunir 10 mil pessoas
Procissão de Pentecostes da Festa do Divino de Mogi deve reunir 10 mil pessoas (Foto: Reprodução)

Rezadeiras na Procissão de Pentecostes em Mogi das Cruzes Yasmin Castro/g1 A Procissão de Pentecostes da Festa do Divino Espírito Santo de Mogi das Cruzes será realizada neste domingo (24), dia em que a Igreja Católica celebra Pentecostes. A concentração dos fiéis começa às 15h30, na Catedral de Sant’Ana, no Centro, e a saída da procissão está prevista para as 16h. O cortejo marca o encerramento da festa, considerada uma das principais celebrações religiosas da cidade. Segundo a organização, cerca de 10 mil pessoas devem participar da programação. ✅ Clique para seguir o canal do g1 Mogi das Cruzes e Suzano no WhatsApp Os festeiros deste ano são Ricardo Medina Alvarez e Maria de Lourdes Pereira da Silva Medina que comandam a festa ao lado dos capitães-de-mastro Maurício de Lima Ramos e Tavane Prado Rodrigues Ramos. O tema desta edição é “Divino Espírito Santo, fazei de nós mensageiros da vossa paz”, que propõe uma reflexão sobre a construção de um mundo mais solidário. A procissão é coordenada por Sylvania Grimberg, que participa da organização do evento há 19 anos. Ela conta com uma equipe de cerca de 60 pessoas. “A procissão é o ponto alto da festa porque é o dia de Pentecostes, a comemoração da vinda do Espírito Santo”, afirmou. Leia também Festa do Divino de Mogi deve atrair 400 mil pessoas em 2026 Caminho dos sete dons A procissão começa na Praça Coronel Benedito de Almeida e segue pelas ruas do Centro. O trajeto representa os sete dons do Espírito Santo: sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor de Deus. O encerramento será na Catedral de Sant’Ana, com missa presidida pelo bispo Dom Pedro Luiz Stringhini. Depois da missa, será realizada a tradicional queima dos pedidos, deixados pelos fiéis durante as visitas das rezadeiras às casas e também no Império do Divino. A cerimônia simboliza o encerramento da festa e acontece na praça em frente à Catedral, com a presença de religiosos e devotos. Após a cerimônia, o Império será fechado e o mastro retirado, marcando o fim da Festa do Divino Espírito Santo. Devotos montam altar para receber dons do Divino na procissão Maria Santos Bettoni/arquivo pessoal Veja a ordem de participantes da Procissão de Pentecostes Cruz; Grupos folclóricos; Anjos da promessa; Bandeiras oficiais; Fé - Esperança - Caridade; Mulheres levando a bíblia; Carro de som; Rezadeiras; Estandartes dos dons; Meninas com as pombas; Irmandades; Apostolado da oração; Coroinhas; Ministros; Seminaristas; Carro de som; Sacerdotes; Bispo; Imperador e Imperatriz; Festeiro e Capitães-de-mastro; Familiares; Ex-festeiros; Carro de som; Arcanjos; Tocheiros; Andor; Carro de som; Devotos; Trânsito Segundo a Prefeitura de Mogi das Cruzes, algumas ruas da região central serão interditadas durante a Procissão de Pentecostes. As vias serão bloqueadas durante a passagem do cortejo e liberadas na sequência. Os fiéis passarão pelas ruas José Bonifácio, Doutor Correa, Doutor Ricardo Vilela, Doutor Deodato Wertheimer e Doutor Paulo Frontin, até chegar à Catedral. A orientação aos motoristas é usar a rua Doutor Ricardo Vilela durante as interdições das ruas José Bonifácio e Doutor Correa. Quando a Doutor Ricardo Vilela estiver bloqueada, a alternativa será a rua José Bonifácio. Os ônibus vão circular pela rua Doutor Ricardo Vilela enquanto a rua José Bonifácio estiver interditada. Quando a via também for bloqueada, os coletivos seguirão pelas ruas Olegário Paiva, Coronel Cardoso de Siqueira, São João, avenida José Glicério de Melo, Major Arouche de Toledo e José Bonifácio. Depois que o cortejo passar pelo cruzamento da rua Coronel Souza Franco, os ônibus voltarão a utilizar a via e a rua Doutor Correa para acessar a rua José Bonifácio. Fé e tradição Aos 96 anos, a moradora de Mogi das Cruzes Therezinha dos Santos Bettoni mantém a tradição de ajudar na decoração do altar do sexto dom, montado em frente à sua casa. “Há cerca de 30 anos a imagem vem até aqui para a reza do dom da Piedade. Eu só organizo as flores do altar, com ajuda da minha filha e de uma vizinha”, contou. Há quase 30 anos, a casa de dona Therezinha é um dos dons do Divino durante a procissão Maria Santos Bettoni/arquivo pessoal Ela afirma que a devoção faz parte da vida desde a infância. “O Divino Espírito Santo já faz parte da gente desde criança. É uma vivência muito grande. A gente pede todos os dias, se apega todos os dias. É algo diário”, disse. Para ela, receber a imagem da pomba símbolo da festa é motivo de emoção. “Para minha família também. Todo ano a gente recebe, saber que naquele dia, naquela hora, a gente está homenageando Deus Espírito Santo, é algo que não tem explicação, é algo que vem de dentro do coração da gente”, afirmou. A Festa do Divino é uma das tradições mais importantes de Mogi das Cruzes e, ao longo dos anos, vem sendo preservada por famílias da cidade. É o caso da família Camargo, responsável pela montagem do altar do dom da Sabedoria durante a procissão. Letícia e José Antônio na procissão em 2019 Letícia Camargo/arquivo pessoal A tradição começou com o casal Delphino e Nair Camargo e passou para as filhas Maria José e Maria Angélica. Depois, foi mantida pelo neto José Antônio e à então esposa, Letícia. “Após o falecimento do José Antônio, em 2022, eu continuei montando o dom e seguindo a tradição de fé da família”, contou Letícia. Letícia, de 42 anos, mudou-se da capital paulista para Mogi das Cruzes em 2019, após se casar com José Antônio. Ela conheceu a Festa do Divino Espírito Santo de Mogi das Cruzes ainda em 2007, quando o casal começou a namorar. Segundo ela, as celebrações do Divino em São Paulo são diferentes das tradições mantidas em Mogi. “A fé sempre esteve presente na minha família. Sempre participei com meus pais das missas e celebrações da igreja”, afirmou. Segundo Letícia, os elementos artísticos e religiosos da festa são os que mais emocionam, principalmente os altares montados pelas famílias, os tapetes ornamentais e o Império. Por isso, manter a tradição na própria casa é, segundo ela, uma grande responsabilidade. “Assim como acredito ter sido para a família antes de mim, é uma honra representar uma parte da celebração, continuar participando e receber o dom. Me sinto feliz em seguir com essa tradição”, disse. Altar do dom da sabedoria durante a procissão do Divino Espírito Santo Letícia Camargo/arquivo pessoal Leia mais Mortes no trânsito no Alto Tietê sobem 63% em abril, aponta Infosiga Alto Tietê disponibiliza mais de 3,6 mil vagas de emprego nesta quarta-feira; veja lista Festeiros comandam organização da Festa do Divino Veja tudo sobre o Alto Tietê