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Professores da rede municipal de BH decidem manter greve; paralisação dura 18 dias

Trabalhadores da educação municipal de BH decidem manter greve TV Globo/ Reprodução Profissionais da rede municipal de educação de Belo Horizonte decidira...

Professores da rede municipal de BH decidem manter greve; paralisação dura 18 dias
Professores da rede municipal de BH decidem manter greve; paralisação dura 18 dias (Foto: Reprodução)

Trabalhadores da educação municipal de BH decidem manter greve TV Globo/ Reprodução Profissionais da rede municipal de educação de Belo Horizonte decidiram, em assembleia realizada na tarde desta quinta-feira (14), manter a greve. A paralisação completou 18 dias. A categoria reivindica recomposição salarial e melhorias nas condições de trabalho. Os profissionais pedem também o fim da terceirização da educação (leia mais abaixo). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Minas no WhatsApp De acordo com o sindicato que representa os trabalhadores, pelo menos 40% dos cerca de 185 mil estudantes da rede municipal estão sem aulas. É o caso de Nicolas Caleb Aguiar Corrêa, de 11 anos, do 6º ano do ensino fundamental. "É muito chato, né? Porque a gente quer estudar e não pode porque fica sem essa aula, fica muito ruim", disse. Vídeos em alta no g1 O pai do estudante, o carteiro aposentado Jonilson de Paula Corrêa, precisou mudar a rotina em casa. "Eu faço tratamento médico, vou muito ao médico, e dependo muito da minha sogra, da minha mãe, da minha irmã para cuidar dele. [...] A gente está aí nessa peleja, nessa dificuldade", afirmou. Além da preocupação com o calendário escolar, Jonilson disse que o menino ainda não recebeu livro didático neste ano, o que dificulta os estudos durante a greve. "O livro didático que tem aí é escalonado com as turmas, um dia uma turma usa, no outro dia, outra turma usa, e ele não pode trazer esse livro para casa por causa da falta do livro didático. Não tem como estudar em casa, porque eu não sei que matéria que eu posso ensinar", falou. Sobrecarga e falta de profissionais De acordo com o sindicato que representa os professores, os trabalhadores enfrentam sobrecarga, falta de efetivo e ausência de transparência sobre vagas disponíveis nas escolas. "Não basta nomear e chamar 400 profissionais, a gente precisa saber para onde eles vão para resolver o problema da falta de professores", disse a professora Carol Pasqualini. O secretário municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão, Bruno Passeli, afirmou que a prefeitura está aberta a negociações. Segundo ele, o município se comprometeu a atender seis das oito pautas da categoria, incluindo divulgação trimestral do quadro de vagas da educação e progressão de carreira para servidores com mestrado e doutorado. "Atenderemos seis itens imediatamente após o fim da greve. Os outros dois itens, não é que a prefeitura não vai atender, é que nós não temos ainda consenso. Nós colocamos à disposição as equipes técnicas da prefeitura para tratar com o sindicato e tentar achar um ponto que concilie a demanda do sindicato com a proposta inicial da prefeitura", afirmou o secretário. Vídeos mais vistos no g1 Minas: