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Rússia rejeita acusações de interferência nas eleições americanas

Trump acusa China de interferir nas eleições de 2020, quando perdeu para Biden A Rússia voltou a rejeitar as acusações dos Estados Unidos de tentativa de i...

Rússia rejeita acusações de interferência nas eleições americanas
Rússia rejeita acusações de interferência nas eleições americanas (Foto: Reprodução)

Trump acusa China de interferir nas eleições de 2020, quando perdeu para Biden A Rússia voltou a rejeitar as acusações dos Estados Unidos de tentativa de interferência nas eleições americanas nesta sexta-feira (17). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Questionado por jornalistas sobre as declarações feitas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, em discurso na TV nesta quinta-feira (16), o porta-voz do Kremlin negou que Moscou tenha buscado influenciar o resultado das urnas, como repetido inúmeras vezes por Washington anteriormente. ➡️ Esta não foi a primeira vez que a Casa Branca fez declarações sobre uma suposta interferência estrangeira nas eleições dos EUA. O próprio Trump chegou a ser investigado em seu primeiro mandato por um suposto conluio com a Rússia durante sua campanha (relembre abaixo). No discurso que fez nesta quinta, Trump fez acusações principalmente direcionadas à China, que também condenou as declarações do presidente norte-americano. A Rússia foi citada apenas rapidamente, ao lado de outros países como Irã e Coreia do Norte. "Esta noite, estamos publicando uma série de avaliações anteriormente sigilosas da comunidade de inteligência dos Estados Unidos e outros relatórios que comprovam que o nosso governo há muito tempo sabe que essas máquinas são extremamente vulneráveis a ataques. Como afirma uma dessas avaliações: 'Avaliamos que os adversários dos Estados Unidos, incluindo, no mínimo, Rússia, China, Irã e Coreia do Norte, bem como grupos não estatais, têm capacidade de comprometer a infraestrutura eleitoral dos Estados Unidos'", afirmou o republicano. Presidente dos EUA, Donald Trump, durante pronunciamento em 16 de julho de 2026 Saul Loeb/Pool via AP Relembre as acusações de Trump As alegações de Trump atribuindo sua derrota a uma suposta fraude nas urnas em 2020 já vem de longa data. Foi sob esse argumento que seus apoiadores invadiram o Capitólio em 6 de janeiro de 2021, quando o Congresso referendaria os resultados eleitorais. Nesta quinta, ele anunciou a abertura de cinco grupos de documentos pela Casa Branca que supostamente provariam fraudes e disse que solicitaria uma investigação sobre a China a seu diretor do FBI, Kash Patel. Em fevereiro de 2018, o Departamento de Justiça dos EUA fez uma acusação formal contra 13 cidadãos e três entidades russas por interferir nas eleições presidenciais de 2016. Afirmou que o objetivo era apoiar a campanha do então candidato Donald Trump, na época já eleito, e prejudicar a oponente democrata, Hillary Clinton. Cinco meses depois, Trump disse que não acreditava que a Rússia tivesse interferido nas eleições de 2016 e que confiava na palavra de Putin, contrariando as indicações das agências de inteligência dos Estados Unidos. A fala causou polêmica e, em uma entrevista, o republicano mudou seu discurso. Só em março de 2019, após 22 meses de investigação, Trump se livrou da acusação de conluio com Moscou. O relatório do procurador especial Robert Mueller concluiu que ele não havia cometido o crime de conspiração (ou conluio), mas não o isentou da possibilidade de ter cometido outro crime, o de obstrução de justiça. Disse apenas que não havia provas suficientes para condená-lo. Em 2021, três meses após o começo de seu mandato, o ex-presidente democrata Joe Biden anunciou sanções à Rússia como uma resposta à interferências dos russos nas eleições americanas de 2016 e uma operação de ataque virtual que conseguiu acessar dados de agências governamentais dos EUA. Alunos observam urna instalada em colégio de Nova York. Estudantes retornaram às aulas na segunda, uma semana após a cidade ter sido atingida pela supertempestade Sandy. John Moore / AFP Porém, no mesmo ano, uma avaliação não sigilosa da comunidade de inteligência dos EUA disse que não encontrou indícios de que qualquer ator estrangeiro tenha tentado alterar — ou tenha conseguido alterar — "qualquer aspecto técnico" da votação da eleição presidencial de 2020, incluindo registros de eleitores, cédulas, apurações ou resultados. Tribunais, auditorias eleitorais e o próprio Departamento de Justiça dos EUA também rejeitaram as acusações sobre uma suposta vulnerabilidade eleitoral nos EUA. Declararam que não encontraram evidências de fraude, incluindo qualquer manipulação de urnas eletrônicas. A agência federal de segurança cibernética classificou a votação como "a mais segura da história dos Estados Unidos". em entrevista a uma TV americana, Trump que considera o presidente Vladimir Putin pessoalmente responsável pelas tentativas russas de interferir nas eleições presidenciais dos EUA em 2016. Agora no g1 VÍDEOS: mais assistidos do g1