cover
Tocando Agora:

Segundo caso de bactéria que causa perda de bananeiras é detectado no interior do Acre

Governo confirma caso de moko da bananeira; Idaf inicia força-tarefa Pouco mais de oito meses após o primeiro registro, um novo foco de moko da bananeira foi ...

Segundo caso de bactéria que causa perda de bananeiras é detectado no interior do Acre
Segundo caso de bactéria que causa perda de bananeiras é detectado no interior do Acre (Foto: Reprodução)

Governo confirma caso de moko da bananeira; Idaf inicia força-tarefa Pouco mais de oito meses após o primeiro registro, um novo foco de moko da bananeira foi detectado, desta vez, na comunidade Seringal Nova Sorte, em Feijó, interior do Acre, às margens do Rio Envira. A praga bacteriana grave provoca o apodrecimento dos frutos e a formação de pus bacteriano. A informação foi confirmada ao g1 pela coordenadora do Programa Estadual de Sanidade da Bananicultura do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf/AC), Malena Lima, que explicou que a área estava com 18% das plantas vivas infectadas. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp "A notificação do foco ocorreu em abril e agora em maio fizemos as ações de erradicação e contenção da disseminação na propriedade. O Idaf realizou uma inspeção na área de aproximadamente 1 hectare de banana prata, contudo, apenas 18% desse total estava infectado", destacou. Praga bacteriana grave provoca o apodrecimento dos frutos e a formação de pus bacteriano Foto: Samuel Costa/Secom Feijó O microrganismo não afeta saúde humana, mas pode levar a prejuízos nas plantações. A infecção pode ocorrer por meio de ferramentas sem desinfestação ou por insetos. (Confira mais abaixo) Após a coleta, a amostra foi encaminhada ao Laboratório Federal de Defesa Agropecuária em Minas Gerais (LFDA/MG) para análise oficial. O laudo confirmou a presença da bactéria na área de cultivo de produtores que abastecem o município de Feijó com banana. LEIA MAIS Puxada pelo cultivo de mandioca, produção agrícola cresce e passa de R$ 830 milhões em 2024 no Acre Foco de bactéria que causa perda de bananeiras é encontrado no interior do Acre Após o foco ser confirmado, o órgão fez uma inspeção das plantas em todas as propriedades com cultivos de banana no município, obedecendo um raio de 5 km ao redor do foco. Com isso, ainda foram detectadas 3 novas suspeitas de focos e o órgão segue fazendo inspeções. Em setembro do ano passado, a inspeção também foi feita nas plantações de helicônias [plantas utilizadas para ornamentação], uma planta parente da bananeira. Ainda conforme o Idaf, a contaminação do cultivo pode ocorrer através o uso de materiais utilizados no manejo sem que haja desinfestação, além do acumulo de água das chuvas nos solos mais encharcados. Outro fator é a transmissão da bactéria Ralstonia Solanacearum raça 2 através de insetos. "Para detectar, basta observar as folhas da bananeira, que, neste caso, apresentam um amarelecimento e murcha. Já no interior do pseudo caule [tronco da planta que é formado pelo acúmulo de folhas], é possível observar um escurecimento nos tecidos vasculares", disse. Orientações Em meio à detecção, o Idaf orienta que os produtores também façam suas próprias inspeções nas plantações como forma de prevenir e detectar de forma precoce possíveis focos. Além disso, é recomendado: Adquirir mudas devidamente certificadas, provenientes de áreas livres de pragas; Desinfestação de equipamentos e utensílios usados no cultivo; Em casos da praga ser encontrada, acionar o Idaf para que um técnico seja enviado ao local. Moko da bananeira Conforme o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) a bactéria penetra nos frutos principalmente por ferimentos e se multiplica rapidamente nos vasos condutores, obstruindo o fluxo de água. Ela ainda pode sobreviver no solo por longos períodos, especialmente em condições úmidas e quentes A praga é facilmente disseminada, principalmente, através de mudas infectadas e ferramentas contaminadas utilizadas nos tratos. Também pode haver transmissão entre as raízes de plantas doentes e sadias e os insetos também podem transmitir a bactéria no pomar. A presença de frutos amarelos em cachos verdes é um grande indicativo da doença moko. O corte dos frutos expõe sintomas de podridão seca, firme e de cor parda e no engaço também é observado escurecimento vascular. Pode-se observar na touceira as plantas jovens com sintomas de necrose. Em áreas abandonadas o órgão recomenda a destruição de todas as bananeiras por um período de 24 meses. O Mapa ainda ressalta que, até o momento, não há variedades comerciais de bananeira comprovadamente resistentes ao moko, o que reforça a importância das medidas preventivas. Reveja os telejornais do Acre e